Oleandro
By John Henry Clarke — Dicionário de Matéria Médica Prática
Nerium Oleander. Loureiro-rosa. (Sul da Europa, Norte da África, Ásia Ocidental. Desenvolve-se melhor em solo úmido.) N. O. Apocynaceæ. Tintura das folhas.
Clínica
Afecções cerebrais / Eczema / Desmaios / Dor de cabeça / Hiperestesia / Lienteria / Memória enfraquecida / Entorpecimento / Lactantes, afecções das / Palpitação / Paralisia / Pericondrite / Reumatismo / Couro cabeludo, erupção no / Espasmos / Coluna, afecções da / Estrabismo / Língua, saburrosa; ressequida / Vertigem
Características
Oleander, um dos remédios experimentados por Hahnemann, é reconhecido desde a Antiguidade como veneno poderoso. Nas Ilhas de Cabo Verde, as pétalas das flores de Olean. são usadas com casca de laranja seca em toda espécie de febres para promover o suor e fazer aparecer a erupção. Em animais envenenados por ele, o coração fica paralisado, primeiro as aurículas, depois o coração inteiro. Goullon (H. R., xii. 402) refere casos de envenenamento em que ocorreram "angústia, inflamação do estômago, diarreia, desfalecimentos" e até morte. "Palpitação do coração, ansiedade, insónia e inconsciência" foram observadas por Petrus de Alvano, e Morgagni assinalou "vômitos, sede, sonolência, perda da fala e morte". Goullon cita também casos de sofrimento provocados pelas exalações das flores, e até das plantas quando não estavam em floração. Um jovem de 18 anos adoeceu, teve ataques de vertigem, sofria de grande fraqueza muscular, dor de cabeça > à noite, < todas as manhãs após acordar, o que lhe era um processo difícil. Além disso: face pálida; língua recoberta por saburra branca; pulso lento. Ao partir para uma mudança de ares, logo ficou completamente bem; mas tornou a adoecer assim que regressou. Alguns oleandros em seu quarto foram então suspeitados por seu médico e, ao serem retirados, todo o mal desapareceu. O médico então recordou que, quando estudante, tinha alguns oleandros diante de suas janelas e, no outono, quando as noites estavam frias, levava-os para o quarto, com o seguinte resultado: ao acordar pela manhã, cabeça pesada e sensação de cansaço, só conseguia sair da cama com grande esforço. Assim que punha o pé no chão, era tomado de vertigem e cambaleava. Tendo atribuído isso aos oleandros, repetiu deliberadamente a experiência, sempre com o mesmo resultado. Hahnemann diz de Olean.: "Ver-se-á que é, se não um remédio completo, ao menos um remédio intermediário indispensável em certas formas de perturbação mental, e.g., distração, e em certos tipos de paralisia indolor, em erupções da cabeça e em algumas afecções externas da cabeça." A experiência confirmou a verdade dessas observações, e mais especialmente a parte final delas. Olean. ocupa lugar de primeira linha entre os remédios que atuam sobre o couro cabeludo, particularmente a parte posterior do couro cabeludo ou os casos que ali se iniciam. "Descamação da epiderme do couro cabeludo"; "prurido roedor violento no couro cabeludo, como por piolhos; após coçar, ardor como se estivesse em carne viva" são sintomas repetidamente verificados por curas, e confirmei a experiência de Cooper num caso muito grave, em um estudante, de que uma dose única da Ø pode dar o melhor resultado possível em tais casos. O quadro era: cabeça muito dolorida e irritável; coberta de crostas; dolorida ao toque. Gânglios do pescoço inchados e doloridos ao toque. Olean. Ø, duas gotas em um pó ao deitar, em 14 de novembro. Em 27 de novembro foi relatada uma agravação, e a erupção havia-se espalhado da cabeça para as costas. A