Lactuca
By John Henry Clarke — Dicionário de Matéria Médica Prática
virosa. Alface-venenosa. Ópio de Alface. Também, Lactuca sativa. Alface-de-horta. N. O. Compositæ (Género, Cicoraceæ). Tintura da planta fresca em flor (podem ser incluídos na tintura espécimes tanto de L. vir. como de L. sat.). Tintura do sumo espessado, 'Lactucarium' ou Ópio de Alface. (Os sintomas no Esquema marcados '(s)' foram produzidos por Lactucarium de Paris preparado a partir de Lactuca sativa. O Lactucarium americano é preparado de L. elongata.)
Clínica
Angina do peito / Afecções do ânus / Ascite / Asma / Constipação intestinal / Tosse / Diarreia / Globus hystericus / Gonorreia / Azia / Histeria / Lactação / Levitação / Afecções do fígado / Muscæ volitantes / Ruídos nos ouvidos / Dor no piloro / Sono excessivo / Ilusões do olfato / Dores na medula espinhal / Afecções do baço / Tosse convulsa / Bocejos
Características
As folhas da alface-de-horta, Lactuca sativa, quando demasiado velhas e a entrar em semente, têm sabor amargo, e o talo contém então um suco leitoso intensamente amargo. Este suco contém Lactucin e é comum a todas as alfaces, mas é especialmente virulento em L. vir., da qual (bem como de Lact. sat.) se prepara Lactucarium, ou 'Ópio de Alface'. Tem ação soporífera, e é usado 'em vez de Opium para acalmar a tosse, tranquilizar a nervosidade e induzir o sono nos casos em que, por idiossincrasia, Opium não é tolerado' (Brunton). Este uso das alfaces é conhecido desde tempos muito remotos e nada lhe foi acrescentado pelos observadores da velha escola. Os poderes indutores do sono de Lactuca são reconhecidos por pessoas sensíveis que comem alface comum de horta em salada. As patogenesias homeopáticas e os registos de envenenamentos produziram uma extensa série de sintomas. Uma leitura simples dos sintomas mostrará quão poderoso agente possuímos em Lactuca, embora os usos homeopáticos não tenham sido tão extensos quanto a patogenesia parece justificar. Como exemplo de envenenamento, tomo este de C. D. P.. Um homem de 25 anos comeu Lact. v. numa salada, às 7 da tarde. Deitou-se às 9. Foi acordado às 11 com dores cólicas agudas, logo seguidas de enjoo e êmese, que duraram toda a noite. Adormeceu às 5 da manhã, mas de manhã admirou-se ao verificar que não conseguia distinguir claramente os objetos. Um rapaz de 10 anos que comeu da mesma refeição foi acometido de delírio vivo à meia-noite, que durou até de manhã; saltava pela cama, fazia toda a espécie de travessuras, e ninguém conseguia acalmá-lo. Não teve cólica nem vómitos. As pupilas estavam dilatadas, de modo que a íris era apenas um anel. Tentando ler, confundia M com P e O com V. No delírio tinha alucinações, via na cama um soldado, um tinteiro, etc. Estes dois doentes e um terceiro tiveram dejeções líquidas. As pupilas dilatadas persistiram durante algum tempo. Um dos sintomas-chave de Lact. v. é uma indescritível sensação de aperto, afetando mais ou menos o corpo inteiro, mas especialmente o tórax: precisa bocejar e espreguiçar-se para aliviar a compressão da parte inferior do tórax. Isto evolui para asma e angina do peito. Há aperto na região hepática, e aumentos do fígado foram removidos por Lact. v. quando esse sintoma estava presente. Compressão na mama esquerda. Sensação como se houvesse um grande peso sobre o peito. Por outro lado, há também sensação de relaxamento no tórax. Há intolerância ao toque e à pressão. curou