Mercurius Sulfuricus
By Timothy F. Allen — Enciclopédia da Matéria Médica Pura
Sulfato mercúrico (em parte) SO4Hg2 HgO.
Hydrargyrum oxydatum sub-sulfuricum.
Præcipitatum flavum.
Túrpete mineral.
Preparação, triturações.
Autoridades.
1 , Neidhard, o Dr. Hamilton Ring tomou dois pós, cada um contendo 2 grãos da 3ª trit., com intervalo de uma semana, com os mesmos sintomas após cada dose; 1 a , tomou a 2ª trit. da mesma maneira, Appendix, N. A. Journ. of Hom., p. 281; 2 , Dr. J. C. Raymond, tomou 3ª trit. no primeiro e no quinto dias, 2ª trit. no décimo segundo e no décimo sétimo dias, ibid.; 3 , Dr. J. P. Dake, patogenesia, tomou 5 grãos da 3ª trit., N. A. J. of Hom., 3, 180; 4 , o mesmo, tomou 2 grãos da 2ª trit.; 5 , o mesmo, repetiu; 6 , Berridge, patogenesia, Dr. Croker tomou doses repetidas de 1/2 a 1 grão, em substância bruta, duas ou três vezes ao dia, durante uma semana, depois a 1ª trit. (1 a 30), M. Hom. Rev., 14, 108; 7 , Letheby, intoxicação de um rapaz de dezesseis anos por 1 dracma, Lond. Med. Gaz., 1847; 8 , Lowndes, efeito de cerca de 1 dracma, tomada para escabiose, Med. Times and Gaz., 1863; 9 , Taylor, caso fatal, Guy's Hosp. Rep., 1864.
MENTE
-
Emocional.
-
Delírio por vezes (após duas noites), 3.
-
Abatimento do ânimo (primeiro dia), 4.
-
Intelectual.
-
Aumento da clareza e da vivacidade mental, à noite (primeiro dia), 1.
-
Embotamento e sonolência (primeiro dia), 5.
-
Embotamento e sensação de frio (segundo dia), 2.
CABEÇA
-
Muita confusão na cabeça, durando várias horas (após uma hora), 1a.
-
Sensação inusitadamente confortável na cabeça, à noite (primeiro dia), 1.
-
Plenitude na cabeça e dores lancinantes esporádicas (primeiro dia), 3.
-
Dor de cabeça (após sete dias), 9. [10.]
-
Sensibilidade dolorosa por toda a cabeça após o café da manhã e ao movimentar-se (segundo dia), 4.
-
Sensação de peso e sensibilidade dolorosa por toda a cabeça (segundo dia), 5.
-
Dor surda na testa (segundo dia), 2.
-
Dor na cabeça sob a sutura coronal, ao despertar pela manhã; durante a manhã, ficou confinada à região frontal direita; dores surdas, estendendo-se profundamente para o cérebro, e muito desagradáveis durante o exercício; desapareceu à tarde (terceiro dia), 2.
-
Dor aguda na protuberância parietal direita; dores em pontada em outras partes da cabeça (primeiro dia), 4.
-
Prurido violento do couro cabeludo, durante toda a patogenesia, 2.
OLHO
- Opressão sobre os olhos, continuando por várias horas (após uma hora), 1a.
NARIZ
FACE
BOCA. [20.]
-
Gengivas e céu da boca de cor azul-escura (terceiro dia), 9.
-
Gengivas.
-
Gengivas de tonalidade azulada intensa, com margens ulceradas, 7.
-
Gengivas começando a ficar doloridas (terceiro dia), 8.
-
Língua.
-
Língua tingida ao longo do meio por coloração amarelo-esverdeada, 8.
-
Língua espessamente saburrosa e branca, inclinando ao amarelo na base; papilas aumentadas de volume, e suas pontas vermelhas projetam-se através do revestimento da língua (oitavo dia), 2.
-
Língua úmida, inchada (terceiro dia); saburrosa, inchada, porém úmida (sexto dia); coberta por saburra seca e negra (nono dia), 9.
-
Secura da língua e das fauces (primeiro dia), 3.
-
Sensibilidade dolorosa, como por escaldadura, na ponta da língua (quinto dia), 3.
-
Sensibilidade dolorosa na ponta da língua curada em oito ou dez horas (segundo dia), 5.
-
Boca em geral.
-
Lábios, gengivas, céu da boca e fauces têm aspecto seco e negro (oitavo dia), 9. [30.]
-
Língua e interior da boca vermelhos e inflamados, com sensação de escoriação (segundo dia), 9.
-
Lábios, gengivas, fauces, boca e língua inchados (segundo dia), 9.
-
Secura na boca e nas fauces (primeiro dia), 5.
GARGANTA. [40.]
-
Dor na garganta, 6.
-
Sensação de calor e constrição na garganta (após uma hora), 7.
-
Ardor na garganta (imediatamente), 3.
-
Dor escaldante na garganta, no tórax e no estômago (após dez minutos), 7.
-
Fauces.
-
Fauces algo inflamadas, 8.
-
Secura e leve escoriação das fauces (segundo dia), 5.