partir daí instalou-se rápida melhora. A pele em geral de Olean. é muito sensível e se irrita facilmente com atrito e se gretava, e esse fato, ocorrendo concomitantemente com outras condições de Olean. (por exemplo, gastroenterite), constitui forte indicação. Os sintomas paralíticos de Olean. aparecem de modo constante. Evacuação involuntária de fezes e urina. A digestão fica paralisada, e o alimento passa completamente sem digestão. Lactentes sujam as fraldas toda vez que eliminam flatos. Perda momentânea da visão. Sensações peculiares, sugestivas de paralisia, são: sensações de zumbido e rumor no corpo. Sensação de paralisia sem dor ou entorpecida, como se as partes internas estivessem distendidas. Latejamentos nas partes externas. Prurido roedor; dor mordente ou pungente após coçar. Entorpecimento da pele, ou prurido com entorpecimento. Olean. corresponde a "tremores após amamentar" em lactantes; a memória fraca e percepção lenta; a paralisia funcional. As dores de cabeça são principalmente compressivas e atordoantes. Pressão como se um grande peso empurrasse o cérebro para diante, e como se tudo fosse sair pela testa. Um aspecto curioso ligado a algumas dores de cabeça é que são > ao cruzar os olhos; ou ao olhar de lado. Esta é uma observação clínica bem verificada. Há também obscurecimento da visão, < ao olhar de lado. Olhos desviados. Olean. deveria curar alguns casos de estrabismo. O lado esquerdo é o mais afetado; contratura violenta dos músculos, < do lado esquerdo. O entorpecimento dos membros superiores e inferiores foi frequentemente confirmado. Registra-se um caso de envenenamento (H. W., xxxiii. 9, de Amer. Hom.) no qual um menino de quatro anos colocou na boca uma folha quebrada de Oleander, mas rapidamente a cuspiu. Em poucos minutos a língua tornou-se vermelha e em carne viva onde a folha a havia tocado. A área, de uma polegada por meia polegada, envolvendo o lado e parte do dorso da língua, parecia desnuda, e esse aspecto permanecia ainda um ano depois. Dez meses após o ocorrido, desenvolveu-se aspereza geral da pele, com erupção pápulo-pustulosa nos tornozelos e nas barrigas das pernas. Os sintomas são < (depois de primeiro >) ao coçar; ao esfregar. < ao ar livre; por corrente de ar. Levantar-se da cama > a odontalgia. Há sede de água fria. O movimento > a rigidez das coxas. A mastigação < a odontalgia e a dor de cabeça. Olhar para baixo < (vertigem etc.). Olhar de lado < a visão turva; > a dor de cabeça. Cruzar os olhos > a dor de cabeça. Erguer-se < a dor de cabeça; a vertigem. Ao curvar-se, dor sobre o coração.
Relações
Antidotado por: Camph. (efeitos agudos); Sul. (efeitos crônicos). Compatível: Con., Lyc., Nat. m., Pul., Rhus, Sep., Spi. Comparar: Na irritabilidade, Staph., Hyo., Nux. Em acessos de cólera seguidos de arrependimento rápido, Croc. Afecções das lactantes, Carb. an. Na lienteria, Fer. (Fer. não tem dor; a evacuação tende a ocorrer durante a refeição), Ars. (Ars. tem diarreia por resfriamento do estômago; indigestão de coisas frias; evacuação amarela, com a evacuação grande dor, ardor, < depois da meia-noite, grande sede), Arg. n. (os intestinos funcionam assim que o doente bebe), Chi. (evacuação aquosa contendo alimento não digerido; muito debilitante; as evacuações podem escapar involuntariamente após uma refeição; causada por ou < ao comer frutas), Apis, Pho. e Pho. ac. (ânus muito aberto). Na crusta lactea, Mez., Sul., Viol. t., Vinca min., Melitag. Sensação de vazio, Sep. (Olean. a tem juntamente com sensação de distensão no abdome; o peito parece vazio e frio).
