Theridion

por Timothy F. AllenEnciclopédia da Matéria Médica Pura

  • Muito alegre; canta, embora a cabeça esteja interiormente quente, oprimida e pesada.

  • À noite, excitação imaginativa na cabeça e rumor nos ouvidos.

  • O tempo lhe parece passar mais rapidamente, embora faça muito pouco.

  • Muito propenso a falar e a manter a mente ocupada; permanece acordado até tarde à noite.

  • Após bebidas alcoólicas, invulgarmente loquaz.

  • Procura sem cessar ocupar-se, mas não encontra prazer em nada.

  • Desespero; falta de autoconfiança; abandona-se.

  • Grande tendência a assustar-se, em muitos provadores.

  • Quando há motivo para susto, assusta-se desmedidamente. [10.]

  • Grande aversão ao trabalho.

  • Aversão ao trabalho profissional.

  • Toda ocupação o cansa de imediato; está farto de tudo, e aquilo que deve fazer lhe é o mais incômodo.

  • Grande lentidão; reluta em levantar-se pela manhã e, depois de levantar-se, fica indolente.

  • Pensar lhe é difícil quando exige comparação, mas não quando é criativo; p. ex. consegue escrever facilmente um caso ou problema, mas acha difícil selecionar remédios; escreve tratados com facilidade, mas acha difícil classificar e determinar os respectivos lugares nos sistemas.

CABEÇA

  • Tontura.

  • Tontura e enjoo aumentados até vômitos.

  • Tontura renovada pelo menor movimento, durante o paroxismo noturno.

  • Tontura aumentada por todo barulho ou som.

  • Tontura e enjoo quando seus olhos se fecham de cansaço.

  • Tontura; desperta do sono à noite, às 11 horas. [20.]

  • Muita tontura em toda ocasião, especialmente ao abaixar-se.

  • Ao virar-se, sente a cabeça tonta.

  • Cabeça em geral.

  • Sente a cabeça tão espessa como se fosse outra cabeça, singular, ou como se tivesse alguma outra coisa sobre ela.

  • "Tão espessa na cabeça", com enjoo e vômitos ao menor movimento, especialmente ao fechar os olhos.

  • Cabeça muito opressa e pesada.

  • Opressão da cabeça, impedindo seus estudos.

  • Dor de cabeça pela manhã após o paroxismo noturno.

  • Dor de cabeça no início de cada movimento.

  • À noite, ao caminhar, é atacado por dor de cabeça generalizada, com grande abatimento.

  • A cabeça fica muito afetada após a cintilação diante dos olhos. [30.]

  • Devido a dores profundas no encéfalo, ela precisa ficar sentada ou caminhar; é impossível deitar-se.

  • Dor de cabeça como uma faixa compressiva na raiz do nariz e sobre e ao redor das orelhas.

  • Opressão e sensação de plenitude atrás das orelhas.

  • Dor de cabeça atrás dos olhos.

  • Compressão nas têmporas.

  • Pontada na têmpora esquerda.

  • À noite, coceira na cabeça e na região da nuca.

OLHO

  • Ao despertar, dor em queimação internamente acima do canto interno.

  • (A cintilação costumava ser seguida de dor de cabeça; após o remédio, a cintilação aparecia sozinha).

  • Ela perdeu a visão; tudo lhe parecia muito distante, como se um véu lhe tivesse sido posto diante dos olhos; ardia e cintilava diante dos olhos; foi forçada a deitar-se; mesmo ao fechar os olhos a cintilação persistia; em seguida, ficou muito fraca, e a cabeça muito afetada.

OUVIDO. [40.]

  • Durante o ruído de rumor, sua audição não é tão boa quanto anteriormente, apesar do rumor.

  • Rugido nos ouvidos.

  • Todos os sons ruidosos lhe causam uma impressão demasiado forte; Aconite aliviou.

