Cinchoninum sulphuricum
por Richard Hughes & Jabez P. Dake — Enciclopédia de Patogenesia Medicamentosa
Referência histórica para profissionais e estudantes. As afirmações abaixo refletem os ensinamentos homeopáticos do autor indicado e não comprovam a eficácia do tratamento. Este texto não constitui aconselhamento médico e não deve substituir um diagnóstico ou cuidados adequados.
Volume II — Texto principal
Cinchoninum.—Alcaloide da quina, comumente empregado na forma de sulfato (C20H24N2O. SH₂O, × 4H2O), forma utilizada nestas experimentações patogenéticas etc. I. Experimentações patogenéticas.—1. Sra. M—, æt. 48, saudável, exceto por ser propensa a transpiração profusa após esforço moderado, tomou 1 grão em 16 de julho, e. Uma h. após a primeira dose, teve eructações e borborigmos no abdome durante a n. e até a m. seguinte. No d. seguinte, ebulição e calor na cabeça.—18, e., 2 grãos. Os mesmos sintomas e, além disso, rugidos nos ouvidos à n., dor frontal que pressionava para baixo em direção aos olhos, agravada pelo movimento e ao caminhar, calor na cabeça, sobretudo ao redor dos olhos, e sensação de sonolência nos olhos, de modo que as pálpebras se fechavam constantemente.—19. Azia constante, eructação de ar, borborigmos no abdome, dor dilacerante nas costas em direção ao ombro dir.; dores e tensão na nuca ao movê-la, cansaço e sonolência, sono repleto de sonhos à n. e despertar sobressaltada e aterrorizada.—20. Perfeitamente bem; nunca mais foi incomodada pela transpiração. (Experimentação patogenética de NOACK, Hygea, xvi, 152.) 2. JULIANA PIERTSCH, criada de quarto, sofria havia algum tempo de opressão do peito e dor pressiva sob a parte média do esterno, dispneia, disposição para derramar lágrimas e tendência à obstipação.—15 de julho, e., 1 grão. Na m. seguinte, eructação de ar, borborigmos intestinais, distensão abdominal, eliminação de flatos; sensação de agilidade dos membros e estado de saúde excepcionalmente bom. À tarde, cefaleia frontal e pressão sobre os olhos; 2 evacuações moles; grande urgência para urinar, precedida de dor que ia de ambos os lados do abdome ao hipogástrio; eliminou frequentemente grandes quantidades de urina, enquanto a dor diminuía gradualmente e, por fim, desaparecia. A urina apresentava sedimento abundante, branco e flocoso.—17, e., 2 grãos. Na m. seguinte, os sintomas foram os mesmos de antes, exceto por sentir todos os membros fatigados e como contundidos.—19. Nenhum outro sintoma. (Ibid., 154.) 3. WILHELMINE DIETZ, jovem saudável, æt. 19. a. Tomou, nas m. de 24 e 27 de julho, 2 grãos.—24. Pontadas frequentes nos lados, primeiro de um lado e depois do outro, agravadas pelo movimento. No 2.º, 3.º e 4.º d., as dores desapareceram, mas retornaram no 5.º d. A partir desse d. (28), as dores lancinantes estenderam-se por toda a extensão das costas, mas localizavam-se sobretudo entre as escápulas. No 1.º d. (24), 2 evacuações e 3 micções; no 2.º d., 1 evacuação e 4 micções; no 3.º d., 2 evacuações moles e 7 micções; no 4.º d., 4 evacuações moles e 3 micções. A partir do 5.º d., teve diariamente 1 evacuação e 3 ou 4 micções. Todas as m., cefaleia em toda a cabeça, com tinnitus aurium cantante, sede intensa (sobretudo no 6.º e 7.º d.), calor na boca, inicialmente inapetência e, a partir do 7.º d., grande apetite, eructações frequentes, abdome distendido, borborigmos intensos, tosse solta e fatigante, que sacudia a cabeça, com dor pressiva sob o esterno (desde o 5.