Rumex crispus

por Richard Hughes & Jabez P. Dake — Enciclopédia de Patogenesia Medicamentosa

Referência histórica para profissionais e estudantes. As afirmações abaixo refletem os ensinamentos homeopáticos do autor indicado e não comprovam a eficácia do tratamento. Este texto não constitui aconselhamento médico e não deve substituir um diagnóstico ou cuidados adequados.

Volume III — Texto principal

RUMEX.

Rumex crispus, L. Labaça-crespa, labaça-amarela. Ord. Nat., Polygonaceae,

I. Experimentações patogenéticas. — I. a. Dr. H. A. Houghton, æt. 24, em perfeita saúde, salvo alguma acne nas costas, experimentou uma tinct. preparada com a raiz e as folhas. 11 de nov. de 1851, tomou 6 dr. da 1ª dil. na e. 12. — Cefaleia surda e pesada, das 10 a.m. até n., menos intensa depois das 2 p.m. 13. — Ligeira cefaleia durante o d. 14 e 15. — Nenhum sintoma. 16. — Repetiu a dose na e. Muito inquieto durante a n.; sonhou que via amigos. Calor e outros sintomas febris perto da m., seguidos de dor pungente no abdome, agravada pela inspiração profunda, que cedeu inteiramente ao levantar-se. 17. — Cefaleia surda e pesada durante o d., menos intensa p.m.; na e., as pernas parecem muito fracas ao subir e descer escadas. 18. — Dor pungente e cortante na mama e. começou ao meio-dia e durou uma h.; cefaleia surda e pesada durante o d. 19. — Ligeira cefaleia. 20—25. — Nenhum sintoma. No último d., tomou 10 dr. da mesma na e. 26—29. — Nenhum sintoma. Repetiu a dose no último d., na e. 30. — Frio intenso nas extremidades inferiores durante a manhã. Repetiu a dose ao deitar-se. Novamente inquietude e sonhos com amigos. 1º de dez. — Frio intenso nas pernas, como antes; na e., dor cortante no abdome, seguida de evacuação diarreica; pernas novamente fracas nas escadas. 2. — Arranhamento na garganta, com ligeiros sintomas catarrais, na e. N. como a de 30—1º; suor frio e pegajoso nas pernas durante a maior parte dela, seguido de sintomas de um forte resfriado com tosse, que persistiram durante o dia 3. 4 e 5. — Nenhum sintoma. Repetiu a dose na e. do último dia, sem efeito, salvo inquietude na n. seguinte. 7. — Repetiu a dose na e. Pernas frias a.m., como antes, e também fraqueza nelas; cefaleia surda e pesada, com dolorimento profundo nos olhos durante o d., pior a.m. 9. — N. como antes; cefaleia como na véspera e fraqueza das pernas. 10. — Transpiração profusa nas pernas durante a última parte da n. 11. — Dor surda na parte anterior dos pulmões, aparecendo e desaparecendo várias vezes à tarde. Durante toda a experimentação patogenética, os intestinos permaneceram mais ou menos obstipados.

b. 27 de dez. — Tomou 15 dr. da tinct. na e. No d. seguinte, o sono, a cabeça e as pernas foram afetados como antes, e as três n. subsequentes foram de grande inquietude. 29. — Dor obtusa no abdome antes de levantar-se, persistindo por pouco tempo depois disso e seguida de evacuação diarreica; ligeira cefaleia durante o d. 30. — Dor em pontada na região torácica e., na m., antes de levantar-se, seguida de dor obtusa nos pulmões; ligeiro prurido nas pernas na e. 1º de jan. — Após permanecer obstipado por 3 d., nessa m., antes de levantar-se, dor pungente no baixo-ventre, seguida de duas evacuações diarreicas, após as quais houve dor obtusa no abdome durante 2 ou 3 h. Sentiu-se fraco nesse d. e no seguinte; neste último, teve cefaleia obtusa durante a manhã. Novamente obstipação por 3 d., seguida de evacuação normal no 4º. No 5º, teve cefaleia surda e pesada bastante intensa, e ocorreu epistaxe ao mínimo ato de mexer no nariz. No dia 7,* na e., repetiu a dose. Cefaleia e obstipação durante os 3—4 d. seguintes foram os únicos efeitos perceptíveis. No dia 16, estando o funcionamento intestinal regular havia 3 d., tomou 20 dr. na e. Seguiram-se, como antes, cefaleia, fraqueza nas pernas e alguns borborigmos e cólicas, com obstipação; no dia 30, anota que a dor na parte anterior do peito voltara a atormentá-lo, durante o d.

e a n., nos últimos 5 d. Era acompanhada de alguma cefaleia e dor no estômago, bem como de eructações gasosas.

Quatro d. depois de tomar a 1ª dose da tinct. (31 de dez.), anota que as costas e os ombros estavam densamente cobertos de pequenas pápulas vermelhas. Essa erupção persistiu até o dia 5, quando se disse que estava desaparecendo gradualmente. O prurido era ligeiro e sentido principalmente ao expor as costas ao ar, como ao despir-se para a n. Após a 2ª dose, a erupção reapareceu, com algumas pápulas no peito e, mais tarde, nas extremidades. O mesmo se seguiu à 3ª dose, mas, dessa vez, as coxas ficaram densamente cobertas. (Phil. Journ. of Hom., ii, 706.)

