Coca. (Erythroxylon Coca.)
By Constantine Hering — Os Sintomas-Guia da Nossa Matéria Médica
Coca. Lineæ (subordem Erythroxyleæ).
Mais aparentada com as Malpighiaceæ e as Sapindaceæ, depois com as Aceripaceæ e as Rhizoboleæ.
Arbusto de seis a oito pés de altura, com pequenas flores brancas e folhas de um verde vivo. As folhas têm duas polegadas e meia de comprimento e metade disso de largura; o sinal característico da folha é uma linha arqueada de cada lado da nervura mediana. A Coca foi usada pela primeira vez nos Estados Unidos como antídoto contra o tabaco. Sabe-se que está em uso entre os peruanos desde a Conquista. No tempo dos Incas, a Coca era considerada sagrada. É largamente cultivada na Bolívia por causa de suas folhas, muito usadas naquele país para mascar. Em 1856, a venda das folhas assegurou à República uma renda de treze milhões de francos. Hoje está em uso geral entre os índios como bebida narcotizante. A planta, propagada por sementes em viveiros, começa a produzir em dezoito meses e continua produtiva por meio século.
Em 1856 foi submetida à patogenesia por Clotar Müller, Hom. Viert., vol. 7, p. 443. Patogenesia por Stokes, em Mon. Hom. Rev., vol. 3, p. 275, em 1859. Patogenesias foram sugeridas em 1867 por W. S. Searle, em N. A. J. of H., vol. 16, p. 1, e realizadas no mesmo ano por Berridge, Croker, Ray e Scheibler. Outras patogenesias foram feitas, em 1869, por Lilienthal, Safford, Williams, Ferguson e Labeau. Em 1870, C. Hering fez uma disposição completa dos efeitos, a partir de todas as fontes disponíveis, sob a forma de uma monografia, para o Journal of Materia Medica.
AUTORIDADES CLÍNICAS.
- Choques na cabeça, Searle, Organon, vol. 3, p. 359; Constipação intestinal crônica, Stokes, Organon, vol. 3, p. 267; Tosse, Berridge, H. M., vol. 10, p. 110; Tísica pulmonar, E. W. Berridge, H. M., 1874, p. 110; Cardiopatia, Œhme, A. H. Z., vol. 101, p. 101; Excesso de esforço ao subir alturas, Richter B. J. H., vol. 34, p. 163; Três anos de doença causada pela retirada de câncer, N. Williams, Hom. Clinics, vol. 2, p. 269; Hábito de morfina e ópio, Œhme, A. H. Z., vol. 101, p. 100.
MENTE [1]
Melancolia por esgotamento nervoso.
Hipocondríase. θ Amenorreia. θ Dismenorreia. θ Veta.
Acabrunhado, tímido, pouco à vontade em sociedade.
Tristeza, irritabilidade; deleita-se apenas na solidão e na obscuridade; frequentemente dá provas de obstinação.
Notável aversão a esforço de qualquer espécie em consequência de esgotamento nervoso.
Perda de energia.
Às vezes demora a encontrar as palavras para se expressar.
Depressão mental com começo de atrofia.
Dominado por ansiedade indescritível. θ Veta.
Sensação de angústia aumentada pelo fracasso de todo esforço para lutar contra o cansaço; o tormento só diminui com repouso completo. θ Veta.
Obtusão mental. θ Veta.
O cérebro parece tão embotado que não consegue ler com compreensão.
Leve excitação, seguida de vigília.
Humor irritadiço. θ Veta.
Confere disposição incomum; alegra o coração, aclara a mente e renova as forças corporais para as tarefas vigorosas da vida.
Falta de força de vontade; tremor e depressão mental.
SENSÓRIO [2]
Aturdimento e tontura.
Vertigem. θ Veta.
Medo de cair ao caminhar; vertigem com passos rápidos involuntários ao andar, cabeça inclinada para diante, com tontura e medo de cair; o enjoo e a sensação vertiginosa tornam-no inapto para o trabalho mental; tontura, com pressão na parte posterior da cabeça e cansaço.
Desmaio e mal-estar violento. θ Veta.
Crises de desmaio por fraqueza nervosa.
INTERIOR DA CABEÇA [3]
Sensação de tensão sobre a fronte, como se uma faixa de borracha estendida a comprimisse.
Plenitude na fronte e sensação embotada em toda a testa.