uma tosse espasmódica em paroxismos frequentes com sensação de sufocação. Os ataques vinham subitamente, sem causa aparente, e eram provocados por uma cócega violenta na faringe e no céu da boca (., Maio de 1890). Tosse convulsa, paroxismos precedidos de ansiedade. Há tanto constipação intestinal como diarreia, e muitos sintomas anais concomitantes. Hering dá 'Gonorreia dolorosa nas mulheres' como indicação; e um dos sintomas da uretra masculina é sugestivo: 'Sensação como de uma gota que passa continuamente ao longo da uretra quando sentado'. A urina tem cheiro de violetas. curou hipertrofia dos ovários numa mulher de cinquenta anos, consequente a um aborto vinte e cinco anos antes. O tumor era excessivamente grande, e a doente não conseguia repousar por causa da dor da pressão. O reto estava contraído, e as fezes eram evacuadas com grande dor. 'Fadiga durante a evacuação' e também 'sonolência durante a evacuação' são peculiares e podem revelar-se características. Ebulições que sobem do abdómen sugerem globus hystericus. Além da sensação de , há uma sensação de não menos pronunciada. Leveza extraordinária do corpo, mais pronunciada ao ar livre. Sente-se como se estivesse a flutuar, na cama. Sonha que nada no ar, ou que caminha acima do solo. A cabeça parece leve; também vazia. Sensação como se a cabeça fosse demasiado grande; como se o cérebro estivesse solto. Sensação como se olhasse através de gaze. 'Dor na medula espinhal até à cauda equina e irradiando ao longo do cóccix' deve revelar-se sintoma capital em alguns casos espinais. Outras são: como se o peito fosse rebentar; como se a circulação nas pernas estivesse suspensa. Frieza do estômago, da garganta, do tórax, dos pés. O braço direito é muito afetado por . Sentar-se ereto os sintomas torácicos. Inclinar-se a dor no estômago. Cruzar as pernas o pinçamento na região umbilical. Toque . Espirrar . Os sintomas são ao ar livre; em quarto quente. Bocejar e espreguiçar-se a pressão no peito.
Relações
Antidotado por: Ácidos vegetais e Café. (Numa patogenesia de Lactucarium, o Éter Acético e o Hock foram mais eficazes do que o Café.) Comparar: Sonolência e constipação intestinal, Op., Nux mos.; levitação, Sti. pul., Pho. ac., Lac can., Asar., Thuj., etc.; intolerância a qualquer coisa apertada em volta do pescoço, Lach.; gonorreia, Thuj.; urina com cheiro de violetas, Tereb.; compressão na mama esquerda, Borax (Borax tem sensação de vazio). Frieza, Helod.; dor nas plantas dos pés como se tivesse saltado sobre uma pedra, Bro.; sintomas cardíacos, K. carb. e K. iod.; tosse, Drosera.
1. Mente
Disposição melancólica, irritadiça; como se chamasse a tristeza, com ideias extravagantes e exageradas, de tal natureza que a ocorrência mais simples sugere apreensões do tipo mais terrível e repugnante; após sofrer desgosto, dor atordoante na fronte à tarde e contraturas violentas na garganta, com inclinação constante para chorar. Angústia interna e agitação. Mau humor excessivo, provocado pela menor contradição; mau humor, rabugice, com indisposição para o trabalho e incapacidade de permanecer na cama; humor arrevesado, despertado pela menor provocação. Dificuldade em pensar (pensar = cefaleia) (s), indisposição para os trabalhos intelectuais, porque os pensamentos se misturam entre si e se torna impossível resolvê-los em qualquer ideia geral; procuram-se vários lugares antes que qualquer coisa possa ser encontrada.