NARIZ

  • Paroxismo de espirros frequentes e violentos, e frequente necessidade de assoar o nariz, seguindo-se sensação de peso em profundidade acima do nariz.

  • Muitos espirros durante todo o dia e corrimento aquoso pelo nariz, porém sem que se desenvolvesse coriza.

  • À noite, coriza fluente, com muitos espirros (quinto dia).

  • Nariz seco, como se entrasse ar demais.

  • Mais coceira no nariz.

ROSTO

  • Pela manhã, ao despertar, e por vezes em outros momentos do dia, a mandíbula fica imóvel; mas depois se abre, por assim dizer, por si só.

BOCA

  • Dentes.

  • (Odontalgia à tarde e à noite, provocando choro; grassa por toda parte, mas é repuxante especialmente nas raízes dos caninos sãos). [50.]

  • Dentes, gengivas e céu da boca acometidos por dor ardente e tensional.

  • Quando se toma na boca água fresca comum, isso lhe afeta os dentes como se estivesse fria demais.

  • Todo som penetra nos dentes, p. ex., o canto dos galos.

  • Gengiva.

  • Gengivas, boca e fossas nasais parecem estar secas; ao mesmo tempo, ele sente como se ar demais estivesse passando para dentro da boca.

  • As gengivas tornam-se doloridas.

  • Língua.

  • (A língua parece como se estivesse queimada; fica tão entorpecida que ela não consegue perceber nada adequadamente.)

  • Boca em Geral.

  • Espuma diante da boca, com o calafrio trêmulo.

  • Sua boca tornou-se tão impura como se os dentes estivessem cheios de limo; precisa bochechar com frequência.

  • Viscosidade na boca.

  • Paladar.

  • Não há paladar adequado; sua boca parece saburrosa (entorpecida).

GARGANTA. [60.]

  • Ligeira pressão, como se algo, profundamente no esôfago, estivesse deslizando em direção à região epigástrica, tirando o fôlego por alguns momentos.

  • Garganta como se escaldada, depois de vomitar.

  • Sensação de garganta escaldada pela manhã, após o paroxismo noturno.

  • Profundamente no esôfago, sensação de pressão em direção à região epigástrica.

ESTÔMAGO

  • Apetite e Sede.

  • Desejo constante de comida e bebida, sem saber exatamente de quê.

  • Desejo muito aumentado de fumar tabaco.

  • Apetite por frutas aciduladas.

  • Muita sede.

  • Após o sono do meio-dia, sede.

  • Inclinação para beber vinho e conhaque.

  • Náusea e Vômitos. [70.]

  • Náusea causada pela tontura, após cada som ruidoso.*

  • Náusea por tontura ao menor movimento.

  • A náusea aumenta até o vômito, durante a tontura.

  • Náusea ao levantar-se pela manhã.

  • Moschus aliviou a náusea que surgia ao abrir os olhos.

  • Enjoo pela manhã.

  • Ânsias de vômito e vômitos, com suor gélido durante o paroxismo noturno.

  • Vômito de bile, pela manhã.

  • Vômitos, primeiro de água viscosa e acre, depois ânsias de vômito infrutíferas durante o paroxismo noturno.

  • Estômago.

  • A pressão sobre a região epigástrica provoca dor (da qual, contudo, o provador já se havia queixado muitas vezes).

ABDÓMEN. [80.]

  • Maior eliminação de gases do que o habitual.

  • Dor nas virilhas após o coito.

  • Dores na região inguinal com o movimento; quando recolhe a perna, parece como se alguém lhe desse uma pancada forte na virilha.

RETO E ÂNUS

  • (Retorna uma contratura espasmódica do reto e do ânus).

  • O ânus protrui e é doloroso, especialmente quando sentado, sem massas hemorroidárias, que ele costuma ter com frequência; isto desaparece, volta posteriormente, e então surgem tumores hemorroidários.

  • Uma sensação de peso na região perineal, que ele tem há muito tempo, torna-se agora perceptível a cada passo; parece-lhe como se ali houvesse um caroço.