  1. a. Dr. E. M. Kellogg, æt. 26, experimentou uma tinct. preparada com partes iguais do suco exprimido da raiz e de álcool.* Estava em perfeita saúde e não apresentava tendência aos sintomas observados. Em 30 de março de 1852, colocou 1 dr. em meio copo de água e tomou uma colher de sopa ao deitar-se, repetindo a dose a cada m. e e., até consumir toda a solução. 31. — Duas h. após o desjejum, sentiu como se o alimento não tivesse sido digerido. Temperamento excepcionalmente irritável. 1º de abril. — Sensações semelhantes após o desjejum; na e., grande lassidão e inquietação, com estagnação das ideias e indiferença pelas pessoas e coisas ao redor. 2. — 10 a.m., ligeira dor frontal obtusa, com indisposição para pensar. 12 m., grande irritabilidade de temperamento; dor muscular nas coxas e pernas, ligeiramente aumentada pela pressão. Às 2 p.m., nesse d. e no anterior, a voz subiu subitamente vários tons e assim permaneceu por cerca de ½ h.; hoje, às 4 p.m., soava como se estivesse com um resfriado nasal. 7.30 p.m., muita sede, o que era incomum; grande lassidão e fadiga, com sonolência; muda constantemente de posição; as pernas parecem cansadas, embora tenha caminhado muito pouco hoje; pés dolorosamente sensíveis, com extrema sensibilidade e dor fulgurante nos calos; dor obtusa transitória nos dentes. 3. — Alguma coriza e voz embargada; dores surdas nas pernas durante todo o d. 4. — Ligeira coriza e dor, p.m., especialmente na perna d. 5. — Sensação surda e pesada na cabeça durante a e.; menos apetite que de costume. Depois de deitar-se, tarde, dores lancinantes no maxilar inferior, junto à raiz do canino e., e ligeira cefaleia. 6. — P.m., urina menos copiosa que de costume, vermelha e turva, com depósito floculento e superfície oleosa; sede durante a e. 7. — Sedimento cor de pó de tijolo na urina, muito acentuado e abundante. 8. — Dormiu com muita inquietude; muitos tipos de sonhos, nos quais ninharias eram exageradas, perturbaram-no. Acordou febril, com cefaleia frontal, obtusa e constante; calor da pele; pulso cheio e frequente; seguiu-se sensação de frio, embora sem um calafrio definido. Língua saburrosa, branca; ligeira náusea enquanto se vestia e vertigem que o obrigou a deitar-se novamente; garganta dolorida, com sensação de haver caroços nela ao engolir; secreção amarela espessa proveniente das narinas posteriores; grande palidez facial ao ficar de pé. Jejuou durante todo o d., até a e., sentindo-se vazio e abatido, mas sem apetite; dor considerável nas costas p.m. e e.; dores “reumáticas” na face anterior de ambas as tíbias, na e. 9. — Dormiu bem; acordou transpirando, sem dor, exceto no ombro d., onde ela desapareceu em 2 h. Sobreveio então um ataque hemorroidário, com muito prurido no ânus e também no prepúcio, o qual persistiu depois de as hemorroidas terem regredido. O apetite retornou a partir do dia 9 e chegou a tornar-se exagerado.

b. O mesmo, em 1º de junho, colocou 1 dr. da 3ª dil. em meio copo de água, * Com tal tintura foram feitas todas as experimentações patogenéticas subsequentes.

e tomou uma colher de chá pela m. e e., repetindo-a duas ou três vezes ao dia até o dia 6. No dia 1º, nenhum sintoma, salvo sensação de peso na cabeça durante a e. 2. — Acordou com gosto amargo na boca. Às 11 a.m., a voz adquiriu tom nasal por pouco tempo. No dia 3, sentiu-se lânguido e fatigado (um d. muito quente). No dia 5, dores reumáticas nas canelas. No dia 7, dores obtusas no estômago; coriza com expectoração amarela proveniente das narinas posteriores. No dia 8, tomou 6 grânulos da 6ª dil. à meia-noite, repetindo a dose na m. seguinte, às 9. Temperamento irritável; durante a e., sensação de dolorimento e escoriação, com vermelhidão, na extremidade do prepúcio. 10. — Durante toda a m., sensação de carne viva na parte superior da garganta, com secreção de muco. Repetiu a dose à 1 p.m. Aumento da vermelhidão, com prurido, no prepúcio. Às 7.30 p.m., ligeira cefaleia frontal, com dores fulgurantes. 11. — Tomou uma dose às 11 a.m. Os transtornos prepuciais e a ligeira cefaleia frontal persistiram nesse d. e no seguinte. No dia 13, tomou outra dose e apresentou epistaxe, sensibilidade dolorosa nos pés e evacuação escassa. Em 20 de set., retomou o uso da 6ª dil., tomando 6 glóbulos nessa m. e na m. e e. seguintes. 21. — P.m., fadiga; dor surda nos ossos das pernas. 22. — Levantou-se na m. com gosto ruim na boca e ligeira sensação de opressão na cabeça. Tomou uma dose nessa e. e repetiu-a diariamente até o dia 27, sem outros efeitos; salvo que, durante várias n. posteriores, os olhos pareceram-lhe como se as pálpebras estivessem inflamadas e secas (sem sinais visíveis de inflamação), e que, em 4 de out., teve uma pequena evacuação líquida às 4 a.m., cuja necessidade era muito urgente e o despertou. (Ibid., p. 711.)