2. Cabeça
Confusão: da cabeça; de manhã, por vezes com peso, como por plenitude; na fronte, por vezes com sensação de calor na parte, por vezes na eminência frontal dir., por vezes na esq. (externamente), com lancinação através da eminência esq., ao inclinar-se; sensação de atordoamento e vertigem; cabeça perturbada, por vezes de manhã ao levantar-se. Sensação como se a cabeça estivesse vazia; com estupor como por falta de sono, e vertigem, a ponto de provocar queda; de manhã, como após excessos noturnos, ou então com pressão para fora na direção da fronte e das órbitas. Sensação de embriaguez. Vertigem (também s): rotatória, com peso nas pernas, sensação de peso na cabeça, esp. no occipital, com escuridão diante dos olhos; os fios parecem confusos ao costurar; em quarto quente, com plenitude na cabeça e sensação como se o corpo estivesse a flutuar, na cama; também como se a cabeça fosse demasiado grande, ou como se o seu volume tivesse aumentado por um movimento rápido da parte superior do corpo. Dor na região do vértex, às vezes num só ponto, como no clavus hystericus (de uma jovem); às vezes num ponto, outras noutro, na cabeça, esp. no occipital; cefaleia à tarde. Dor surda: na fronte; em toda a cabeça; com grande abatimento e indolência física; na região temporal esq. (quando a cabeça é abanada, ao lavar-se), e < cada vez que é movida. Sensação de peso na cabeça; no occipital; com dor surda, ou com dor dolorida, ou então à tarde; na fronte, com lancinações, esp. na eminência frontal esq. Cefaleia opressiva; às vezes com sensação como se o cérebro ondulasse de um lado para o outro na cabeça; ou então < pelo calor de um quarto, ou lancinações como por instrumentos rombos, ou (à tarde) ardor, com calor externo na fronte; muito sentida na glabela; aguda num lado da cabeça, como no osso; no occipital, tensiva, com calor na fronte e frieza das mãos. Dor dolorida na fronte, de manhã ao despertar, ou após ligeira aplicação mental, afetando também os olhos; como se forçasse para fora nas têmporas, esp. a esq., e daí por vezes se estendesse a toda a cabeça. Compressão no occipital. Dor puxante nas têmporas em direção à fronte; dor lacerante na região temporal dir.; choques surdos em ambas as têmporas. Abalo doloroso da cabeça ao tossir, mesmo ligeiramente, com oscilação e dor, que permanecem muito tempo depois. Sobressaltos e latejamento na cabeça, durante o repouso; zumbido dentro e diante dos ouvidos, com sensação de plenitude na cabeça; ressonância no lado dir. da fronte, de manhã. No exterior da cabeça: um ponto doloroso perto do vértex, dor < ao toque; dor surda fixa num ponto do osso coronal, à esq.; dor puxante num ponto do osso coronal, para o lado dir., < ao toque.
3. Olhos
Ardor picante nos olhos. Comichão acima das sobrancelhas; dor dolorida, com sensação de distensão no globo do olho dir.; ardor nos olhos, esp. nos cantos externos, < pela fricção; ou então apenas no canto interno esq. Ardor nos olhos, esp. nas pálpebras (por vezes apenas de dia ao escrever, ou mais particularmente no olho dir., com visão enevoada e pupilas dilatadas). Vermelhidão da conjuntiva, com aumento da secreção mucosa em pessoas idosas, com congestão abdominal. Pálpebras carregadas de secreção. Pupilas dilatadas (s). Turvação da visão; fraqueza da vista, às vezes com calor nos olhos; vista fraca, turva (s); a vista interceptada como por nuvem ou véu, o que às vezes desaparece quando a atenção se fixa em algum objeto. Insetos volantes diante dos olhos, ao inclinar-se, depois de uma refeição. Hemiopia.
4. Ouvidos
Dores puxantes nos ouvidos; dores lancinantes seguidas de tensão no ouvido esq. Zumbido nos ouvidos; som de campainha diante dos ouvidos, à tarde, na cama.
5. Nariz
Sensação como se a ponta do nariz estivesse distendida. Cheiro peculiar diante do nariz, e sabor semelhante na boca. Espirros frequentes, com < dos sintomas no peito; ou então com dorimento no peito (por vezes como escoriação, que mais tarde se transforma em dor dolorida). Coriza, seguida de escoriação e secura no nariz.
6. Face
Aspeto: abatido (s); rosto pálido, macilento. Calor da face, com tremor e sensação de inchaço dos lábios (s). Formigueiro, com sensação de aperto na face. Picadas, dores puxantes, da glândula submaxilar dir. para o ouvido e a língua. Lancinações no queixo na extremidade do nervo submaxilar. Nos lábios, tremor. Inchaço das glândulas linfáticas.
7. Dentes
Dor aguda nos molares do lado esq. do maxilar inferior, como se estivessem a ser torcidos. Dorimento das gengivas, num alvéolo vazio, ao mastigar.
8. Boca
Sensação de aperto no fundo da boca e no céu da boca, com escarrar constante; aumento do acúmulo de saliva, por vezes acidulada (ou acre). Secura da boca, sem sede. Língua carregada com revestimento branco (também s), coberta por muco espesso (s); dolorida, como que queimada na ponta. Contratura debaixo da língua.