  • A vontade de evacuar surge mais tarde e com menos urgência do que de costume.

EVACUAÇÃO

  • Evacuações diarreicas sem cólica, com êmese e tontura à noite.

  • Depois de muito tempo, tem uma pequena evacuação escassa, com muita urgência para evacuar (tenesmo retal).

  • Ao invés de duas evacuações, como de costume, ela agora tem apenas uma. [90.]

  • A evacuação não é dura; ainda assim, a eliminação torna-se mais difícil ao final.

  • Sem evacuação por vários dias (após a primeira dose da 30ª).

  • Somente no terceiro dia houve uma evacuação escassa, pastosa, com muita urgência para evacuar; no dia seguinte, a evacuação estava ainda mais fluida e escassa; depois, por um dia, não houve evacuação, e depois disso, como de costume.

Órgãos do aparelho urinário

  • Urinação aumentada em uma mulher idosa não predisposta a isso.

  • Urinação abundante em um homem jovem predisposto a isso.

ÓRGÃOS SEXUAIS

  • Masculinos.

  • Ereções fortes pela manhã, sem desejo (sexto dia).

  • Ereção fraca durante a relação sexual (terceiro dia).

  • (Na glande, pequenas manchas vermelhas.)

  • Bolsa escrotal muito enrugada.

  • O desejo sexual excessivo diminui imediatamente, mas as ereções matinais habituais permanecem. [100.]

  • O desejo sexual parece ter desaparecido, e não ocorrem ereções (quarto dia).

  • Menor desejo sexual; ele é mais capaz de controlá-lo.

  • Durante a sesta após o jantar, uma emissão seminal tão desmedidamente violenta e profusa que penetrou três pés para cima por baixo das vestes (oitavo dia); durante o dia fora forçado a tomar um pouco de tintura de anis.

  • Femininos.

  • Menstruação ausente por mais de 10 semanas após a patogenesia, em uma mulher nos anos do climatério, mas que, no ano subsequente, deu à luz um filho tão inesperadamente quanto Sara.

ÓRGÃOS DO APARELHO RESPIRATÓRIO

  • Tosse noturna.

  • Maior inclinação para respirar profundamente, para suspirar.

TÓRAX

  • Pontadas intensas no alto do tórax, abaixo do ombro esquerdo; são percebidas até mesmo na garganta.

  • Pontadas beliscantes no músculo peitoral esquerdo.

PULSO

  • Pulso acelerado de manhã após o paroxismo noturno.

COSTAS

  • As costas estavam cansadas pela manhã, após o paroxismo da noite. [110.]

  • Dor entre as escápulas.

  • Região lombar afetada após o vômito.

EXTREMIDADES

  • Sensação de peso em todos os membros antes do calafrio.

  • Após o desjejum, sensação de peso em todos os membros; precisa deitar-se; fica com sono; é acometido por um calafrio interno acentuado, de modo que treme (algumas horas após glóbulos da 30ª cent.).

Membros superiores

  • Dor como picada, do cotovelo ao ombro.

MEMBROS INFERIORES

  • À noite, estando sentada, e posteriormente, sensação peculiar de repuxamento na coxa direita; iniciou-se no quadril e desceu, com sensação de frio abaixo do joelho; sentia-se fria internamente em toda a parte, mas não ao toque; ainda assim, o calor externo era agradável.

  • Sensação de frio interno; repuxa desde o quadril até abaixo do joelho, sem frialdade externa; o calor é agradável.

  • À tarde, os joelhos a incomodam.

  • Inchaço dos pés (efeito secundário da mordida).

  • O artelho mínimo dói, como se estivesse pressionado ao caminhar.

GENERALIDADES. [120.]