  1. a. Dr. Joslin, em 12 de junho de 1845, tomou 6 glob. da 12ª dil. às 10.45 a.m. Em 10 min., dor na borda inferior da axila e.; eructações vazias após o jantar, com dor no hipocôndrio d.; dor pressiva em um ouvido ao caminhar. 13. — Repetiu a dose às 8.45 a.m. Às 11.10, dores fulgurantes no peito e., logo abaixo do meio, no ângulo de uma costela. 14. — Tomou 6 glob. da 6ª dil., m. e e., sem efeito. 15. — Repetiu a dose às 8.05 a.m. 4.30 p.m., dor no cólon ascendente ao caminhar. Às 7 e 10, dor pressiva na coluna dorsal. 10.20, pressão no occipício e na têmpora direitos. 11.15, dor pressiva perto do ângulo inferior da escápula d. 16. — Repetiu a dose às 10.20 p.m. Na m. seguinte, logo após levantar-se, dor pressiva no ouvido d. 10.45, dor remitente perto da inserção do deltoide d. 10.50, dor na face interna do braço. 11, grande propensão ao sono.

b. Em 23 de set. de 1850, tomou 4 glob. da 12ª às 10 a.m. Logo depois, ardor pungente na parte superior da laringe e nas fauces, com muita secreção de muco; irritação e expectoração também referidas a alguns dos brônquios e. A sensação na laringe persistiu, considerável, durante 2 h. e, pelo restante do d., podia ser reproduzida pelo impulso do ar expirado sobre a região. 10.47, dor ocasional na fronte e na têmpora d. 11.10, tosse provocada por cócegas no peito e. Tarde na e., dor reumática logo acima do punho, na face dorsal. 11 p.m., rouquidão. 24. — 12.20 p.m., tosse provocada por cócegas atrás do esterno. Repetiu a dose às 10.15 p.m. 10.38, dor intensa, transitória, quase ardente, na arcada superciliar e. e, 1 min. depois, na d. 11.05, dor umbilical, com náusea, eructações e dor fulgurante acima da sobrancelha e. 11.25, rouquidão, começando subitamente. 11.30, dor em um pequeno ponto da região umbilical, sentida pela primeira vez ao bocejar e, durante algum tempo depois, reproduzível pela inspiração profunda. 25. — 2.40 p.m., enquanto estava deitado sobre o lado d. após o jantar, dor fulgurante intensa, porém transitória, no peito e.; 8.30, a rouquidão recomeçou. 26. —

Repetiu a dose às 9 e, como nenhum sintoma havia ocorrido, às 9.30 p.m. 9.43, ao começar a caminhar no quarto, finas dores fulgurantes nas costas, a meio caminho entre a coluna dorsal e o lado e., depois em um ponto da região lombar e. 10.23, uma dor fulgurante no globo ocular d. 27. — Rouquidão novamente na e.; tosse ao deitar-se na cama. 28. — Dor surda, ardente e em pontada imediatamente abaixo do meio da clavícula e., sentida apenas ao cavalgar ao ar livre, a.m.; tosse ao deitar-se depois do jantar e novamente à n., ao virar-se do decúbito dorsal para o lado e. 30. — Tosse ao cavalgar ao ar livre, provocada por cócegas atrás da porção média do esterno e seguida de expectoração fácil, a.m.

c. 12 de nov. — Tomou 6 glob. da 12ª às 9.20 p.m. 10.35, ligeira dor obtusa no umbigo e nas proximidades, com ligeira náusea. 11—11.30, pressão como se exercida pela ponta de um dedo entre a clavícula e a axila, alternadamente nos lados r. e l. do peito, várias vezes; seguida de dor obtusa sob o meio da clavícula l. No d. seguinte, instalou-se uma coriza fluente, com — mais tarde — tosse e rouquidão. Estas ainda estavam presentes quando, no dia 19, ele repetiu a dose), mas, como nada foi anotado depois do dia 23, estava presumivelmente livre delas quando, no dia 26, tomou mais 8 glob. às 9.6 p.m. 9.16, aumento do fluxo de saliva. 9.26, gosto de zinco na língua e no palato duro. 9.30, dor no estômago e no abdome, com ligeira náusea. 9.37, dor na região temporal r. 9.40, prurido súbito e intenso no lábio superior, perto do lado l. do nariz. 27.— Ligeira sensação de plenitude na cabeça, com falta de alegria, mas sem muita depressão real; tosse por cócegas no peito, de m., antes do desjejum; desejo muito súbito e imperioso de urinar, urina extremamente pálida, e. 28. — De n., secreção de muco pelas narinas posteriores e dor no peito do pé l. 29. — Recorrência do prurido no lábio superior. 2 de dez. — De n., tosse por cócegas atrás da metade superior do esterno. Sonhos vívidos nesta n. e na seguinte. Durante vários d. por essa época, apresentou vesículas na face anterolateral superior do pescoço, perto da mandíbula; também flatulência.