Dor de cabeça muito intensa logo acima dos olhos, com zumbido grave nos ouvidos.
Dor de cabeça logo acima das sobrancelhas, não constante; < ao erguer a cabeça ou voltar os olhos para cima.
Dor de cabeça frontal surda, que desaparece ao pôr do sol, seguida por um estado de exaltação mental.
Leves dores lancinantes na têmpora direita.
Dor de cabeça na têmpora direita pela manhã, aguda ao levantar-se pela primeira vez e durante todo o dia ao olhar para cima; a dor dispara da têmpora em linha reta até o vértice, deixando uma sensação dolorida.
Dor de cabeça opressiva no lado direito do occipício e no lado direito da fronte, com tontura e sensação de frio após o jantar; > para o anoitecer.
Choques na cabeça, com sensação surda de plenitude no occipício, com vertigem, < ao deitar-se; muitas vezes a única posição possível na cama é de bruços.
Occipício doloroso, sensível ao toque; dores < ao tossir.
Dor de cabeça no occipício, com sensação de frio e febre leve.
Dor de cabeça occipital.
Dor de cabeça à tarde, com sensação de frio.
Dor de cabeça com sensação de secura na garganta.
Afluxo de sangue à cabeça e aos pulmões.
Dor de cabeça > após comer, retornando em três horas e meia e cessando ao pôr do sol.
Cefaleia nervosa com enjoo; enxaqueca.
EXTERIOR DA CABEÇA [4]
Occipício doloroso e sensível ao toque; dor < ao tossir. θ Tísica.
VISÃO E OLHOS [5]
Grande intolerância à luz, com notável dilatação das pupilas.
Nuvem escura diante dos olhos; olhos intensamente avermelhados até jorrarem lágrimas sanguinolentas. θ Veta.
Pontos brancos, escuros ou flamejantes diante dos olhos; cintilação ou clarões; as letras parecem fundir-se umas nas outras.
Visão indistinta, logo seguida de dor de cabeça e enjoo. θ Veta.
Dor dolorida atrás dos olhos, fazendo-os parecer como se convergissem para dentro.
AUDIÇÃO E OUVIDOS [6]
Tinido nos ouvidos com febre.
Tinidos altos, zumbidos e rumores nos ouvidos. θ Veta.
Surdez de três meses de duração, em um velho soldado, æt. 102; queixava-se de ruído na cabeça e de não conseguir ouvir a si mesmo quando lia em voz alta.
OLFATO E NARIZ [7]
Epistaxe passando da direita para a esquerda.
FACE SUPERIOR [8]
Lábios azulados, inchados, gretados. θ Veta.
Lábios e gengivas pálidos; secura dos lábios e da boca.
Ulcerações na comissura dos lábios.
DENTES E GENGIVAS [10]
Previne a cárie dentária.
PALADAR, FALA, LÍNGUA [11]
Paladar e língua
Sem gosto pela manhã.
Língua muito saburrosa.
CAVIDADE BUCAL [12]
Secura dos lábios e da boca, especialmente ao despertar.
À noite e pela manhã, sensação na boca e no céu da boca como se tivesse comido pimenta.
Hálito fétido.
PALATO E GARGANTA [13]
Nítida sensação de inchaço da úvula, dificuldade para engolir.
De manhã cedo, sensação de secura na garganta, muito incômoda ao engolir, como se estivesse inchada.
APETITE, SEDE. DESEJOS, AVERSÕES [14]
Grande apetite.
Retarda a fome e a sede.
Grande saciedade, sem desejo de alimento, por longo tempo.
Inapetência, especialmente para alimentos sólidos.
Grande sede.
Desejo de bebidas alcoólicas e de tabaco, seus estimulantes habituais.
COMER E BEBER [15]
Só consegue comer pouco de cada vez. θ Constipação intestinal crônica.
Agravos por alimentos salgados.
SOLUÇOS, ERUCTAÇÕES, NÁUSEA E ÊMESE [16]
Náusea com vertigem.
Soluços após a ceia.
Eructações frequentes.
Os flatos sobem com tal força que parece que o esôfago será rasgado por eles. θ Constipação intestinal crônica.
ESCROBÍCULO E ESTÔMAGO [17]
Sensação de vazio ou de plenitude no estômago.
Digestão fraca e difícil.
Catarro do estômago; gastralgia; dispepsia.
Dispepsia confirmada, especialmente em hipocondríacos.
