Pareira Brava
By Constantine Hering — Os Sintomas-Guia da Nossa Matéria Médica
Videira-virgem. Menispermáceas.
Planta trepadeira, nativa das Índias Ocidentais e da América do Sul.
A tintura é preparada da raiz fresca.
Patogenesia por Foss, Med. Adv., Dec., 1885, de A. H. Z., vol. 113, p. 71.
AUTORIDADES CLÍNICAS.
- Cólica renal (seis casos), Turrel, Hah. Mo., vol. 10, p. 442 ; B. J. H., vol. 33, p. 591 ; Disúria, Martin, T. H. M. S. Pa., 1883, p. 58 ; Aumento da glândula prostática e retenção de urina, Foss, A. H. Z., vol. 113, p. 70 ; Catarro da bexiga, Hull, N. A. J. H., vol. 18, p. 491 ; Hastings, B. J. H., vol. 13, p. 591.
ÓRGÃOS URINÁRIOS [21]
Dores excruciantes na região lombar esquerda; a dor irradia do rim esquerdo para a virilha, seguindo o trajeto do ureter. θ Cólica renal.
Urina preta, com sangue, espumosa, depositando sedimento cor de pó de tijolo de ácido úrico; urina vermelho-escura, com muco.
Dores excessivas nos rins, lancinantes ao longo do ureter esquerdo; elimina urina gota a gota, com tenesmo vesical violento, enjoo e êmese de líquidos biliares. θ Cólica nefrítica.
Cólica nefrítica; doente sofrendo havia dezassete dias; as crises apareceram pela primeira vez há um ano, vêm agora regularmente de três em três meses, duram mais e são mais violentas a cada vez; por várias vezes eliminou cálculos úricos e padeceu de ataques reumáticos quando viajava; dores surdas na região lombar; urina escassa, vermelha, com sedimento cor de pó de tijolo; disúria; sede; obstipação persistente.
Dores contusivas na região renal; urina escassa, vermelho-escura, quase preta, eliminada com grande tenesmo, depositando sedimento cor de pó de tijolo.
Cólica nefrítica com hemorragia dos ureteres provocada pela passagem de cálculos.
Há dez anos, cólicas nefríticas; elimina frequentemente pequenos cristais de ácido úrico; as crises são habitualmente acentuadas e persistentes.
Dores atrozes com estrangúria.
Quase toca o chão com a testa para conseguir urinar.
Vontade constante de urinar, dor violenta na glande; esforço; a dor arranca gritos; tem de ficar de quatro para urinar; a urina contém muito muco branco, espesso e viscoso, ou deposita areia vermelha.
Dores descendo pelas coxas durante os esforços para urinar.
Paroxismos de dor violenta com estrangúria; ele grita alto e só consegue emitir urina quando se põe de joelhos, comprimindo firmemente a cabeça contra o chão; permanecendo nesta posição durante dez ou vinte minutos, irrompe suor, e por fim a urina começa a pingar com interrupções, acompanhada de dores dilacerantes, em queimação, na ponta do pénis.
Desde o parto, ocorrido duas semanas antes, não conseguia urinar em posição alguma, exceto de joelhos. θ Disúria.
Sensação torturante após urinar, com dores lancinantes no orifício da uretra.
Coceira intolerável ao longo da uretra, com ardor ao urinar.
Dores espasmódicas intensas durante a micção.
Vontade constante e infrutífera de urinar; foi necessário usar o cateter de quatro a seis vezes em vinte e quatro horas; inchaço das pernas e dos pés; cãibras ao tentar urinar, tendo o doente de ser colocado num banho quente antes de se poder usar o cateter; parecia aproximar-se a sua última hora quando foi encontrado ajoelhado no chão, banhado em suor frio, com a cabeça firmemente comprimida contra o chão, posição em que só então conseguia expelir algumas gotas de urina escaldante. θ Aumento da glândula prostática.
Aumento da glândula prostática com retenção de urina; duas ou três vezes por ano o doente é acometido por crises severas e dolorosas, durante as quais foi necessário usar o cateter por várias semanas.