d. 24 de dez., às 8.40 p.m., tomou uma dose da 30ª. 8.50, dor sobre a sobrancelha l. 8.53, sensação de calor na bochecha. 9.10^, a mesma no dorso e na face, opressiva no primeiro e picante na segunda. 9.20, bastante friorento, especialmente no dorso; e, 3 m. após o início da frialdade, alguma dor no abdome, com ligeira náusea, e dor lancinante perto do meio da parte anterior do peito. Seguiram-se ligeiras dores e pruridos aqui e ali. Na m. seguinte, ao despertar, havia dor obtusa na fronte, saburra seca castanho-avermelhada na língua e gosto amargoso na boca. Por volta do meio-dia, tosse e dor penetrante no pulmão l. ao respirar ar frio. Nada mais digno de nota ocorreu. Em 25 de maio de [852, tomou novamente a 30ª, repetindo-a 8 vezes a intervalos de 1 h., a partir das 7.15 p.m. Nada se seguiu, exceto ligeiras dores e pruridos aqui e ali, com cócegas na fosseta da garganta e atrás do esterno. No dia 26, tomou o mesmo^, com resultado ainda menor.

e. 27 de maio, tomou 6 glob. da 3ª dil. às 8.30 p.m. 8.38, dor lancinante, como um ligeiro choque elétrico, do reto à virilha l. 8.45, prurido profundo no meato do ouvido l. 8.53, prurido intenso e persistente no dorso, entre as escápulas. 9.27^, dor obtusa no lado interno da perna l. a cada passo ao caminhar, logo seguida de dor pungente no lado interno do joelho r. 10, frialdade. 28, — Despertou de n. com dor na região cardíaca do peito.

11.8 a.m., dor como uma pontada na parte interna do joelho r., ao dar um passo. Durante o d., deprimido e indisposto ao esforço; dor ardente na região do coração por vezes, que, de e. e no início da n., tornou-se contínua e forte, com exacerbações frequentes e intensas, mas transitórias. (Ibid., i, 294.)

  1. O Dr. B. F. Joslin tomou, em 12 de junho de 1845, 6 glob. da 12ª dil. às 1.45 p.m. Após cerca de 2 m., dor aguda na parte superior r. do peito, perto da axila. No dia 13, tomou a mesma dose sem efeito. No dia 14, tomou a 6ª dil. de m. e de e., e repetiu-a às 8.5 a.m. do dia 15. 8.50, cólica perto do umbigo. 9, dor na região esternal. (Ibid., 304.)

  2. Sra. P—, aet. 43, 24 de set. de 1850, tomou 3 glób. da 12ª ac. às 10h25 p.m. 10h29, dor no ombro e., estendendo-se deste ao longo do braço até o cotovelo, com sensação de que o braço havia sofrido uma distensão. No dia 26, às 9 p.m., repetiu a dose. Em 4 m., dor surda à e. da coluna dorsal, estendendo-se até a metade do trajeto para o lado, com duração de 4 m.; aproximadamente ao mesmo tempo, tosse irritativa por irritação atrás do esterno, que, cerca de 5 m. após o início, se tornou muito frequente. Em 22 m., dor lancinante, aguda e momentânea, no local da dor surda. 9h48, dormência da mão d. 10h02, dor semelhante a cãibra no lado e. da nuca. (Ibid.)