9. Garganta
Ligeiro ardor na garganta, por vezes à tarde; sensação na garganta como se a parte estivesse exposta ao calor de um fogo vivo. Deglutição difícil, com sensação como se a úvula estivesse em carne viva, com ardor, ou então como se os músculos da faringe não pudessem desempenhar a sua função. Acúmulo de muco na garganta; muco viscoso na garganta de manhã (também s).
10. Apetite
Sabor: enjoativo (s); amargo, depois de comer pão com manteiga; amargo como fel, na garganta. Falta de apetite (também s): ao meio-dia a comida é repugnante; sem apetite para pão e carne. Apetite aumentado (também s); por vezes mais particularmente ao meio-dia. Sede aumentada. Depois de uma refeição, sensação de plenitude no estômago, com pressão para baixo.
11. Estômago
Eructações: frequentes, repetidas, que > a opressão do peito; vazias, por vezes profundas, com sabor do extrato de alface; repugnantes, com sensação de frieza no esófago e amargor contínuo na boca; acres e às vezes ácidas. Repugnância gástrica (também s); enjoo (também s); às vezes com mal-estar no epigástrio. Êmese e repugnância (s). Dores no estômago, com contratura do epigástrio, < pela pressão. Sensação no epigástrio e no esterno como se o doente tivesse estado muito tempo sentado com o corpo muito curvado; mal-estar no epigástrio, com angústia na região precordial; sensação de moleza no estômago. Pressão no estômago (também s); com plenitude, distensão, seguida de formigueiro sob a mama dir., com sensação como se aí se estivesse a formar uma bolha; sensação como se o conteúdo procurasse sair em massa do tamanho da palma da mão, seguida de tenesmo; dor dolorida no orifício do estômago, pressão e plenitude no epigástrio; a pressão no epigástrio transforma-se em angústia, em meio a gargarejo no estômago, eructações, borborigmos no abdómen e emissão de gases, que proporcionam >; aparece em seguida abaixo do esterno e alterna com sensação de ardor ou de frieza. Sensação de frieza no estômago (também s); formigueiro no estômago e no epigástrio, com eructações frequentes, como se houvesse gelo no esófago e no estômago, após uma sensação de calor no estômago, com náusea que sobe à garganta, e sabor enjoativo na raiz da língua. Pontadas no piloro. > das dores de estômago, ao inclinar o corpo para diante, estando sentado, ou à expulsão de gases fétidos.
12. Abdómen
Choques surdos, ou então lancinações, esp. no hipocôndrio dir. Na região hepática: dor como de contusão pela manhã; repuxamento periódico; dor puxante; dor dolorida, às vezes à tarde; lancinações, às vezes após uma refeição, dirigidas para as costas ou acompanhadas de sensação de peso; aumento do fígado, às vezes com dor dolorida, ou então com tensão ou pressão. Na região do baço, lancinações rápidas; compressão, esp. em repouso. Sensação de relaxamento no abdómen. Pinçamentos: no abdómen; durante e após o pequeno-almoço, com vontade de evacuar, embora nada seja emitido além de gases; na região umbilical, < ao cruzar as pernas; na parte superior do abdómen, de manhã, na cama, ou então com dor incisiva, e < durante e após uma refeição, a ponto de fazer contorcer o corpo. Dor incisiva no abdómen: em diferentes lugares, com pinçamentos; por todo o abdómen, com borborigmos dolorosos, seguida de evacuação líquida mucosa. Sensação incômoda de calor no abdómen; ebulição frequente, subindo do abdómen para o peito. Sensação de peso no abdómen, que pressiona para baixo após o pequeno-almoço; sensação como se um fardo estivesse sobre o abdómen, sobretudo na região umbilical e no epigástrio; < em posição ereta. Afecções do sistema portal. Hidropisia abdominal (na sequência de febre intermitente, com constipação intestinal), com aumento excessivo do abdómen, dos pés e da face; ou então com endurecimento do fígado e asma. Sensação de plenitude no abdómen, por vezes com borborigmos e emissão de gases (s); sensação de plenitude no lado dir., com dificuldade de respirar, > por eructações e emissão de gases (s); aperto do abdómen, esp. na região hepática, à tarde. Movimento de gases no abdómen, borborigmos muito frequentes no abdómen, por vezes durante uma refeição, ou depois dela (com lancinações abaixo da região precordial, ou então com pinçamentos no abdómen), ou sobretudo na região umbilical; emissão abundante de gases, por vezes fétidos (após os borborigmos), ou então à tarde, precedida de dores em pinçamento.