  • Paroxismo; ela desperta, após um curto sono, às 11 horas; já durante o sono sentia a tontura, e foi despertada por ela; não podia permanecer deitada; tentou alcançar o penico, mas caiu como em desmaio; irrompeu transpiração fria; tem ânsias até vomitar, e isso se repete de quinze em quinze minutos, durante os quais um suor gélido irrompe por todo o corpo; ao mesmo tempo tem vários acessos de evacuações diarreicas sem dor no abdômen; a princípio vomitou água acre e viscosa, quase impedindo-a de recuperar o fôlego; por fim, sentiu o estômago completamente vazio; o menor movimento voltava a provocar tontura e vômitos; não ousa mover-se, e, quando os olhos se fechavam, com as pálpebras caindo, por assim dizer, de cansaço, a tontura e o enjoo voltavam logo em seguida; depois de tomar Mentha pip., teve algumas horas de sono; pela manhã, ao levantar-se, o enjoo voltou e ela vomitou bile; a garganta parecia escaldada; sentia as costas fatigadas, o pulso acelerado e cefaleia.

  • Está tão fraca que não consegue ficar em pé por muito tempo: fica trêmula e transpira.

  • Muita fraqueza após a cintilação diante dos olhos.

  • Sente-se esgotado e trêmulo, mas sem sentir tremor.

  • Todo som penetrante e toda reverberação repercutem por todo o corpo, especialmente nos dentes, e aumentam a tontura, que então provoca enjoo.

  • Grande esgotamento; está inteiramente incapaz de trabalhar.

  • Sem sentir dor, tem uma sensação tão estranha em toda a cabeça que não consegue descrevê-la.

  • Dores em todos os ossos, como se cada parte fosse se despedaçar; sente-se quebrantada da cabeça aos pés; em seguida, frio violento, de modo que nada consegue aquecê-la; sem sede (após a mordida).

  • Quando sintomas violentos surgiam de repente, Aconite aliviava.

  • Os sintomas posteriores, e os que, repetidas vezes, permaneceram por muito tempo após a patogenesia, exigiram Graphites.

PELE. [130.]

  • Pequena pápula dura ao lado da eminência tenar.

  • Prurido na região da nuca.

  • Prurido nas costas.

  • De manhã, prurido na borda do ombro.

  • Prurido violento, com ardor, na face interna e na parte superior do dedo anular esquerdo; o local fica muito vermelho; logo desaparece.

  • Prurido e nódulos nas nádegas.

  • Prurido violento na panturrilha.

SONO

  • Muito sonolenta de manhã cedo.

  • Com sono após o café da manhã, antes do calafrio.

  • Longo sono do meio-dia, repleto de sonhos; sonhos de viagens por regiões remotas e de andar a cavalo; numa pessoa que quase nunca montara a cavalo. [140.]

  • Dorme durante todo o dia.

  • Permanece com sono e cansada durante toda a manhã.

  • Sono noturno muito profundo.

  • Durante o sono, ele frequentemente morde a ponta da língua, de modo que ela fica dolorida no dia subsequente; isso ocorre frequentemente, mesmo após o decurso de semanas (semelhante a Phosph. acid., que, contudo, o apresenta apenas lateralmente).

  • Sonha que quebrou um dente.

FEBRE

  • Calafrio violento, com tremores intensos, durante o qual aparece espuma na boca (após a mordida).

  • Suor e tremores.

  • Suor leve após sair para caminhar.

  • Mais suor após caminhar e andar de carruagem.

  • Suor gélido cobre o corpo, com sensação de desfalecimento, tontura e êmese à noite.

CONDIÇÕES

  • Agravação.

  • ( Manhã ), Enjoo; vômitos.

  • ( Tarde ), Dor de dente.

  • ( Noite ), Dor de dente.

  • ( Após a relação sexual ), Dores nas virilhas.

  • ( Movimento ), Tontura; dor de cabeça; enjoo; dor na virilha.

  • ( Barulho ), Tontura.

  • ( Ao abaixar-se ), Tontura.

  • ( Som alto ), Tontura.

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