ESTÔMAGO
-
Apetite.
-
Alguma diminuição do apetite, por vários dias, 1.
-
Sem apetite para o jantar (primeiro dia); e por vários dias o apetite foi consideravelmente menor que o habitual, 1a.
-
Eructações.
-
Acidez no estômago, mas, sendo eu algo propenso a isso, não o considero sintoma do medicamento; tomei remédio para isso e encerrei a patogenesia (segundo dia), 5.
-
Enjoo e Êmese.
-
Sensação de enjoo que não passava logo, nem era facilmente aliviada por alimento, 6. [50.]
-
Enjoo constante (após uma hora), 7.
-
Muito enjoado; vômito de ingesta (após dez minutos), 7.
-
Êmese (logo), 8.
-
Vômitos amarelos violentos, a cada dez minutos (após dez minutos), 9.
-
Estômago tão irritável que nada permanecia nele por um instante sequer (segundo dia), 7.
-
Estômago.
-
A digestão ficou prejudicada, até que enfim, após a ceia, surgiu durante toda a noite uma sensação tão angustiante que, se o estômago não fosse aliviado, sobreviria um acesso; eructava, em intervalos, pequenas porções de alimento; em certo momento houve vômito com alívio; tomou um emético de Ipecac. pela manhã, que aliviou a dor, mas permaneceu total incapacidade para alimentar-se, uma espécie de certeza íntima de que o alimento não seria digerido; no dia seguinte, após suor excessivo à noite, os sintomas acima de dor, dispepsia e das evacuações foram pouco a pouco diminuindo de dia para dia, 6.
ABDÔMEN
-
Umbilical. [60.]
-
Dores na região do umbigo, após deitar-se (primeiro dia), 5.
-
Acordou à 1 A.M., com dores acentuadas ao longo do duodeno e descendo até a região do umbigo; tornaram-se tão intoleráveis que tomei Nux vom., houve melhora e adormeci; ao despertar novamente às 5, encontrei as dores menos intensas, associadas a sensibilidade dolorosa através do abdômen; tomei Nux vom. e encerrei a patogenesia (terceiro dia), 4.
-
Abdômen em geral.
-
Cólicas intensas, 8.
-
Sensibilidade dolorosa nos gânglios inguinais (segundo dia), 3.
ÂNUS
- Ânus dolorido (terceiro dia), 9.
EVACUAÇÕES
-
Soltura do ventre (segundo dia), 3 ; com alguma dor (segundo dia), 5.
-
Intestinos muito soltos (segundo dia), 7.
-
Purgação constante (após uma hora), 7.
-
Purgação intensa, 8.*
-
Purgação violenta (após dez minutos); evacuação em água de arroz, algo amarelada, 9.* [70.]
-
Evacuações moles, castanhas (após três dias), 9.
-
Evacuações mais moles e eliminadas mais cedo de manhã que o habitual (3ª trit.), 2.
-
Fezes mais pálidas que o habitual, tornando-se por fim cinzentas, 6.
-
Evacuação dura, escassa e retardada (2ª trit.), 2.
ÓRGÃOS URINÁRIOS
-
Vontade de urinar menos frequente que o habitual; grande urgência, com incapacidade de eliminar a quantidade habitual, no fim da tarde (segundo dia), 4.
-
Não conseguia urinar livremente como de costume (segundo dia), 5.
-
Urina aumentada em quantidade (3ª trit.), 2.
-
*Urina escassa e que escaldava, porém clara (após seis horas), 9.
ÓRGÃOS SEXUAIS
- Emissão involuntária e sonhos lascivos (primeira noite), 5.
ÓRGÃOS RESPIRATÓRIOS
-
Expectorou quantidade acentuada de muco da laringe e da traqueia (segundo dia), 4. [80.]
-
Laringe e traqueia livres de muco; geralmente acumulado ali pela manhã (segundo dia), 3.
-
Sensação de calor na laringe (primeiro dia), 3.
-
Sensação de aspereza na laringe, após o café da manhã (segundo dia), 5.
-
Disfonia esporádica (segundo dia), 5.
-
Expectoração incomum de muco (segundo dia), 5.
-
Fétor mercurial do hálito (segundo dia), 7 ; (terceiro dia), 7.
PULSO
-
Pulso 90 (habitualmente 75), (segundo dia); 94 (sétimo dia); 70 (oitavo dia), 2.
-
Pulso 90, trêmulo (após doze e vinte e quatro horas); 85, regular (após quarenta e oito horas); 90, mais mole (após sessenta horas); 90 (quarto e quinto dias); 86 (sexto dia); 90 às 10 P.M., 86 às 6 P.M., 80 às 12 P.M. (sétimo dia); 84 às 10 P.M.; 80, mole, às 12 P.M. (oitavo dia); 84 às 10 A.M., 90 às 2 P.M., 98 às 8 P.M., 100 às 12 P.M. (nono dia); 110 às 10 A.M., 120 às 3 P.M., 125 às 12 P.M. (décimo dia); 130, trêmulo e desigual (décimo primeiro dia), 9.