13. Evacuação e Ânus
Constipação intestinal: nenhuma evacuação no primeiro dia, ou então evacuação tardia e dura (a constipação habitual diminui). Evacuação apenas após desejos urgentes e cólicas. Vontade de evacuar, com sensação de grande lassidão, e evacuações difíceis e infrequentes. Evacuação precedida de tenesmo, dura, e não expelida sem esforço, com dor contínua como de contusão no ânus. Evacuação escassa. Dejeções: duras; duras e tardias, secas, duras, difíceis e com esforço; duras, nodosas, com ardor no ânus, após constipação de dois dias; as evacuações, em geral, mais infrequentes e mais consistentes. Provoca evacuações fáceis (s?), facilita as evacuações intestinais (s?); dejeções moles ou como papa nos primeiros dias; evacuações frequentes, como papa (s); diarreia (s); por vezes diarreia, noutras constipação intestinal. Durante a evacuação: lassidão geral, fadiga quase a provocar sono, bocejos e acúmulo de água na boca. Após a evacuação (mole), pressão no ânus. No ânus: repuxamento; picadas, para a tarde (dor como de contusão); tumores hemorroidários à volta do ânus, com tenesmo no reto e nova evacuação líquida após cada evacuação sólida.
14. Órgãos Urinários
Vontade de urinar, com frequente dor puxante na glande, que se estende por todo o corpo. Aumento da secreção urinária (também s); emissão de urina mais frequente e mais copiosa; é necessário levantar-se durante a noite para urinar; pressão sobre a bexiga, para a manhã, por acúmulo invulgar de urina. Urina clara como água e, ao mesmo tempo, mais copiosa e eliminada mais frequentemente do que o habitual; amarelo-clara, com cheiro de violetas; castanha, quente, e ardendo na uretra. Na uretra, sensação contínua, ao estar sentado, como de uma gota de água a passar ao longo dela; calor no orifício. Pressão puxante na região da bexiga, como por urgência de urinar.
15. Órgãos Sexuais Masculinos
No pénis, inchaço de um vaso linfático, após ereções matinais. Dores puxantes na raiz do pénis, ou também no cordão espermático dir., e ao longo da face interna da coxa. Apetite sexual diminuído; afasta a lascívia e as fantasias voluptuosas (s). Ereções dolorosas durante o sono da manhã. Poluções, às vezes durante sonhos lascivos, durante o sono da manhã, ou então duas numa só noite, ocorrendo inconscientemente durante sono profundo.
16. Órgãos Sexuais Femininos
Cataménios demasiado precoces em quatro ou seis dias (com dores tipo câimbra no abdómen). Promove os cataménios (s). Aumento do leite nas mamas (s). (Gonorreia dolorosa nas mulheres.). Sensação de peso para baixo e de fraqueza na região dos órgãos pélvicos, e sensação geral de relaxamento.
17. Órgãos Respiratórios
Potência da voz aumentada. Aspereza: na garganta, após ler em voz alta; na faringe; na laringe, causando inspirações profundas; com raspagem na garganta (s); secura e raspagem na faringe e na parte superior do peito; disfonia à tarde, ou também de manhã, com aspereza na garganta; sensação de plenitude na laringe, diminuída ao lançar o corpo para trás; necessidade frequente de tossir; sensação constante de plenitude na laringe, com irritação de uma tosse sufocante, fala dificultada e tosse frequente, com expectoração. Tosse: provocada por cócega na garganta; por vezes com sensação de opressão no peito; com sensação de secura ardente na garganta; seca de tempos a tempos, ou por acessos, com abalo do peito, bem como do abdómen e do occipital; seca, ladrante, dolorosa; uma tosse pré-existente torna-se produtiva, com expectoração fácil; espasmódica, cavernosa e seca, ou então muito violenta, ameaçando rebentar o peito, provocada por cócega no esófago; a tosse seca que surge sobre uma tosse já estabelecida e aparece mais particularmente conforme as mudanças do tempo desaparece inteiramente. Excreção de muco pela tosse (que anteriormente era seca?), e os movimentos de tossir tornam-se mais violentos e prolongados; expectoração copiosa de muco por meio de tosses curtas. Durante a tosse ou ao pigarrear, as dores no peito <; tosse sufocante, seca, em pessoas histéricas, com insónia prolongada e frieza mordente no estômago e no epigástrio.