1. Mente
Tristeza e falta de confiança em si mesmo. Repugnância ao trabalho e grande indolência. Irascibilidade, taciturnidade e mau humor. Temperamento que não suporta contradição. Acessos de cólera, seguidos de arrependimento rápido. Fraqueza da memória. Lentidão de percepção. Grande abstração e desatenção. Confusão ao ler; dificuldade em apreender a conexão ao ler uma frase longa. Perda de memória. Vertigem. Embotamento intelectual, com concepção difícil. Devaneios poéticos acerca do futuro. Caminhou logo em seguida cinco jardas e caiu sem sentidos (após uma onça de suco exprimido).
2. Cabeça
Vertigem rotatória, com vacilação dos membros. Vertigem ao erguer-se após estar deitado, ou ao olhar para baixo, ao levantar-se. Vertigem ao levantar-se da cama, ou se olhar fixamente qualquer objeto, ou ao olhar para baixo enquanto está em pé. Quando está ereto, fica tonto com diplopia ao olhar para baixo, não ao olhar reto diante de si. Vertigem com rotação, escuridão e cintilações diante dos olhos. Vertigem na cama se se vira para qualquer lado. Dor de cabeça com estupefação, como se o cérebro estivesse apertado; como se um prego rombo fosse enfiado na cabeça sobre a apófise mastoide. Peso doloroso na cabeça, > ao deitar-se. Dor de cabeça < ao ler e ao manter a cabeça erguida, > ao deitar-se, < novamente com náusea ao levantar-se. Dores compressivas violentas nas têmporas, ora mais acima, ora mais abaixo, enquanto mastiga. Pressão surda na cabeça (de dentro para fora), como se a testa fosse rachar. Batimento doloroso e pulsátil na cabeça. Dor de cabeça > ao cruzar os olhos; ao olhar de lado. Perfuração no cérebro. Dolorimento na parte externa da cabeça. Prurido roedor no couro cabeludo, com sensibilidade dolorosa após coçar. Prurido mordente no couro cabeludo, como por vermes, principalmente na parte posterior da cabeça e atrás das orelhas; > ao princípio ao coçá-lo, o que é seguido por ardor e dor, que cedem lugar a prurido com ardor; < à noite ao despir-se. Crostas furfuráceas ou úmidas na cabeça (< na parte posterior da cabeça), com prurido, especialmente à noite, e ardor após coçar. Descamação do couro cabeludo.
3. Olhos
Olhos: afundados nas órbitas; desviados; virados para cima; fixos; pétreos; sem brilho. Pálpebras involuntariamente aproximadas, como se estivesse sonolento. Dor nos olhos, como de cansaço por leitura excessiva. Dor dolorida nos olhos. Dores em queimação e tensão nas pálpebras, especialmente ao ler. Lacrimejamento. Diplopia. Turvação dos olhos ao olhar de lado. Perda momentânea da visão; coloração azulada ao redor dos olhos.
4. Ouvidos
Dor aguda nos ouvidos. Repuxamento tipo cãibra no ouvido. Zumbido, tilintar e rumor nos ouvidos. Manchas avermelhadas e ásperas, herpéticas, na parte anterior da orelha, com corrimento fétido (úlceras) atrás (e ao redor) das orelhas.
5. Nariz
Pressão atordoante e surda no nariz. Prurido ao redor do nariz.
6. Face
Face pálida e macilenta (afundada pela manhã), com olheiras azuladas. Pressão surda e atordoante nos ossos da face, especialmente no processo zigomático, estendendo-se profundamente para a cabeça. Calor das faces sem vermelhidão, e vice-versa. Palidez, alternando com vermelhidão intensa, da face. Inchaço vermelho da face, ao redor dos olhos. Erupção tuberculosa na face e na testa. Lábios acastanhados e secos. Sensação de entorpecimento e inchaço no lábio superior. Inchaço ao redor das comissuras labiais. O maxilar inferior treme ao bocejar. Rigidez dos músculos dos maxilares.
7. Dentes
Odontalgia (somente) durante a mastigação, com pressão incisiva. Dor dilacerante e repuxante nos dentes (molar; segundo bicúspide superior esq.), às vezes à noite, mas somente na cama (com ansiedade, náusea e micção frequente), e que desaparece ao levantar-se. Sensação de frouxidão nos dentes, com gengivas de cor branco-azulada.
