Juncus effusus

por Timothy F. AllenEnciclopédia da Matéria Médica Pura

Referência histórica para profissionais e estudantes. As afirmações abaixo refletem os ensinamentos homeopáticos do autor indicado e não comprovam a eficácia do tratamento. Este texto não constitui aconselhamento médico e não deve substituir um diagnóstico ou cuidados adequados.

Juncus effusus, Linn.

Ordem natural , Juncaceæ.

Nomes comuns , (alemão), Simse; (inglês), Soft Rush; (francês), Le Jonc.

Preparação , Tintura (provavelmente da raiz).

Autoridade.

Dr. Wahle, patogenesia, Archiv f. Hom. Heilk., 19, parte 2, p. 183.

MENTE

  • Ansiedade pela manhã, durante um sono parcial e leve, como por afluxo de sangue, com palpitações frequentes, de modo que era forçado a sentar-se ereto; ao fazê-lo, desaparecia (quinto dia).

CABEÇA

  • Tontura.

  • Tontura como se tudo girasse em círculo, durante o repouso (após cinco horas).

  • Tontura com enjoo, ao caminhar (após meia hora).

  • Cabeça em geral.

  • Dor de cabeça compressiva e puxante, estendendo-se da frente para trás.

  • Testa.

  • Dor de cabeça como se a testa fosse partir-se ao meio, ao abaixar-se; sente como se a testa fosse rebentar.

  • Ao erguer-se na cama pela manhã, dor terebrante, como em supuração, na testa e no occipício, que desaparece logo em seguida ao deitar-se novamente (após vinte e quatro horas).

  • Dor de cabeça pressiva acima da testa.

  • Occipício.

  • Sensação de borbulhamento no lado direito do osso occipital, que se estende até a orelha direita, onde deixa uma sensação pressiva surda.

OLHO

  • Coceira nas bordas das pálpebras, desaparecendo ao esfregar.

OUVIDO. [10.]

  • Dor cãibriforme na orelha externa.

  • Sensação como se o meato auditivo interno estivesse tumefeito.

NARIZ

  • Objetivo.

  • Coriza obstruída.

  • Coriza obstruída durante quatro ou cinco dias.

  • Subjetivo.

  • Vontade de espirrar, como se estivesse com coriza.

  • Coceira na superfície interna da narina esquerda.

FACE

  • Dor no lado externo do lábio superior, como se uma farpa nele se cravasse.

  • Dor com pontada e coceira acima da comissura esquerda da boca, como se uma farpa ali se cravasse, pela manhã.

  • Sensação desagradável de borbulhamento na articulação direita do maxilar inferior, deixando sensação como se as partes estivessem tumefeitas.

BOCA

  • Odontalgia com pontadas surdas. [20.]

  • Língua saburrosa, branco-amarelada, com gosto viscoso na boca após o jantar.

  • Gosto viscoso na língua, com saburra amarela.

GARGANTA

  • Garganta escura e áspera.

  • Pigarreia grande quantidade de muco amarelo, sem tossir, durante vários dias (após quatro dias).

  • Pressão na garganta ao engolir, como se as amígdalas estivessem congestionadas e tumefeitas.

ESTÔMAGO

  • Tumefação na região do epigástrio.

  • Opressão no epigástrio, como se tudo ali estivesse demasiado cheio e tumefeito (após vinte e quatro horas).

  • Dor puxante espasmódica no epigástrio e na região epigástrica, agravada pela pressão da mão.

  • Pressão no epigástrio.

ABDÓMEN

  • Rumor abdominal contínuo e sons no abdómen, como se fosse sobrevir diarreia. [30.]

  • Rumor abdominal constante obriga-o a ir evacuar, mas não se segue evacuação, apenas emissão de flatulência (após quatro horas).

  • A flatulência acumula-se abaixo dos hipocôndrios e causa pressão e sensação de distensão para fora (após vinte e quatro horas).

  • Sensação de obstrução e pressão no abdómen, como se tudo estivesse demasiado cheio (após catorze horas).

  • Dor puxante no púbis, repetida três vezes, enquanto sentado.

  • Cólica como se tivesse apanhado frio e fosse sobrevir diarreia, à noite (após catorze horas).

  • Cólica retorcedora enquanto em casa (após quarenta e oito horas).

  • Dor como de supuração no lado direito do abdómen.

  • Dor com coceira e pontadas na região ilíaca esquerda (após trinta e seis horas).

  • Pontada aguda, estendendo-se profundamente para dentro, acima da crista ilíaca, tirando-lhe a respiração.

  • Sensação invulgar de alívio dos sintomas abdominais após emissão de flatulência.

RETO. [40.]

  • Coceira no reto.

EVACUAÇÃO

  • Evacuação rala, composta de pequenos grumos (após vinte e quatro horas).

ÓRGÃOS DO APARELHO URINÁRIO

  • Uretra.

  • Ligeiro prurido ardente na uretra.