º d.) e rouquidão (desde o 6.º d.), acompanhadas da sensação de que a garganta tivesse sido escaldada por bebidas quentes e de que algo estivesse preso na glote; sempre muito calor e transpiração, sobretudo à n.; tremor dos membros e fraqueza. No 9.º d. (1.º de agosto), parecia pálida e com os olhos encovados. b. 1.º de agosto, e., 2 grãos. As dores lancinantes, que haviam cessado por um d., só retornaram no d. 5, mas estiveram presentes desse d. até o 8. Pareciam partir das costas e, daí, envolver os hipocôndrios; eram aliviadas ao ficar em pé e sentada, e reapareciam ao deitar-se e tossir; tosse solta com expectoração mucosa proveniente das profundezas do peito; rouquidão, que persistia desde o 6.º d. da primeira experimentação. Perde o fôlego ao caminhar depressa. O calor e a sensação de queimadura na boca e na garganta continuaram.—7. Cefaleia envolvendo toda a cabeça, provocada ao inclinar-se, com sensação de embotamento.—8. Cefaleia desaparecida; ao olhar atentamente para qualquer coisa, tudo escurece diante dos olhos; a língua apresenta, no centro, uma fina camada de muco; a cabeça está sempre quente e seca; por volta do meio-dia, pulso 65, pequeno, fraco e lento. A menstruação surgiu uma semana antes do tempo e é escassa.—10. Pontadas ocasionais no lado; nenhuma ontem, mas, em seu lugar, alguma cefaleia frontal e sensação de embotamento. Ainda perde o fôlego ao caminhar depressa; sensação de calor na boca, aspereza e sensação de arranhadura na garganta; a rouquidão retorna quando fica excessivamente aquecida.—12. Bem. (Ibid., 155.) 4. WILHELMINE WALTHER, criada doméstica, æt. 17.—7 de agosto, 7 p.m., 2 grãos.—8, m., náusea, que durou todo o d., ânsias de vômito, eructação de ar, fluxo de saliva, sobretudo a.m., pouco apetite; p.m., sede e micção copiosa de urina límpida; e., evacuação dura e escassa. Das 10 a.m. ao meio-dia, calafrio intenso, confusão mental, pressão nos olhos. 6 p.m., vertigem. Grande cansaço nos pés durante todo o d. 10 p.m., pulso rápido e macio.—9. Após uma n. de sono inquieto, interrompido por despertares frequentes, evacuação mole pela m.; a.m., dor nas costas entre os ombros; dor pressiva no scrob. cordis e na região hepática; p.m., náusea, eructações ácidas frequentes, ruído nos ouvidos; urina muito aumentada.—10. As 2 primeiras vértebras dorsais dolorosas à pressão; desde a m., dor dilacerante e retorcente no lado esq. do hipogástrio durante todo o d.—11. A dor intestinal continuou; grande secura e aspereza na garganta. Ao meio-dia, antes do jantar, náusea transitória e inclinação para vomitar; p.m., ao caminhar ao ar livre, cefaleia com vertigem e sede intensa. A partir desse momento, os sintomas quase cessaram, exceto por confusão mental ocasional.—22. Frialdade como se tivesse sido encharcada com água fria, cefaleia, dor nas costas e dor abdominal. Pela m., 2 evacuações diarreicas.—23. A dor abdominal continua.—24. Ainda dor abdominal, sensação de rotação na cabeça, inapetência e evacuação dura e dolorosa. Pela manhã, tomou 2 grãos. P.m., violenta dor frontal; e., calafrio; n., sono inquieto e repleto de sonhos. (Ibid., 157.) 5. LAURANTIUS FRITZ, enfermeiro de casos cirúrgicos, æt. 25. a. 20 de outubro, 10 p.m., 1 grão.—21. Durante todo o d., muita sede, cólicas na região umbilical e eliminação de muitos flatos fétidos; obstipação; sono inquieto.—22, 9 a.m., 4 grãos. Logo, náusea, eructações e eliminação de flatos. Isso continuou pelos 2 d. seguintes.—24, e., 6 grãos. Logo, náusea e, à n., dolorimento generalizado do corpo.—25. Ao despertar, cefaleia como se a cabeça fosse estourar, sobretudo no occipício, com zumbido nos ouvidos; saburra espessa e amarela na raiz da língua, com bordas limpas e úmidas; fome sem apetite, distensão abdominal após