18. Peito
Dispneia: falta de ar, respiração apertada (s); dificuldade de respirar, com lancinações no pulmão esq., ou então com pressão no epigástrio; respiração rápida, por plenitude e ebulição no peito; necessidade frequente de respirar profundamente, esp. estando sentado em posição curvada; respiração, por assim dizer, insuficiente, ao andar e ao manter o corpo ereto, em razão de uma constrição espasmódica nas regiões umbilical e precordial, com frequente necessidade de puxar uma longa inspiração; ao respirar profundamente, sensação como se o peito não se insuflasse completamente. Asma: respiração apertada, ou constrição do peito (também s); como se a parte inferior do peito fosse demasiado estreita, com receio de respirar profundamente, porque se sente um choque a cada esforço; laboriosa à noite, despertando do sono e obrigando a assumir prontamente a posição sentada, com angústia (s); frequente, com peso no peito, necessidade de respirar profundamente, > momentaneamente por bocejar e espreguiçar-se; como por exalações corrosivas, à tarde, na cama, com tosse, sufocante, cavernosa; com necessidade constante de dobrar o corpo quando sentado, porque de outro modo há sensação de constrição, como se as partes fossem demasiado estreitas; como se o tórax fosse demasiado estreito, comprimido ou contraído, esp. estando sentado em posição curvada, ou então com frequente dor constritiva na parte inferior do peito; sensação de constrição espasmódica nos hipocôndrios, esp. o dir. Opressão do peito, ou dificuldade de respirar (também s): necessitando inspirações profundas (também s), às vezes com bocejos e ansiedade; ou então > ao levantar-se depois de ter estado sentado curvado, ou ao lançar os ombros para trás; com dor surda abaixo do esterno; grande, com dor frequente em diferentes partes do peito; ligeira, nos lados e abaixo do esterno, seguida de sensação de calor na parede oposta ao peito, com ligeiros sobressaltos e dor como de contusão no peito. Sensação de peso no peito, com dificuldade de respirar, como se houvesse um grande peso sobre o peito, com vontade de atirar a roupa fora à tarde, com sensação de plenitude na faringe; ao andar ao ar livre, como se houvesse um peso no peito; periódica, aumentando ou diminuindo, com compressão, opressão e calor no peito. Os sintomas torácicos são > ao sentar-se ereto; nada apertado pode ser suportado à volta do pescoço (porque impede a respiração). Asma convulsiva, por vezes acompanhando uma afecção orgânica do coração; acessos de sufocação na hidropisia do peito; hidropisia do peito, com edema geral, ansiedade, impossibilidade de respirar ao deitar-se, obrigando a retomar a posição sentada; tosse curta e seca, grande debilidade, inclinação irresistível para dormir à tarde e secreção urinária diminuída. Dores surdas, obrigando o doente a respirar profundamente, no lado esq. do peito, e pouco depois também no lado dir., mas aí apenas transitórias. Respirar profundamente aumenta a dor surda no peito. Dor dolorida no peito: no centro do peito; abaixo do esterno, ao pressionar a mão sobre ele; em ambos os lados do peito, de manhã, ao puxar uma longa inspiração; abaixo do esterno, ocasionada pelo movimento, com tensão; na parte superior do peito, depois de andar ao ar livre, com fraqueza a ponto de quase cair, pressão compressiva em diferentes partes do peito, ou então sobretudo na parte superior, com opressão, bocejos e espreguiçamento da parte superior do corpo. Lancinações no peito: no lado dir. do peito, com sensação constante de sacudidas espasmódicas; ou então na parte inferior do peito, em direção às costas (s), na região superior das cartilagens das falsas costelas; agudas, abaixo das pequenas costelas esquerdas; pleuríticas, em direção ao meio do esterno; compressão na parte superior da mama esquerda, com opressão de todo o peito. Pontadas surdas do lado esq. do peito para a omoplata. Dor puxante surda no peito, de manhã, na cama; depois de se levantar. Ebulição no peito, com compressão e obrigando a respirar rapidamente; com opressão, às vezes mesmo após exercício moderado, ou então seguida de dores tipo câimbra no peito, externamente. Latejamento doloroso, ardente, na cavidade dir. do peito, num ponto determinado. Sensação de relaxamento no peito, do meio-dia até à tarde; sensação de frieza interna (s). Dor, como de fadiga por esforço físico, no fundo do peito e nas paredes do tórax, esp. à esq., de manhã ao despertar. Dor rápida, externamente, nos músculos do peito e do deltóide, em direção ao ombro, durante o repouso.