  • Tensão na uretra, com sensação como se algo vivo rastejasse dentro dela.

  • Urina.

  • A urina parece água barrenta.

  • A urina deposita um sedimento vermelho após ficar em repouso por algumas horas (após vinte horas).

ÓRGÃOS DO APARELHO RESPIRATÓRIO

  • Dispneia.

PEITO

  • Dor puxante e tensional na porção inferior do peito, à inspiração, persistente por vários dias.

  • Pressão sobre ambas as clavículas, como se tivesse carregado um grande peso.

  • Dor compressiva transversal através da porção inferior do peito, assim que se deita de costas, desaparecendo logo em seguida ao deitar-se de lado (após quarenta e oito horas). [50.]

  • Dor violenta e pressiva na porção inferior do peito, pior na expiração e agravada ao inclinar o corpo para os lados (após três horas).

  • Sensação de peso no peito, como por um grande peso.

  • Dor como se todo o peito estivesse esmagado (após três dias).

  • Pontada que começa na terceira falsa costela esquerda e se estende ao mamilo direito.

  • Todo o interior do peito dói como se estivesse em supuração, especialmente se ele se vira da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda.

  • Dor excessiva na parte média do diafragma ao pigarrear muco, como se estivesse aderido por baixo e inflamado (após setenta e seis horas).

  • Parte anterior.

  • Dor como se a porção inferior do esterno fosse comprimida para dentro (após três horas).

  • Pontada no esterno.

  • Dor surda com pontada, como de supuração, na parte superior do esterno, na expiração.

PESCOÇO E COSTAS

  • Pescoço.

  • Tensão dolorosa e repuxamento nos músculos cervicais esquerdos. [60.]

  • Repuxamento paralítico doloroso no lado esquerdo do pescoço (após sete dias).

  • Sensação pressiva e puxante nas vértebras cervicais, como se puxasse a cabeça para o lado direito.

  • Repuxamento espasmódico nos tendões dos músculos cervicais direitos.

  • Dorso.

  • Dor tensional entre as escápulas.

  • Repuxamento e puxões nas vértebras dorsais, como se fosse dobrado para trás; frequentemente repetidos.

  • Dor como de contusão em ambas as escápulas.

  • Lombar.

  • Dor pressiva nos lombos.

  • Dor pressiva nos lombos, que causa ansiedade.

  • Dor pressiva angustiosa nos lombos.

EXTREMIDADES EM GERAL

  • Estalidos indolores nas articulações.

EXTREMIDADES SUPERIORES

  • Ombro. [70.]

  • Dor surda com pontada na axila esquerda, à noite, na cama.

  • Contrações visíveis dos músculos deltóides.

  • Braço.

  • Dor pressiva, surda e com pontadas, no lado externo do úmero direito.

  • Cotovelo.

  • Dor por pressão nos ligamentos da articulação do cotovelo direito, durante o repouso.

  • Dor paralítica pressiva na dobra do cotovelo direito, desaparecendo pouco a pouco ao estender o braço, mas renovando-se logo em seguida ao flexioná-lo, persistindo por vários dias (após quatro horas).

  • Dor como por entorse na articulação do cotovelo direito (após doze horas).

  • Dor lacerante e pressiva no lado interno da articulação do cotovelo direito.

  • Antebraço.

  • Dor puxante nos ossos do antebraço esquerdo.

  • Dor como de pancada nas porções externas de ambos os antebraços, durante o repouso e o movimento.

  • Punho.

  • Dor terebrante nos ossos do punho, tanto durante o repouso como o movimento. [80.]

  • Dor lacerante nos ossos do punho esquerdo, estendendo-se em direção ao polegar.

  • Mão.

  • Dor cãibriforme na mão esquerda ao escrever (sétimo dia).

  • Dedos.

  • Dor cãibriforme no segundo dedo da mão esquerda (após duas horas).

  • Dor cãibriforme nos dedos da mão esquerda, como se fossem contrair-se, desaparecendo com o movimento (após doze horas).

  • Dor puxante no dedo mínimo direito.

  • Pontadas como de agulhas no dedo indicador esquerdo.

  • Dor lacerante na articulação do polegar direito, com violento borbulhamento (como a batida do pulso), persistindo por vários minutos.

  • Formigueiro no polegar esquerdo, que fica dormente.

EXTREMIDADES INFERIORES

  • Anca.

  • Ao caminhar, rigidez na anca direita, como se os tendões fossem demasiado curtos.

  • Coxa.

  • Beliscão como por tenazes nos músculos glúteos esquerdos. [90.]

  • Repuxamento paralítico estendendo-se para baixo pela coxa esquerda (após quarenta e oito horas).

  • Dor puxante na coxa esquerda.

  • Dor com pontadas ao longo da coxa direita, seguida de sensação pressiva (após um quarto de hora).

  • Várias pontadas sucessivas, como de agulha, no lado externo da coxa esquerda.