comer; dor cortante na parte superior do ventre, mais para o lado dir., durando todo o d.; borborigmos intestinais, obstipação; aumento da eliminação de urina com sensação de queimação na uretra; dores picantes na garganta ao engolir, como por agulhas finas; respiração sibilante, constrição do peito, sensação de que o tórax estivesse inteiramente oco; durante todo o d., frialdade e bater de dentes; grande cansaço, de modo que mal consegue arrastar os pés, obrigando-o a deitar-se à tarde; os membros adormecem em qualquer posição. 10 p.m., calor na fronte, espalhando-se dali por toda a cabeça; suor profuso e sede à n., dores sacrais; dolorimento de todo o corpo, especialmente dos olhos, ouvidos e órgãos genitais.—26. Os sintomas de ontem continuam; particularmente incômodos eram os rugidos nos ouvidos, a sede, as eructações, a grande exaustão e o tremor dos membros; e., frialdade, calor seco e, à n., transpiração adocicada, de odor malsão; a urina depositava sedimento branco.—28. Tendo os mesmos sintomas continuado no d. 27, teve hoje cefaleia latejante do lado esq., agravada ao inclinar-se, tremor dos membros e grande fraqueza muscular.—29 e 30. Confusão mental pela m., com vertigem, pior ao inclinar-se; grande apetite. Nos últimos 8 d., o cabelo caiu muito. Após 2 d., a cefaleia ainda não desaparecera inteiramente. b. 7 de novembro, 10 p.m., 12 grãos. Imediatamente, náusea intensa; muita sede e transpiração, e sono inquieto à n.—8. Ao levantar-se, violenta cefaleia frontal, estendendo-se ao occipício, persistindo até o meio-dia, cessando então por 2 h. e retornando até a hora de deitar-se. Ao mesmo tempo, calor na cabeça, zumbido nos ouvidos, eructação e evacuação solta; ao meio-dia, leves pontadas no peito, mais do lado dir., dirigindo-se ao scrob. cordis, na parte anterior da inserção do diafragma; os olhos pareciam profundamente encovados; turvação da visão.—9. Tez pálida e doentia; círculos cinzento-azulados ao redor dos olhos, cefaleia frontal até a e., sede, exaustão, sonolência, tremor, aumento da secreção urinária; suor profuso à n.—10. Cefaleia violenta.—11. Cefaleia, flatos muito fétidos, borborigmos intestinais. Nenhum outro sintoma, exceto exaustão geral por muito tempo. (Ibid., 159.) 6. Dr. OTTO PIPER.—7 de fevereiro, 10 p.m., 8 grãos. Sabor amargo por alguns m., seguido de sabor insípido e adocicado. Depois, por uma h., alguma arranhadura na laringe.—8, m., face muito inchada ao redor dos olhos, perceptível ao abrir os olhos. P.m., epistaxe súbita enquanto estava sentado; sangue muito fluido e vermelho-vivo. A urina eliminada pela m. depositou, após 24 h., sedimento mucoso de cor verde-acastanhada e apresentava odor pútrido. A urina eliminada durante o d. era mais escura, e o sedimento tinha cor de pó de tijolo. A quantidade de urina eliminada era menor.—9. Urina igual à de ontem, salvo que não depositou sedimento algum. A urina da m. tinha cor verde-acastanhada e sedimento mucoso e, a partir do d. 11, depositou uma fina crosta vermelha. A partir do d. 13, retornou ao estado normal. (Ibid., 162.) 7. BIRKNER, estudante de medicina, æt. 23, saudável, exceto por uma disposição à obstipação.