  3. a. Dr. M. J. Rhees, aet. 34, forte e saudável, tomou, em 1º de out. de 1858, às 11 p.m., 1 gota de tintura em 1 onça de água.* Sensação em toda a fronte, como se o cérebro estivesse solto ao mover a cabeça e como se estivesse contuso, começando 2 m. após a dose e durando até depois do desjejum da manhã seguinte. Após 2 h., leve dormência e sensação de formicação no braço e. (na cama). Dia 2. — 8h30 a.m., repetiu a dose. Após 3 h., dor de dente surda e pungente nos molares superiores d., enquanto cavalgava ao vento frio, com dor surda na fronte; dor aguda e penetrante no lado e. da cabeça por pouco tempo. 3½ h., dor obtusa e sensação de plenitude na região ilíaca e. enquanto cavalgava, com duração de 2 h. 4 h., dor dilacerante na parte anterior de ambos os tornozelos, estendendo-se pelo peito do pé, alternando-se várias vezes com dor roedora no côndilo medial do úmero e.; depois disso, dor surda e sensação de peso, com formicação por todas as extremidades inferiores — enquanto cavalgava. 6 h., dor ardente com formigamento abaixo e à e. do mamilo d. 8 h., eliminação copiosa de urina incolor. 7h30 p.m., repetiu a dose. 15 m., sensação de distensão epigástrica, com muitas eructações insípidas; sensação de peso na panturrilha e., como se a carne fosse cair dos ossos; dor surda em ambos os cotovelos. 30 m., languidez e sensação geral de peso, com plenitude da cabeça e do peito; formicação e formigamento nos membros inferiores. 1 h., dor surda na parte inferior do occipício e na têmpora d.; dor e pressão no vértice. 2 h., dor perfurante atrás da orelha e. 3 h., plenitude e dor por todo o sincipício e pelas têmporas. Dia 3. — 9 a.m., repetiu a dose. 10 p.m., dor na articulação coxofemoral d. ao caminhar, causando leve claudicação, seguida de dor ardente em um pequeno ponto próximo à parte superior da sínfise sacroilíaca d. 11, no ato de se deitar, súbita dor ardente e pungente em todo o lado e. do peito ao inspirar. Na manhã seguinte, dor dilacerante e surda na dobra do joelho e. enquanto permanecia em pé. Dia 4. — Às 10 p.m., tomou 10 gotas em 1 onça de água. 1 h., ardor pungente logo abaixo do ângulo inferior da escápula e., seguido e acompanhado de dor pungente, quase pruriginosa, no peito e., logo abaixo do mamilo, com forte latejamento nos ouvidos, sincrônico com as pulsações do coração. Secura da boca e da língua à noite. Dia 5. — 8 p.m., sensação nos intestinos e no reto como se fosse sobrevir diarreia, durante 2—3 h. 11, repetiu a dose. 30 m., sensação de um nódulo ou bola na garganta, não

• Em todas estas doses, foram dadas 100 sucussões à solução.

aliviado pelo pigarro ou pela deglutição. Inquietude e desconforto na cama à noite; precisa mudar frequentemente de posição; dor ardente no lado e. do peito, logo abaixo do mamilo, pior ao inspirar profundamente. Dia 6. — 2 p.m., pulsações por todo o corpo; durante todo o dia, sensação de grande secura no nariz, anterior e posteriormente. 7 p.m., prurido nas dobras dos cotovelos e, ao mesmo tempo, sobre o coração, com dor abaixo do ápice da escápula e.; às 10, repetiu a dose. 10.10, dor repuxante, quase uma cãibra, na panturrilha d., persistente por ½ h. Sensação no lado e. do peito como se o coração tivesse subitamente cessado de bater, seguida de fortes pulsações por todo o peito (isto foi sentido várias vezes desde o início da experimentação patogenética); dor entre as escápulas ao ficar de pé, bem como dor pungente e ardente ali, acompanhada de desejo constante de inspirar profundamente, com sensação de calor seco no meio do peito — as inspirações são acompanhadas de dor surda e pesada na região do coração; dor pungente na face interna da porção superior do braço d. *; sensação como se os ouvidos estivessem obstruídos, especialmente o e. — tanto a voz do próprio experimentador quanto a dos outros lhe soavam estranhas, causando uma espécie de cócega no ouvido e apresentando um peculiar som ressonante e confuso, embora a audição permanecesse tão aguçada quanto sempre (isto começou 6 h. após a última dose e persistiu por 18 h.). Perda completa do desejo sexual por vários dias. Às 10 p.m. do dia 7, tomou 20 gotas. Os sintomas dos ouvidos e da voz ainda persistiram, embora em menor grau, durante o dia seguinte, acompanhados de ligeiro zumbido nos ouvidos, que, no dia 9, se tornou um rugido constante, como o que se ouve numa concha, com sensação como se um fio fino estivesse fortemente amarrado em torno do pescoço, logo abaixo dos ouvidos. Tudo isso persistiu por uma semana e depois desapareceu gradualmente. O rugido não era aliviado ao introduzir o dedo no ouvido.

b, 22 de nov.; tomou 5 gotas da 6ª dil., preparada como antes, às 10 p.m. Após alguns minutos, sensação surda de contusão na fronte, mais intensa do lado d., pior pelo movimento, quando parece que o cérebro está solto. Isto persistiu até a manhã seguinte, quando estava ainda mais acentuado. Na tarde do dia 23, durante 2 — 3 h., intensa dor pungente na região do coração, estendendo-se através do peito até a ponta da escápula e., com desejo frequente de inspirar profundamente, embora isso aumentasse a dor. Às 10.30 p.m., tomou 10 gotas. Em 1 h., sensação nos intestinos como se fosse começar uma diarreia, com dor no reto. Dia 24. — Dor surda nos molares d., superiores e inferiores, aliviada pelo jantar; violenta irritação que provocava tosse ao comer, observada em cada refeição; às 4.30 p.m., dor repuxante pungente no occipício e., com dor semelhante na narina e. e sensação como se sobreviesse coriza. Muito muco tenaz na laringe, com desejo constante de pigarrear e expeli-lo, mas sem alívio, pior à noite, embora incomodasse durante todo o dia. Às 11 p.m., tomou 15 gotas. Dia 25. — Cefaleia surda e ligeira sensação de contusão na fronte durante quase todo o dia; novamente, sensação nos intestinos como se fosse começar uma diarreia, com a dor no reto. Às 11 p.m., tomou 20 gotas. A dor frontal aumentou logo depois, com sensação pungente de formigamento no occipício. Após ½ h., sensação de formigamento e rastejamento nos membros inferiores. Dia 26. — Após o desjejum, dor em cólica abaixo do umbigo, aliviada pela emissão de flatulência muito fétida; dor obtusa na região do coração, com a mesma dor e também peso na porção superior do braço e., especialmente no cotovelo. Ao anoitecer, dor na garganta, como se um bolo estivesse entalado no esôfago; sensação como se um fio estivesse fortemente amarrado em torno do pescoço, logo abaixo dos ouvidos, com ligeiro rugido nestes; eructações frequentes e forçadas de gases insípidos; dor na faringe e acúmulo de muco tenaz nas fauces.