  • Contrações nos músculos glúteos esquerdos, como se algo vivo estivesse sob eles (após vinte e quatro horas).

  • Dor como de contusão nas coxas e nas escápulas, como se a carne estivesse arrancada, persistindo por dois dias.

  • Dor no lado interno da coxa direita, perto do joelho, como se ali tivesse recebido uma pancada violenta (quinto dia).

  • Joelho.

  • Dor puxante nos tendões da articulação do joelho esquerdo.

  • Dor puxante surda na articulação do joelho direito, durante o repouso.

  • Pontada no joelho direito. [100.]

  • Dor surda com pontada na rótula direita, na cama.

  • Três pontadas sucessivas na dobra do joelho direito, ao caminhar e durante o repouso.

  • Dor em sacudidas na articulação do joelho direito, depois nas articulações de ambos os maxilares e nas clavículas.

  • Dor borbulhante constante na articulação do joelho direito.

  • Perna.

  • Sensação de peso nas barrigas das pernas e nos músculos das pernas (após dezoito horas).

  • Tensão no tendão de Aquiles, como se estivesse tumefeito e demasiado curto, assim que dobra o pé esquerdo para diante.

  • Dor puxante dolorosa ao longo da tíbia direita.

  • Dor puxante muito dolorosa nos ossos das pernas, durante o repouso, desaparecendo com o movimento (quinto dia).

  • Dor por pressão e latejamento na perna esquerda, pela manhã.

  • Borbulhamento e dor puxante nos músculos das barrigas das pernas. [110.]

  • Dor borbulhante nos ossos da perna esquerda, persistindo por três horas (após cinco horas).

  • Tremor e borbulhamento na tíbia e nos dedos médios dos pés, enquanto deitado (após catorze horas).

  • Tornozelo.

  • Dor como por entorse no tornozelo esquerdo, durante o repouso.

  • Dor como por entorse no maléolo interno do tornozelo esquerdo, pela manhã (após vinte e quatro horas).

  • Pontada aguda no maléolo interno do pé direito, que lhe tira a respiração.

  • Dor pulsátil no maléolo interno do pé direito.

  • Dor em sacudidas, ora no tornozelo esquerdo, ora no direito.

  • Pé.

  • Formigueiro como por adormecimento, ora na planta do pé direito, ora na articulação do joelho esquerdo (após dez horas).

PELE

  • Prurido com formigueiro na cicatriz de uma ferida incisa recebida vários anos antes, com elevação da cicatriz como se fosse irromper (após oito horas).

  • Coceira na parte anterior do pênis. [120.]

  • Coceira no escroto, desaparecendo ao esfregar.

  • Coceira e dor em sacudidas no joelho direito.

  • Coceira na parte superior das barrigas das pernas, nas articulações dos joelhos e na face interna das coxas, desaparecendo ao coçar, seguida de ardor violento, à noite, na cama (após dezesseis horas).

SONO E SONHOS

  • Acorda muito cedo pela manhã, sem conseguir adormecer novamente.

  • Sonhos aflitivos e tristes.

  • Sonhos cheios de caçadas; ri alto durante o sono.

  • Sonha que o abdómen está coberto de verrugas e úlceras, às quais permanece indiferente.

FEBRE

  • Sensação de frio por todo o corpo, imediatamente ao sair da cama pela manhã (após vinte e quatro horas).

  • Ao levantar um pouco as cobertas da cama e deixar que um pouco de ar chegue aos pés, fica com sensação de frio por todo o corpo.

  • Arrepios.

  • Arrepios repetidos.

CONDIÇÕES

  • Agravação.

  • ( Manhã ), Todas as dores renovam-se, especialmente no peito e na garganta; durante o sono parcial, ansiedade, etc.; ao erguer-se na cama, dor na testa, etc.; dor acima da comissura da boca; pressão, etc., na perna.

  • ( Noite ), Todas as dores; todas as dores renovam-se, especialmente no peito e na garganta; na cama, dor na axila.

  • ( Ao inclinar o corpo para os lados ), Dor na parte inferior do peito.

  • ( Expiração ), Dor na parte inferior do peito; dor no esterno.

  • ( Ao flexionar o braço ), Dor na dobra do cotovelo.

  • ( Deitado de costas ), Dor transversal na parte inferior do peito.

  • ( Pressão ), Dor no epigástrio, etc.

  • ( Durante o repouso ), Pressão nos ligamentos das articulações do cotovelo; dor na articulação do joelho; dor puxante nos ossos das pernas.

  • ( Ao escrever ), Dor na mão.

  • Melhora.

  • ( Ao inclinar-se para diante ), Dor no peito.

  • ( Emissão de flatulência ), Alívio dos sintomas abdominais.

  • ( Movimento ), Dor nos dedos.

  • ( Pressão ), Dor no peito.

  • ( Ao estender o braço ), Dor na dobra do cotovelo.

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