—26 de fevereiro, 8 a.m., 4 grãos. Pulso antes da dose 56, 2 h. depois 70, após o jantar 84; 10 p.m., 54; nenhuma evacuação. Urinou 4 vezes; em duas delas, a urina apresentava sedimento; era ácida. 10 a.m., pressão na região gástrica, também às 7 p.m., mas então mais do lado esq.—27, m., pulso 54, ao meio-dia 82, e. 60. 10 a.m., evacuação lenta. Urinou 4 vezes, uma delas (m.) com sedimento.—28, 7 a.m., na cama, frialdade, dor cortante nos intestinos, eliminação de flatos. 8 a.m., evacuação solta e copiosa. Durante toda a a.m., dor cortante e borborigmos intestinais; pulsação ocasional na região gástrica e frialdade, sobretudo no scrob. cordis. 11 a.m., uma segunda evacuação diarreica. Urinou 5 vezes; em 3 delas, a urina apresentava sedimento. Pulso, m. 56; 2 p.m., 75; 9 p.m., 64.—1.º de março. Nenhuma evacuação. Urinou 5 vezes, duas delas com sedimento. Pulso, m. 52, ao meio-dia 78, e. 54.—2. Urinou 6 vezes, uma delas com sedimento; obstipação. Pulso, m. 54, ao meio-dia 80, e. 62.—3, 8 a.m., 8 grãos. Pulso, m. 55, mais tarde 68, após o jantar 88, às 10 p.m., 68. Logo após a dose, frialdade, que reapareceu várias vezes durante a manhã. 10 a.m., evacuação mole; confusão mental com sensação de que o cérebro tivesse aumentado de tamanho. Ao mesmo tempo, dor cortante nos intestinos, sensação de plenitude abdominal e dor no scrob. cordis, aumentada pela pressão, opressão do peito e respiração rápida. 11 a.m., cabeça livre, mas a dor retornou às 3 p.m., transformou-se em peso na cabeça e foi pior à e., quando se tornou dor pressiva no occipício e na região da sutura coronal. A plenitude abdominal, a dor cortante, os borborigmos intestinais e a dor no scrob. cordis duraram todo o d. Eructações, eliminação de flatos. 9 p.m., grande calor por todo o corpo, com grande turgescência das veias; o grande cansaço obrigou-o a deitar-se cedo.—4. Sono inquieto à n. 9 a.m., confusão mental, durando até o meio-dia. 4 p.m., calor constante na cabeça com extremidades frias, pior às 6 p.m., com calor ardente geral e secura da pele. Muita flatulência eliminada por cima e por baixo. 9 p.m., junto com o calor da cabeça, confusão mental,
dor pressiva na cabeça e uma espécie de aturdimento. Nenhuma inclinação para o trabalho; perde o fio dos pensamentos. Pulso, m. 56, ao meio-dia 80, e. 72. Urina com sedimento.—5. Sono inquieto e ruim. Ao despertar, cefaleia, sobretudo no occipício, aliviada ao levantar-se. Pulso, m. 54, ao meio-dia 78, e. 58, bastante irregular. A urina apresentou sedimento apenas pela m.—6. Pulso, m. 54, ao meio-dia 76, e. 54. Leve sedimento na urina.—7. Pulso, m. 53, ao meio-dia 72, e. 54. Sedimento na urina pela m. Evacuação normal. (Ibid., 162.) 8. R. H. GEYER, estudante de medicina, æt. 24. a. 3 de abril, 9h30 p.m., 2 grãos.—4, m., inapetência, sensação de plenitude no estômago, eructações com sabor de ovos podres, grande exaustão. Após o jantar, sensação dolorosa de plenitude e pressão no estômago por algumas h. Sono perturbado por sonhos desagradáveis.—5, 10 a.m., rigidez dolorosa da nuca. 10 p.m., dor dilacerante no estômago.—6. Na última n., despertou por dores sob o esterno; a parte inferior do esterno parecia puxada ou pressionada para dentro.—7, à tarde, grande prostração e languidez; dor pressiva constante no esterno. b. 20 de abril, 9 p.m., 4 grãos. À n., suor entre as escápulas; mais tarde, prurido ali.—21. Grande cansaço com muitos bocejos e alongamento dos membros. Na n. seguinte, suor.