com ligeira irritação que provocava tosse. Às 11 p.m., tomou novamente 20 gotas. Dia 27 — Durante a evacuação, prurido com sensação de picadas nas nádegas (também no dia seguinte) •; após cantar à noite, dor frontal obtusa, com calor e vermelhidão da face, que passou ao repetir a dose às 10 p.m. Dia 28 — Grande quantidade de muco espesso no istmo das fauces, muito difícil de expelir, com dor em carne viva sob cada clavícula ao fazê-lo; à noite, dor pungente, como em carne viva, no meio do esterno, um pouco à esquerda; depois de deitar-se na cama, dor obtusa no lado esquerdo, perto do dorso, logo acima da última costela verdadeira; isso ocorreu novamente na noite seguinte, que foi muito inquieta e repleta de sonhos, como todas as noites até a de 6 de dezembro. Na noite do dia 1.º, retornou uma dor ardente e pungente perto do coração; deslocou-se gradualmente para um ponto uma polegada acima e à esquerda do mamilo e persistiu por algum tempo; intensificava-se ao respirar profundamente e ao permanecer em decúbito dorsal ou deitado sobre o lado direito, e aliviava-se ao deitar sobre o lado esquerdo. Durante esse dia, dor intensa nos molares direitos, aliviada enxaguando-se a boca com água fria; prurido nas nádegas e panturrilhas. Durante esta experimentação, o desejo sexual voltou a diminuir. (Amcr. Horn, Rrv*^ ii, 69.)

  1. a. O Dr. H. M. Paine, æt. 28, tomou 10 gotas da tint. e, após ½ h., teve dor cortante na boca do estômago durante 5 min., enquanto cavalgava ao ar livre. Nenhum outro efeito se seguiu a essa dose, nem a uma de 6 gotas tomada 2 d. depois. Doze d. mais tarde, tomou novamente 10 gotas e, no d. seguinte, 15 gotas. No 1º d., sentiu-se excepcionalmente sensível ao frio; no 3º d., às 11 a.m. e às 8 p.m., dor em pontada na cabeça durante 4 h.; no decorrer do 4º d., dor ardente no estômago e no abdome e, às 11 a.m., dor surda difusa por toda a parte anterior da cabeça; também dor aguda e momentânea na boca do estômago. Sete d. depois, tomou doses de 10, 15 e 20 gotas durante 8 d., sem outro resultado além de dor ardente na boca do estômago por pouco tempo após a primeira. Passados agora 2 meses, tomou doses repetidas de 10 e 15 gotas durante 34 d. No 2º d., acordou por volta das 2 a.m.; depois de se virar para o lado esq., teve, por alguns min., dolorimento em todo o lado esq. do peito e, antes do desjejum, leve dor na cabeça. No 3º d., às 7 a.m., a inspiração profunda causava pontadas ao redor da cintura e, certa vez à tarde, enquanto cavalgava, uma pontada muito aguda ao longo da margem esq. do esterno. No 6º d., dor aguda lancinante um pouco à esq. do esterno e sob a mama esq.; às 3 p.m., enquanto escrevia, finas pontadas, durante algum tempo, na substância do pulmão esq. No 7º d., enquanto jantava, leve pontada momentânea na borda inferior das costelas esq.; à noite, eliminação frequente de pequenas quantidades de flatos fétidos. No 27º e no 35º d., dores lancinantes momentâneas em várias partes do peito durante a noite. No 7º d., desejo frequente de urinar; no 8º, o desejo era menos frequente, porém mais urgente; a mesma urgência reapareceu no 19º, 20º, 27º e 28º d. Na 2ª noite, sonho desagradável com assassinatos; vários sonhos semelhantes, com acidentes, perdas etc., durante a 6ª noite, e novamente em várias outras noites até a 29ª. Na noite do 18º d., chamou-lhe a atenção uma erupção que então começava a incomodar, embora se lembrasse de que estivera presente durante a maior parte do tempo; era composta de pápulas vermelhas minúsculas e muito abundantes, situadas nas extremidades inferiores — especialmente na face posterior e no lado interno dos joelhos; desde então, causava prurido intenso ao despir-se à noite; até o 24º d., o ato de coçar havia produzido muitas pequenas pústulas, mais numerosas ao redor dos joelhos, ponto em que a erupção persistiu por mais tempo; o prurido era sentido ocasionalmente em outros momentos e, certa vez, também nos braços; coçar o aliviava muito, embora causasse algum ardor.