-
Pulso lento e pequeno (após dez minutos), 9.
-
Pulso regular, porém pequeno e fraco, 8.
EXTREMIDADES EM GERAL. [90.]
-
Atormentado por dor e cãibras nos membros, à noite, 7.
-
Após quatro semanas, as dores que permanecem estão nos membros, especialmente nas pernas, provocando sensação de fraqueza e cansaço, e dor e rigidez no joelho direito, especialmente ao descer um degrau; por alguns dias, sensação de pés quentes e tumefeitos, como na gota reumática; e, por dois dias, ligeiro inchaço e dolorimento na face interna do tornozelo esquerdo, como se ali fosse provável formar-se um furúnculo; tendência dos pés a inflamar, como se as botas fossem produzir bolhas ao caminhar; as botas parecem mais apertadas que o habitual; essa sensibilidade dolorosa provocada pelas botas, ao caminhar, parece localizar-se nas plantas, especialmente em torno dos dedos dos pés, sobretudo dos dois mais externos; é antes de caráter ardente; por dois dias a articulação tarso-metatarsiana do hálux direito pareceu propensa a inflamar, como se a gota reumática estivesse para instalar-se, 6.
-
Latejamento violento no braço esquerdo, começando acima do cotovelo no trajeto do nervo braquial e estendendo-se pelo nervo radial até o punho, seguido de dor semelhante à produzida por um golpe no braço abaixo da inserção do músculo deltóide; a dor afetava, principalmente, o lado radial do antebraço, o polegar e o dedo indicador, às 8h30 A.M. (segundo dia), 2.
-
Entorpecimento do antebraço e da mão, também da mão direita (segundo dia), 2.
EXTREMIDADES SUPERIORES
- Dores lancinantes nos punhos e ao longo dos metacarpos (primeiro dia), 4.
EXTREMIDADES INFERIORES
-
Dor nos joelhos e mancar, notados especialmente ao caminhar (décimo terceiro dia), 2.
-
Dor na barriga da perna direita (primeiro dia), 4.
-
Entorpecimento na concavidade do pé direito (primeiro dia), 4.
SINTOMAS GERAIS
-
Sensação de debilidade acentuada, continuando por várias horas (após uma hora), 1a.
-
Mal-estar no fim da tarde (segundo dia), 4. [100.]
-
Irrequieto, 9.
-
Dores por toda parte, especialmente na parte inferior das costas e nos membros, 6.
SONO E SONHOS
-
Sonolência.
-
Sonolência à tarde (quarto dia), 3.
-
Sonolência incomum à tarde (terceiro dia), 3.
-
Excessivamente sonolento na hora de levantar-se (segundo dia), 4.
-
Insônia.
-
Noite agitada, com sonhos e delírio (após duas noites), 9.
-
Passou uma noite em vigília e agitada (primeiro dia); vigília após a meia-noite (terceiro dia); vigília, e sonhos após a meia-noite (sexto dia); passou uma noite agitada (oitavo dia), 2.
-
Sonhos.
-
Sonhos de viagem em meio a muitas perplexidades (primeira noite), 5.
-
Sonhos lascivos e emissão involuntária (primeira noite), 5. [110.]
-
Sonhos vívidos de incêndios, esforçando-se para apagá-los; vendo uma pessoa enforcada, e outra esquartejada, vendo o sangue e os restos mutilados (primeira noite); sonhos vívidos de fogo (oitavo dia), 2.
FEBRE
-
Sensação de frio.
-
Pele fria e pegajosa (após dez minutos), 9.*
-
Sentia frio (após uma hora), 7.
-
Calafrios no fim da tarde (segundo dia), 4.
-
Calafrios das 12 M. às 1h30 P.M. (sétimo dia); calafrios, com enjoo, das 10 A.M. às 2 P.M. (nono dia); leve calafrio (décimo primeiro dia); calafrios mais leves (décimo quinto dia); calafrios em dias alternados (do décimo oitavo ao vigésimo quinto dia), 2.
-
Calafrios rastejantes subindo pelas costas; quando alcançavam o pescoço, seguia-se um estremecimento geral (segundo dia), 2.
-
Frieza glacial das mãos; unhas azuladas (segundo dia), 2.
-
Calor.
-
Leve sensação febril (segundo dia), 2.
-
Leve febre (segundo dia), 7.
-
Ardor no rosto e nas orelhas (segundo dia), 2.
-
Suor. [120.]
-
Suor excessivo, à noite, 6.*
NOTA IMPORTANTE DO DR. LIPPE
-
Merc. sulf. é tão importante no hidrotórax quanto o Arsênico. Curou vários casos; um foi referido por Ad. Lippe, e outro caso pelo Dr. C. Miller (Montreal). Recuperações completas após diarreia aquosa muito profusa.
-
*Evacuações soltas, aquosas, provocando intenso ardor e sensibilidade dolorosa do ânus.
-
*Evacuações aquosas muito profusas (aliviando a dispneia).
-
*Grande dispneia; precisa sentar-se; não consegue deitar-se; respiração rápida e curta.
-
*Ardor no tórax.
-
*Tumefação edematosa das pernas.