8. Boca
Secura da boca e língua recoberta por saburra branca. Língua áspera, suja, branca, com papilas elevadas. Língua vermelha e em carne viva onde foi tocada pela folha de Oleander; a placa envolvia o lado e parte da face superior, e ainda estava presente um ano depois. Perda da fala.
9. Garganta
Dor em queimação na garganta. Sensação entorpecida que sobe exteriormente da garganta para a cabeça. Sensação como se um vento fresco soprasse sobre o lado esq. da garganta. Dor compressiva aguda no lado esq. da garganta, perto do pomo de Adão. Irritação da faringe. Dor como de uma ponta romba pressionando o esôfago (lado dir.); os músculos do pescoço também doem à pressão externa.
10. Apetite
Todo alimento tem sabor enjoativo (choco) e insípido (à noite). Sabor pegajoso na boca. Fome canina, com tremor das mãos, por ávido desejo de alimento, muitas vezes com falta de apetite. Eructações vazias violentas durante a refeição. Sede, especialmente de água fria. Tontura ao comer avidamente ao meio-dia. Sensação de vazio e desfalecimento após comer, > pelo brandy.
11. Estômago
Eructações com odor pútrido. Eructações vazias violentas, às vezes após uma refeição. Náusea, com inclinação a vomitar, acúmulo de saliva na boca, seguida de fome violenta. Mal-estar e prostração seguem-se à dose; sente-se estranho durante todo o dia seguinte (seguiu-se cura. R. T. C.). Vômito de alimentos, ou de soro amargo, de cor amarelo-esverdeada. Após vomitar, fome canina e sede, com grande debilidade em todo o corpo. Sensação de vazio no estômago, com plenitude do abdome. Batimentos e pulsações na região epigástrica, como por estar excessivamente aquecido. Batimento e pulsação no epigástrio como se as batidas do coração fossem sentidas através de todo o tórax.
12. Abdome
Beliscaduras no abdome, como provocadas por diarreia. Dores lancinantes e roeduras no abdome. Pontadas e roedura em torno do umbigo. Sensação de vazio e fraqueza nos intestinos. Gorgolejos e borborigmos no abdome, com emissão excessiva de flatos de odor pútrido.
13. Fezes e Ânus
Desejo infrutífero de evacuar. Evacuações líquidas, moles, amarelas. Primeiro diarreia, depois fezes duras e difíceis; durante a gravidez. Evacuação dos alimentos ingeridos no dia anterior. Evacuação quase involuntária de matéria não digerida; imagina que está apenas eliminando flatulência. Diarreia crônica; alimento não digerido, < pela manhã. Dor em queimação no ânus antes e depois da evacuação, e em outros momentos. Evacuações involuntárias; em crianças ao eliminar flatos (cada vez que soltam vento, sujam a fralda).
14. Órgãos Urinários
Secreção urinária aumentada. Urina acastanhada, ardente, com sedimento esbranquiçado. Emissão frequente de urina, especialmente após tomar café. Náusea e micção frequente à noite ao deitar-se, com ansiedade e repuxamento nos molares.
16. Órgãos Sexuais Femininos
Após amamentar, tremores; tão fraca que mal consegue atravessar o quarto.
17. Órgãos Respiratórios
Tosse curta, sacudente, provocada por cócega na faringe. Tosse violenta, sacudente, por cócega na laringe. Acúmulo de muco viscoso na traqueia.
18. Peito
Opressão no peito ao deitar-se, com respiração profunda e lenta. Respiração fraca. Dor opressiva e compressiva, ou sensação de vazio no peito. Lancinações surdas ou tensivas no peito, no esterno e nos lados (esq.), especialmente ao fazer uma inspiração profunda (e expiração). Sensação de frieza no peito. Pontadas no diafragma.
19. Coração e Pulso
Repuxamentos na região do coração, < ao curvar-se, e durando durante a expiração. Palpitação violenta e por vezes ansiosa do coração, com sensação como se o peito se dilatasse. Pulso muito variável e irregular; fraco e lento pela manhã, cheio e rápido à noite. (Um dos principais remédios do coração. R. T. C.).