b. Dois anos mais tarde. O Dr. P — reiniciou a experimentação patogenética, tomando 10 gotas da tint. à 1 p.m. de 7 de fevereiro, sem efeito. Dia 9. — Repetiu a dose

às 10 a.m. e às 9 p.m. Durante 2 h. após a primeira, sensação como de uma substância dura na boca do estômago. Dia 10. — Às 10 a.m., tomou 10 gotas. Durante o d., desejo frequente de urinar, com a sensação de que a urina não poderia ser retida por muito tempo. Ao despir-se à noite e por algum tempo depois, prurido considerável nas extremidades inferiores; isso reapareceu na noite seguinte. Dia 16. — Às 9.30 p.m., 10 gotas. Dia 17. — Depois das 4 a.m., sonho muito desagradável com ladrões. Repetiu a dose às 7.30 a.m. e às 9 p.m. À noite, sentiu novamente prurido nas pernas, como antes. Sono perturbado; desperto e inquieto; cochilos breves e fantasias desagradáveis até mesmo nos intervalos de vigília. Tomou outra dose às 9 p.m. Dia 19. — O prurido das extremidades começou cerca de 1 h. antes de se deitar na noite anterior e novamente ao acordar nesta manhã. Nada é visível antes de coçar; então aparece uma vermelhidão difusa e temporária. Durante vários d., sensação incomum de peso no epigástrio, ocorrendo imediatamente após comer e durando ½ h. (Trans. of Amer. Inst. of Hom. for 1858; and Amer. Hom. Rev., ii, 33.)

  1. a. O Dr. W. E. Payne tomou 15 gotas da tint. certa noite. Após 10 min., peso no estômago, como por alimento não digerido, pressionando para cima até a fossa supraesternal — essa sensação persistiu (durante 1 h.) até que adormeceu. Pela manhã, ao acordar, sentiu náusea, com movimentos no intestino como os produzidos por um catártico. Tomou 5 gotas, após o que o peso no epigástrio reapareceu, mas não era tão intenso — tratava-se antes de uma sensação como se ali houvesse um corpo duro; era um pouco agravada pelos alimentos e persistiu por 4 h. Três d. mais tarde, tomou 6 gotas, quando surgiram as mesmas sensações; a sensação na fossa supraesternal descia em direção ao estômago a cada deglutição em seco, mas retornava imediatamente; depois de persistir por 2 h., esse estado diminuiu gradualmente, mas voltou após o jantar e continuou por 2 h. ou mais.

b. O Dr. P — tomou então doses repetidas de 10 gotas da 1ª dil. durante 6 d. (nenhuma no 4º d.). No 2º d., recorrência da sensação no epigástrio etc., 15 min. após tomar o medicamento. No 3º d., dor e sensação de grande fadiga na região lombar, bem como lassidão nos membros inferiores e dor nas panturrilhas, como após caminhar ou ficar de pé por muito tempo, piores ao mover-se e aliviadas ao deitar-se. Na manhã do 4º d., dolorimento na articulação sacroilíaca esq., aumentado ao curvar-se e ao erguer-se; em poucas h., a dor generalizou-se por toda a região lombar e parecia resultar de uma distensão — era aumentada por qualquer movimento súbito; à tarde, diminuiu um pouco e foi sucedida por uma sensação pulsátil nos músculos das nádegas. No 7º d., acordou com a sensação de que o cérebro estava contundido, aumentada ao mover-se ou curvar-se; persistiu até o meio-dia e desapareceu subitamente após o jantar.

c. Por fim, tomou a 3ª dil., repetindo-a 2 d. depois. A sensação anterior de alimento não digerido reapareceu 3 h. após a 1ª dose, persistiu (depois de uma 2ª dose) durante toda a tarde, mas desapareceu à noite. No 3º d., após 1 h., espirros súbitos e prolongados. Na manhã do 4º d., após uma evacuação diarreica, uma sensação de relaxamento, com borborigmo, persistiu por algumas h., como se outra evacuação fosse ocorrer. Contudo, nada ocorreu até o 5º d., durante o qual teve 5 evacuações líquidas copiosas, com dores cólicas logo acima do hipogástrio, borborigmo desagradável no intestino, náusea e perda de apetite; a evacuação saía em jato abundante, como se viesse uma grande quantidade, e então era subitamente interrompida e o desejo desaparecia; ao levantar-se, porém, a urgência retornava e, ao voltar à retrete, novo jato era expelido. Além das evacuações propriamente ditas, houve frequentes

ânsias de evacuar durante o d., que, contudo, podiam ser contidas. (Ele havia acordado nessa manhã com acidez no estômago e eructações de gases ácidos.) No 6º d., ainda havia náusea e falta de apetite. (Trans. of Amer. Inst. for 1858.)