Dores severas, por vezes, nas costas e na bexiga, com retração dolorosa do testículo esquerdo; dor na coxa estendendo-se até ao dedo grande do pé e à planta do pé; frequentemente uma erupção facilmente irritável nas pernas e grande irritação no couro cabeludo; urina eliminada com grande dificuldade; sente grande vontade de urinar, imagina que sairão quartos de urina, mas encontra a maior dificuldade em fazer passar qualquer quantidade, apesar das fortes dores compressivas que acompanham o ato; as dores são tão intensas que é forçado a pôr-se de joelhos, comprimir firmemente a cabeça contra alguma coisa e permanecer nessa posição, forçando até transpirar profusamente e “rugir como um touro”, para usar a sua própria expressão; depois de permanecer nessa situação durante dez ou vinte minutos, a urina escorre aos pingos, com grande dor e frequentes interrupções, escaldante e lacerante na ponta do pénis; a urina tem forte cheiro amoniacal e está carregada de muco espesso e tenaz; os paroxismos ocorrem geralmente das 3 às 6 da manhã; durante o dia, comparativamente fácil; estado cartilaginoso da túnica interna da bexiga, que à sonda parecia muito dura; transpira à noite; ruídos de martelar e zumbidos na cabeça. θ Catarro crônico da bexiga.
Corrimento de muco pela uretra.
ÓRGÃOS SEXUAIS MASCULINOS [22]
Uretrite com perturbações prostáticas.
Gonorreia.
VOZ E LARINGE. TRAQUEIA E BRÔNQUIOS [25]
Matéria viscosa alojada nos brônquios e obstruindo-os.
MEMBROS INFERIORES [33]
Inchaço edematoso dos membros inferiores.
REPOUSO. POSIÇÃO. MOVIMENTO [35]
Tem de ficar de quatro para urinar.
Tem de se pôr de joelhos e comprimir firmemente a cabeça contra o chão para urinar.
CRISES, PERIODICIDADE [41]
Durante dez ou vinte minutos: tem de permanecer de quatro para urinar.
Todas as manhãs, das 3 às 6: paroxismos de dor durante a micção.
De três em três meses: crises de cólica nefrítica.
Duas ou três vezes por ano: crises dolorosas de cólica renal.
Há dez anos: cólicas nefríticas.
LOCALIZAÇÃO E DIREÇÃO [42]
Esquerda: dor na região lombar irradiando do rim para a virilha, dor descendo pelo ureter.
SENSAÇÕES [43]
Dores: descendo pelas coxas.
Dores excruciantes: na região lombar esquerda; nos rins.
Dores violentas: na glande; na bexiga; nas costas.
Dores espasmódicas intensas: durante a micção.
Dores dilacerantes, em queimação: na ponta do pénis.
Dor lancinante: descendo pelo ureter esquerdo; até aos artelhos e plantas dos pés.
Dor contusiva: na região renal.
Dores surdas: na região lombar.
FASE DA VIDA, CONSTITUIÇÃO [47]
Indivíduos reumáticos ou gotosos sofrendo de cólicas renais.
Homem, æt. 50, sofre de ataques reumáticos quando viaja; cólica renal.
Madame Beretta, æt. 51, a menopausa instalou-se há dois anos, desde então sofre; cólica nefrítica.
Oficial da marinha, æt. 57, há seis meses teve o primeiro ataque, que o reteve na cama oito ou nove dias; cólica renal.
Oficial da marinha, æt. 58, sofre há dez anos; cólica nefrítica.
Homem, æt. 60, hábitos moderados; catarro da bexiga.
Homem, æt. 68, regular e moderado toda a vida, nunca teve sífilis nem gonorreia, sem profissão nem ofício, sofrendo há anos; catarro da bexiga.
Homem, æt. 68, sofrendo há muitos anos; aumento da glândula prostática.
Sra. P., primípara, deu à luz há duas semanas, desde então sofre; disúria.
Sra. M., sofrendo de marasmo há dez anos ou desde o climatério, quando teve um ataque de nefrite albuminosa; há três anos teve pulmonia; agora sofre de nefrite parenquimatosa; cólica renal.
Capitão de navio, sofrendo há anos de reumatismo e posteriormente de endocardite; cólica renal.
RELAÇÕES [48]
Comparar com: Chimaphila e Uva ursi em espasmo e ardor na bexiga, urina filamentosa; Hydrangea arb.; Berberis, que tem dores mais nas costas e nas ancas, e apresenta sedimento terroso.