20. Pescoço e Costas
Violenta pulsação das carótidas. Dor dilacerante na nuca, na cama, à noite. Dor nas costas como por distensão. Lancinações tensivas, ardentes e agudas nas costas.
21. Membros
Cãibras severas nos membros. Entorpecimento dos membros superiores e inferiores.
22. Membros Superiores
Dor torcional nos braços ao levantá-los. Sacudidas nos músculos dos braços. Repuxamentos tipo cãibra e dor dilacerante nos braços e dedos. Dor surda e dolorida nos antebraços, mãos e dedos, como provocada por golpe ou contusão. Veias das mãos inchadas. Inchaço e rigidez dos dedos, com dor em queimação. Dedos rígidos e polegares voltados para dentro das palmas.
23. Membros Inferiores
Dor contusiva nas nádegas. Sensação de fraqueza nas coxas, pernas, pés e plantas, como se essas partes estivessem entorpecidas. Grande fraqueza dos joelhos. Dor surda e dolorida, e por vezes lancinante, nas coxas, pés e dedos dos pés. Paralisia das pernas e dos pés; indolor. O joelho esq. que havia enrijecido torna-se flexível (num caso de paralisia geral dos alienados. R. T. C.). Sensação de vibração e ressonância nas pernas e nos pés, especialmente nas plantas. Repuxamento tipo cãibra nas pernas e nos pés. Cãibras nas barrigas das pernas quando sentado. Frieza constante dos pés.
24. Generalidades
Tensão tipo cãibra, como se os ossos estivessem quebrados, nos membros e em outras partes do corpo. Cãibra do corpo inteiro, instalando-se pouco a pouco (curado. R. T. C.). Espasmos convulsivos com pele fria e viscosa; pulso quase imperceptível. Grande fraqueza, que mal permite andar. Sensação como se as partes internas estivessem distendidas; pulsações nas partes externas. Desmaio como por fraqueza, > pelo suor. Zumbido ou rumor no corpo. Sensação de vibração e ressonância em todo o corpo. Tensão em todo o corpo. Rigidez paralítica dos membros e paralisia indolor. (Um dos melhores remédios para paralisia. H. N. G.). Falta de calor animal nos membros. Síncope, como por fraqueza, às vezes com perda da consciência, que desaparece depois de suar. Fraqueza e lassidão geral, com tremor dos joelhos quando deitado e das mãos ao escrever. Langor, como se a vida estivesse prestes a extinguir-se. Inclinação a esticar os membros. Torpor e insensibilidade de todo o corpo. Sintomas em geral do lado esq.; orelha esq.; afecções do couro cabeludo.
25. Pele
Prurido violento em diversas partes do corpo; erupção, sangramento, exsudação de líquido, formando crostas. Hidropisia das partes externas. Gretas na pele; ausência de suor. Entorpecimento da pele, ou prurido com entorpecimento. Prurido roedor, que obriga a coçar, às vezes ao despir-se. Pele muito sensível, com vermelhidão e escoriação, mesmo quando levemente arranhada.
26. Sono
Bocejos frequentes, com estremecimentos e sacudidas musculares. Vontade de deitar-se, com uma espécie de coma. Despertar muito difícil pela manhã; só consegue sair da cama com grande esforço. Insónia e agitação à noite. Sonhos agitados e lascivos, e despertares frequentes. Sonhos voluptuosos com emissões seminais.
27. Febre
Acessos frequentes de arrepios rápidos. Sensação de calor, com tremor geral. Calor passageiro, especialmente durante o trabalho intelectual. Afrontamentos periódicos, especialmente por esforço corporal ou mental. Pulso frequente e cheio, ou irregular e variável. Sensação de frio e arrepios em todo o corpo periodicamente, com calor da face e frieza das mãos. Frialdade externa com calor interno, sem sede. Falta de calor vital. Sensação febril de frio por todo o corpo, sem sede nem calor subsequente. Suor frio e viscoso.