  1. O Dr. Clark Wright tomou duas doses da 6ª dil. Em 3 d., foi acometido (sem causa) por uma tosse intensa, como nunca antes havia experimentado, inicialmente seca e espasmódica, sobrevindo em paroxismos precedidos por cócegas na fossa supraesternal e acompanhados de afluxo de sangue à cabeça, leve dor de cabeça e dor como de torção no lado dir. do peito; os paroxismos mais violentos ocorriam poucos min. após deitar-se à noite e duravam de 10 a 15 min. Esse estado persistiu por cerca de 2 semanas, quando começou a expectoração de pequenas quantidades de muco aderente, que durou mais quinze dias. Alguns medicamentos foram tomados nos estágios finais da tosse, sem resultados evidentes. (Ibid., 1860.)

  2. O Dr. B. F. Bowers, em 26 de novembro de 1860, tomou algumas glóbulas da 11ª dil. às 10 p.m. Na manhã seguinte, acordou com dor no intestino, aliviada pela emissão de flatos; dor também abaixo e à frente do mamilo, principalmente do dir., e na laringe, sobretudo à esq. Durante o d., houve borborigmo e eructação; prurido no ânus; cefaleia com coriza e expulsão, pelo pigarro, de muco da laringe; à noite, ardor nas palmas das mãos. 3 de dezembro. — Repetiu a dose às 9 p.m. Em 5 min., prurido em vários pontos; aos 7 min., eructação; aos 11 min., tosse irritativa; também novamente ardor nas palmas das mãos e zumbido nos ouvidos. Sonhos inquietantes à noite. Ao acordar pela manhã, flatulência, com sensação na língua e na boca como se estivessem queimando. Dia 24. — Às 8.40 p.m., tomou a 30ª. Durante a h. seguinte, experimentou alguns dos sintomas anteriores, especialmente flatulência e prurido; também sensação de fragilidade. Em outro d., tomou a 11ª dil. às 9.10 p.m. Durante a primeira ½ h., sentiu vertigem, dor acima do umbigo, borborigmo, eructação, bocejos, fluxo de saliva e expulsão de muco pelo pigarro. Às 10.10, dor sobre a sobrancelha dir.; às 10.25, soluço, dor na têmpora esq. e prurido no lado esq. da face; às 10.35 (persistindo a dor na sobrancelha), sensação de obstrução no ouvido esq. e retorno do ardor nas palmas das mãos. (Amer. Hom. Rev., ii, 51.)

  3. a. W. Kelly, æt. 18, saudável e vigoroso, realizou a experimentação patogenética sob a direção do Dr. H. C. Preston. Tomou doses diárias da tint. (4 p.m.): 5 gotas no 1º d.; 10 gotas no 2º, 3º e 4º; 5 gotas no 5º; 1 gota no 6º e 7º d. Após o 7º d., seu sofrimento aumentou tanto que ele não quis continuar a experimentação patogenética; a evolução dos sintomas prosseguiu por mais 15 d. A ação do medicamento caracterizou-se principalmente por dores numerosas, variadas e de recorrência frequente, das quais quase nenhuma parte do corpo escapou. Eram todas transitórias, com intervalos de 10 min. a 1 h. Algumas eram tão intensas que o experimentador pediu um antídoto; na maioria das vezes, impediam o estudo, embora não uma ocupação ativa. Cessavam por volta das 11 a.m. e recomeçavam poucas h., ou menos, após a dose das 4 p.m.

b. Do 1º ao 9º d., suas noites foram muito inquietas, com sono interrompido e não reparador ou perturbado por sonhos vívidos; sobressaltava-se e revirava-se na cama, caminhava pelo quarto e falava durante o sono. Os sonhos eram extraordinários e aterradores. No 9º d., foram agradáveis e, no 10º, dormiu bem. Várias vezes durante o 1º d., houve tontura. Três h. após tomar a 1ª dose, a cabeça começou a doer, e doeu intensamente até que adormeceu, perto da meia-noite; a dor retornou ao acordar e persistiu até o meio-dia do d. seguinte. A cefaleia foi surda no 3º d. e muito intensa do 5º ao 9º d.; afetava mais frequentemente as têmporas, mas foi sentida duas vezes no occipício, duas vezes sobre o olho dir. e, no 12º d., na fronte.

c. No 2º d., havia gosto ruim na boca, e a língua apresentava saburra espessa. No 3º d., as dores eram intensas na região gástrica; no 4º, surdas e acompanhadas de peso, em direção ao cárdia; no 5º, intensas ao acordar pela manhã e frequentes, estando novamente a língua recoberta por saburra espessa. Houve cócegas na garganta logo após tomar o medicamento, e então a garganta ficou um pouco dolorida.

No 6º d., pirose após o jantar; desejo constante de urinar. No 8º d., dores intensas no estômago; garganta seca e deglutição difícil; inapetência, obstipação. No 9º d., a mesma secura da garganta; no 10º, rouquidão; no 11º, dor no estômago ao acordar (3º d. de obstipação); no 12º, inapetência.

Todos os outros sintomas pertencem às dores descritas acima. (United States Journ. of Hom., i, app., 27.)

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