20. Pescoço e Costas
Dor na região da nuca, ao tossir; dores puxantes e tensão (por vezes simultaneamente nos ombros e nos músculos do pescoço); picadas subcutâneas, que gradualmente se fixam sob a omoplata dir. Tensão nos músculos do pescoço do lado dir., por vezes espasmódica. Lancinações sob a axila dir., como se causadas por instrumento pontiagudo, < ao levantar o braço e ao pressionar a parte com o dedo. Dores puxantes nos rins, em direção às virilhas. Nas costas: dores na medula espinhal até à cauda equina, estendendo-se ao sacro; dores tipo câimbra percorrendo as costas em várias direções; dor como de contusão na região lombar.
22. Extremidades Superiores
Dores nos ombros (s); sensação de paralisia na articulação esq. Nos braços: dores puxantes, começando principalmente na articulação do cotovelo, ou então com sobressaltos; dores lacerantes erráticas, como se fossem no osso, na articulação do ombro e no cotovelo dir.; depois, ora no punho, ora noutras partes; lancinações agudas abaixo do braço dir. Grande fadiga do braço dir. Na parte superior do braço, dor puxante e sensação de fraqueza; dor tipo câimbra na sua extremidade inferior; dor, como de luxação, no músculo deltóide esq., mas só quando o antebraço está dobrado. Dor puxante surda na ponta do cotovelo. No antebraço dir., dor lacerante, seguida de sensação de paralisia no dedo mínimo. Nas mãos: sacudidas dolorosas; dor puxante na mão esq., às vezes de caráter espasmódico na articulação; tremor das mãos, que estão húmidas (s). Nos dedos: sensação de calor, seguida de fraqueza persistente das partes; dores lacerantes nos metacárpicos de ambas as mãos. Prurido formicante nos dedos da mão esq.
23. Extremidades Inferiores
Nas pernas: grande fadiga, tremor e lassidão; peso, às vezes < ao andar, com tensão nos jarretes; as pernas adormecem frequentemente, às vezes quando o doente está sentado. Nas coxas: dor como de contusão, com tensão nos jarretes, ao levantar-se de um assento; sobressaltos na coxa esq. Nas pernas: sensação de estagnação do sangue, às vezes ao estar sentado, com peso, ou então apenas na perna dir., durante o repouso, e com dores puxantes; dor puxante na perna dir., com sensação de rigidez, por vezes subindo até à anca; tremor na perna esq., à tarde; cãibra na barriga da perna esq. ao andar. Nos pés: dor na planta do pé esq., durante o repouso, como se o doente tivesse saltado sobre uma pedra, desaparecendo ao apoiar-se sobre o pé; frieza dos pés. Entorpecimento das plantas e dores na região lombar. Nos dedos dos pés: prurido rastejante (no pé esq.); dor no hálux esq., como se estivesse a ser torcido e virado para trás, ao pousar o pé; dor, como de ulceração subcutânea, sob a unha (do quarto dedo).
24. Generalidades
O doente nunca se sente repousado, o enfraquecimento é geral. Dores puxantes nos membros e nas costas, ou então periódicas em diferentes partes do corpo (s); dores lacerantes que passam primeiro entre a articulação do ombro dir. e o cotovelo, depois para o punho, joelhos, coxa, articulação do pé, região da nuca, têmporas, etc.; ebulição dolorosa nas extremidades, à tarde, estando tranquilamente sentado; dores em sobressalto, agudas, tipo câimbra, perto das articulações (na região da nuca, nos hipocôndrios, cotovelos, ancas), mais frequentemente à tarde e em repouso, por vezes também < de manhã, esp. no lado dos extensores; dores tipo câimbra que pouco depois reaparecem noutras partes e impedem o seu uso (esp. cotovelos, mãos, dedos e pernas); dor como de contusão em todos os membros, que obriga o doente a permanecer na cama durante o dia. Marcha vacilante, tendência a tropeçar ao andar (s); convulsões perigosas em mulheres (s). Sensação geral de abatimento, por vezes com lassidão e imobilidade; grande fadiga; grande lassidão (também s); às vezes com sonolência, ou então de manhã, depois de se levantar, com inapetência para o trabalho; o menor trabalho produz irritação e lassidão, como após grande fadiga. Indescritível sensação de aperto no corpo (s); sensação de poder vivificante em pessoas histéricas (s); necessidade, quando sentado, de manter o corpo direito. Ao ar livre o doente sente-se globalmente melhor, o peito esp. está >; leveza invulgar do corpo (s); > dos sintomas, esp. pelo exercício ao ar livre; desejo de estar fora de casa. Sensação como se o corpo estivesse a flutuar, na cama. Ligeiro arrepio.