—22. Muita secreção ocular havia-se acumulado durante a n. Após o jantar, grande cansaço e espreguiçamento constante; pouquíssimo apetite, saciedade fácil.—23, m., grande cansaço; dor como por contusão na inserção dos deltoides; sacudidas e sensação de rastejamento frequentes e intoleráveis no ânus, removidas ao coçar; constrição do peito, como se as costelas estivessem contraídas anteriormente; evacuação solta, de formato estreito, eliminada lentamente com esforço; o sphincter ani está muito frouxo, como se paralisado; reto contraído, como demonstram não apenas o formato estreito dos excrementos, mas também uma sensação peculiar e indescritível durante a evacuação.—24. Ardor no estômago e na parte inferior do esôfago; pressão frequente no scrob. cordis.—25. Dor contínua transversalmente no hipogástrio, como por flatulência encarcerada, às 10 a.m. Ao meio-dia, pressão no estômago; e., sensação de contusão no sacro.—26. Pela m., na cama, pontadas nas cartilagens da 5.ª e 6.ª costelas esq. durante uma h.; dor latejante ocasional e recorrente na metade dir. da fronte; grande cansaço durante todo o d.—27. Pesadelo à n.; logo depois, sonhos lascivos e ereções dolorosas. À tarde, grande excitação sexual e ereções; tensão dolorosa transversalmente no peito.—28. À n., sonhos fatigantes; dor nos hemisférios anteriores do cérebro, como se uma rede fosse puxada através da substância cerebral dessa parte; dor como por contusão na inserção dos deltoides, os ombros mal suportam o casaco; transpiração na fronte após esforço moderado em tempo fresco; movimento involuntário de sacudida do 2.º e 3.º dedos esq.; na mão dir., dor espasmódica aqui e ali, sem movimento da mão ou dos dedos.—29. Dor pressiva na cabeça, como se um grande peso comprimisse os ossos parietais contra o cérebro; dor pressiva na fronte e sob o esterno.—1.º de maio. Após obstipação por vários dias, evacuação de fezes firmes e volumosas; o sphincter ani muito forte, ao mesmo tempo dor cortante obtusa no ânus, estendendo-se dali para a frente até o umbigo, bem como finas picadas no scrob. cordis. No primeiro d. houve grande cansaço, que, nos primeiros 5 dias, foi intolerável, com bocejos e alongamento incessantes; o apetite esteve constantemente muito ruim, e muitas vezes apenas a sopa causava saciedade e plenitude no estômago; eliminação de gases por cima e por baixo.—5. Sensibilidade peculiar e sensação de tensão no couro cabeludo, dolorimento das raízes dos cabelos, como se houvesse pus sob o couro cabeludo, sobretudo do lado dir. 1.º de junho. Ainda se queixava de repuxamento nos braços e dor nos ossos das extremidades. (Ibid., 167.) 9. Dr. A. NOACK. a. 22 de outubro, 9 a.m., 4 grãos. Sabor inicialmente amargo, tornando-se adocicado, algo semelhante ao alúmen. Pulso inicialmente 85, após uma h. 75, às 8 p.m. 65. Durante a manhã, leves borborigmos intestinais por flatulência, tensão dolorosa da região gástrica; náusea durante várias h. após o jantar; 2 p.m., evacuação copiosa, inicialmente consistente e depois diarreica; grande secreção urinária; e., grande lassidão nas coxas.—23, 5 a.m., pulso 66, 10 a.m. 70, 9 p.m. 60; pulso pela m. fraco e pequeno.—24. Pela m., na cama, dor cortante no meio do ventre, mais tarde estendendo-se à parte superior do ventre e durando 2 h.; sede durante todo o d. Urina copiosa, muito ácida, com película brilhante; pulso pequeno e fraco. 10
p.m., urgência para evacuar e evacuação mole eliminada com dificuldade. À n., tensão abdominal, dor cortante-repuxante no abdome e urgência para urinar, aliviadas pela eliminação de grande quantidade de urina límpida como água.—25. Pela m., na cama, grande exaustão. Secreção urinária copiosa; a urina era inteiramente aquosa, mas logo se tornou turva e depositou fino sedimento amarelo-avermelhado. Nenhuma evacuação.—26. Muita urina aquosa; nenhuma evacuação.—27. Urina abundante, amarelo-clara; evacuação volumosa. b. 16 de julho, 11 p.m., 10 grãos. Após sono tranquilo, profundo e sem sonhos, mais prolongado do que de costume, sentiu-se não repousado ao despertar; costas (sobretudo entre as escápulas), costelas, braços e pernas como se estivessem contundidos; leves cólicas e borborigmos intestinais durante 1 h.,
abdome tenso, cheio e pesado; língua coberta por fina camada de saliva; sabor pastoso; expectoração, ao pigarrear, de grande quantidade de muco muito viscoso; o peito parecia oco, de modo que a respiração era peculiarmente fácil; pele seca, com veias proeminentes. 10 a.m., evacuação copiosa, de cor castanho-esverdeada escura e consistência habitual, mas de volume tão grande que sua passagem tornou o ânus doloroso; após o jantar, sensação de peso no abdome, como se ali houvesse uma pedra, durando toda a tarde. Durante todo o d., abdome tenso e eliminação de alguns flatos muito fétidos. Urina muito escura pela m., menos à tarde, copiosa e ácida. Confusão mental, alguma cefaleia frontal, sobretudo do lado dir., durando toda a tarde. Pulso pela m. pequeno, fraco e compressível; à tarde, maior e ondulante; 7 a.m., 66; 10 a.m., 86; 3 p.m., 75; 9 p.m., 75.—18. Aumento da secreção urinária, de cor escura. (Ibid., 170.) 10. Rust afirma que causa calor no epigástrio, pulso rápido e leve transpiração. Doses maiores causam calor mais intenso no estômago, secura na boca e nas fauces, sede; língua seca, com saburra amarela, ardor na garganta, eructações, flatulência, obstipação, pele quente e urina turva. (Rust's Mag., xii, H. 3.) 11. BERAUDI afirma que 15 a 20 grãos causam aumento da saliva, náusea, dores intestinais, às vezes diarreia, pulso rápido, turvação da visão, ruído nos ouvidos, cefaleia, peso na cabeça e afluxo de sangue à cabeça. (Omodei's Annali Univ. di Med., nov. e dez., 1829.) 12. BARBIER afirma que 6 a 8 grãos atuam intensamente sobre o canal intestinal, causando, após 1 a 2 h., movimentos e distensão intestinais e pulsação no epigástrio; os intestinos parecem distendidos e endurecidos em algumas partes, há contração anormal das fibras musculares e cólica violenta; calor no estômago que se estende ao abdome, ao peito e à cabeça, particularmente intenso na garganta; sede ardente; por vezes, 2 ou 3 evacuações duras com tenesmo, por vezes obstipação, além de náusea e, ocasionalmente, dor e repuxamento nos membros. (Traité élém. de Mat. Méd., 4.ª ed., i, 357.) 13. ELSON realizou experimentos para determinar os efeitos do sulfato de C. sobre o pulso saudável. No 1.º d., tomou v grãos a cada h.; no 2.º d., x grãos nos mesmos intervalos; no 3.º d., xx grãos da mesma maneira. No d. sem medicação, foram feitas 6 observações; pulso médio 70. Nos dias de medicação, verificou-se:—1. (11 doses), 11 observações, pulso médio 761; 2. (12 doses), 12 observações, pulso médio 7814; 3. (11 doses), 11 observações, pulso médio 9416. Assim, C. acelerou decididamente o pulso. (Am. J. of Med. Sc., N. S., lii, 97.) 