25. Pele
Lancinações subcutâneas, pinçamentos e ardor em várias partes, ou então com pontadas. Inflamação e erupção (por aplicações externas em partes delicadas da pele). Inchaços edematosos de todo o corpo, com afecções asmáticas, cabeça confusa, o decúbito dorsal é penoso, estremecimentos, falta de apetite, tosse curta e pulso pequeno e cheio.
26. Sono
Bocejos frequentes; bocejos e espreguiçamento dos membros (s). Grande sonolência durante o dia (também s); com fadiga e lassidão; com bocejos frequentes (também s), ao princípio da tarde, obrigando o doente a deitar-se rapidamente; sono invencível (s); adormece durante o trabalho; coma, por vezes com repugnância gástrica (s); inclinação para dormir sem conseguir dormir, sono profundo, durando várias horas, às vezes com o pulso um tanto rápido. Sono noturno: tranquilo, reparador (também s); profundo, com muitos sonhos, ou sem sonhos; pesado, com emissão involuntária de sémen (s); estupefaciente, com difícil despertar pela manhã; agitado, não reparador (também s); sono prolongado, perturbado (s); despertar frequente, quase de quinze em quinze minutos. Incapacidade de repousar de costas (em consequência dos sintomas asmáticos) e tensão no epigástrio; o doente prefere deitar-se com a cabeça elevada e sobre o lado dir. À noite, na cama, grande opressão do peito, que interrompe o sono e obriga o doente a erguer-se rapidamente para a posição sentada, com ansiedade; sensação de grande fadiga pela manhã (s); dificuldade de respirar, com dores opressivas e constritivas no peito, que permitem pouco sono; dificuldade de respirar que impede o sono, com latejamento na cabeça e, ao mesmo tempo, palpitação do coração, seguida de dores lacerantes na cabeça, com peso e estupor; dores na cabeça; tosse espasmódica e calor febril, com sonhos inconscientes e sono perturbado. Sonhos: fantásticos, durante sono perturbado; vivos e por vezes ansiosos (de suicídio por arma de fogo), durante sono profundo; para a manhã, às vezes de caráter estranho, e como se o doente girasse sobre o pé; sono durante toda a noite com muitos sonhos. De manhã, ao despertar, sensação como se a cabeça estivesse vazia; dificuldade em dissipar o sono; grande lassidão após sono perturbado, com opressão.
27. Febre
Frieza percorrendo frequentemente as costas e a cabeça (também s), às vezes com calor da face (s), ou então com tremores em quarto quente e frieza dos pés e das mãos; arrepios facilmente provocados durante o dia, mesmo em quarto quente; estremecimento que às vezes parece rastejar por debaixo do cabelo. Febre, com dores violentas na cabeça, sensibilidade dolorosa do couro cabeludo ao toque, dores lacerantes nas articulações dos membros (tal como na região da nuca e na face), grande peso da cabeça à tarde, que a faz cair para diante; dores angustiantes e abrasadoras na cabeça e na parte superior do corpo, com frieza glacial dos pés e, ao mesmo tempo, calor queimante e lacrimejo nos olhos, tosse seca, sufocante e espasmódica, com violento abalo do peito e da cabeça, e contratura espasmódica e dolorosa das vértebras lombares e da região hipocondríaca. De manhã, das 3 às 6, sensação de calor, de secura insuportável, esp. nas pernas, que doem como após correr grande distância. Pulso: lento (também s); lento e filiforme; infrequente, até ao limite de dez ou doze pulsações (s). Suores copiosos; sudorese violenta (s); suor noturno, geral e suave (s).