14. O sulfato de C., aplicado à membrana mucosa da boca, produz sensação de amargor tolerável, que desaparece prontamente ao enxaguar a boca duas ou três vezes; a princípio, a boca fica seca; depois, a secreção salivar aumenta, mas permanece viscosa e espumosa; aumentando-se a dose, as fossas nasais participam desse estado, experimenta-se sensação de calor no epigástrio, juntamente com ligeira tendência a vomitar e quantidade insignificante de dor, que pode estender-se por todo o abdome. Administrado em pó ou dissolvido, é facilmente absorvido; do estômago e dos intestinos, passa prontamente ao sangue e às secreções. A influência do sulfato de C. sobre a circulação é apenas ligeiramente perceptível em doses de 0,10 a 0,25 g; mas, em doses superiores, até 0,70 g, o pulso acelera-se, o coração palpita; sobrevém dor precordial, que parece abranger todo o lado esq. do peito; a respiração torna-se difícil e lenta; ao ficar de pé, as pernas cedem, os braços tornam-se pesados e, por vezes, sobrevém síncope; a pele fica quente, o rosto animado, os olhos brilhantes, pesados e difíceis de abrir; por vezes, a pupila dilata-se; em outras, contrai-se. Com a dose de 0,70 g, a cabeça torna-se pesada e dolorida. Nessa dose, o medicamento produz uma cefaleia especial, que afeta principalmente as partes anteriores da cabeça e é acompanhada de uma sensação muito notável de compressão. Segue-se uma espécie de intoxicação transitória. Em doses elevadas, há zumbidos nos ouvidos, como com o sulfato de quinina, mas esse fenômeno é menos constante; desejo de dormir e, caso o sono venha, é acompanhado de sonhos estranhos. Em um caso observado por M. Grisolle, no qual o indivíduo havia tomado 2,50 g, manifestou-se retenção urinária, mas o pulso permaneceu em 55. (BOUCHARDAT, DeLondre e GIRAULT, L'Annuaire le Thérapeutique, 1856, p. 22.) II. Intoxicações.—1. Doze de vinte e três pacientes com febre intermitente, tratados com várias doses de sulfato de C., apresentaram sintomas de mal-estar devidos ao medicamento. Um deles é cefaleia constante, ocupando a região frontal e as têmporas. Os pacientes sentem constrição de toda a parte anterior da cabeça, muito variável em intensidade e, por vezes, intolerável. Nunca vi a cefaleia estender-se à parte posterior ou atacar somente essa região. Em uma ocasião, observei vertigem e dor aguda nos membros. (MOUTARD-MARTIN, Mém. de l'Acad. Imp. de Méd., T. xxiv.) 2. De 198 pacientes submetidos à administração de sulfato de C., 94 não apresentaram incômodo, 80 tiveram cefalalgia, 40 zumbidos e assobios nos ouvidos, 33 vertigem e tontura, 44 distúrbios da visão, 46 titubeação, 8 epigastralgia, 4 náusea e 8 cólica. (Lévy, L'Union Médicale, vi, 163.) III. Experimentos em animais.—1. BRIQUET verificou que a injeção de 2 g na jugular de 5 cães produziu, em 3 deles, morte instantânea, aparentemente por enfraquecimento do coração; nos outros 2, convulsões, que cessaram em um, mas, no outro, tornaram-se mais intensas e terminaram em morte por meningite, segundo o exame post-mortem. (Op. cit.) * “Embora Ch. possua o poder de deter os movimentos dos glóbulos incolores, talvez essa ação só possa ser obtida na lâmina do microscópio. Quando se injetam no sangue doses que causam a morte dos animais, Ch. não exerce influência sobre os corpúsculos sanguíneos incolores” (GELTOWSKY, Pract., viii, 334). Schwalbe obteve resultados semelhantes. + “Os Drs. Culler e Bradford verificaram que Ch. diminui os corpúsculos vermelhos e aumenta relativamente a quantidade dos corpúsculos brancos do sangue” (RINGER).