HIPOCÔNDRIOS [18]
Pressão e tensão nos hipocôndrios, após as refeições.
ABDÔMEN E LOMBOS [19]
Flatulência.
Palpitação violenta por flatos encarcerados, que às vezes sobem com tal força que parece que o esôfago será rasgado por eles. θ Constipação intestinal crônica.
Dor abdominal muito intensa, com distensão timpânica do abdômen, > por frequentes eliminações de flatos inodoros.
Estufamento do abdômen.
Cólica espasmódica; enteralgia.
Afecções pituitosas dos órgãos abdominais.
EVACUAÇÕES E RETO [20]
Os flatos intestinais cheiram a pólvora queimada.
Desejo constante de evacuar. θ Após gonorreia.
Disenteria. θ Veta.
Todos os dias o intestino funcionava uma hora mais tarde.
Constipação intestinal por inatividade do reto.
Hemorroidas dolorosas ao caminhar ou sentar.
ÓRGÃOS DO APARELHO URINÁRIO [21]
Levanta-se à noite para urinar.
Urina copiosa, com sedimento vermelho-escuro aderente ao recipiente.
Dor no períneo ao fim da urinação; jato de urina torcido; gotejamento; sedimento floculento de cor alaranjada reúne-se num ponto, «como uma esponja»; odor amoniacal. θ Após gonorreia suprimida.
A urina, depois de repousar, deposita um sedimento gelatinoso branco-amarelado, aderente ao recipiente; às vezes, uma película oleosa iridescente na superfície. θ Tísica pulmonar. θ Tosse.
A urina torna-se turva depois de repousar e fica coberta por uma película clara.
Enurese noturna.
ÓRGÃOS SEXUAIS MASCULINOS [22]
Prostração nervosa por excessos sexuais.
Espermatorreia e impotência parcial.
ÓRGÃOS SEXUAIS FEMININOS [23]
As menstruações correm em jorros, despertando-a do sono profundo.
VOZ E LARINGE. TRAQUEIA E BRÔNQUIOS [25]
Fraqueza da voz.
Tísica laríngea, quando, por irritabilidade da faringe, o estômago não retinha alimento algum.
Sente-se muito mais forte na voz; pode cantar muito mais alto e com mais clareza.
RESPIRAÇÃO [26]
Dispneia dolorosa. θ Veta.
À noite, na cama, opressão intensíssima, com grande ansiedade e prostração.
Opressão dolorosa no peito e necessidade contínua de respirar profundamente.
Opressão respiratória durante as horas noturnas.
É obrigado a parar e puxar o ar, mal conseguindo fazê-lo. θ Veta.
Peso no peito e respiração obstruída obrigavam-no a caminhar devagar.
Respiração dificultada, palpitação violenta, com sensação de cansaço, tornando impossível prosseguir. θ Veta.
Dispneia espasmódica frequente. θ Constipação intestinal crônica.
Dispneia por enfisema, asma ou cardiopatia.
Falta de ar nos que praticam esportes atléticos; ou nos que usam tabaco ou uísque em excesso.
Hemoptise. θ Veta.
TOSSE [27]
Tosse leve, provocando formigamento nas mãos.
Ao tossir, dor no occipício.
Tosse, pela manhã, com expectoração esbranquiçada-amarelada, densa e viscosa; ao mesmo tempo, secura da boca e da garganta com sede.
Tosse seca à noite, na cama.
Tosse por ar frio e por caminhar depressa.
Escarro escasso, mas que alivia. θ Tosse.
Expectoração de pequenos grumos, como amido cozido, logo após levantar-se de manhã.
INTERIOR DO PEITO E PULMÕES [28]
Em vão procura encher os pulmões de ar por inspirações profundas e máxima expansão do peito. θ Veta.
Dores sob as clavículas, mais intensas sob a esquerda.
Durante todo o dia, sensação de constrição na porção superior de ambos os pulmões.
Dores lancinantes transitórias no pulmão esquerdo, entre a terceira e a sexta costelas, < durante uma inspiração profunda.
Subitamente acometida de cãibra no peito; ficou completamente fria e não pôde continuar a subida. θ Excesso de esforço ao subir alturas.
Afluxo de sangue ao peito com leve dor de cabeça. θ Veta.
Enfisema. θ Tísica pulmonar.
CORAÇÃO, PULSO E CIRCULAÇÃO [29]
Batimento do coração contra as costelas, audível. θ Veta.
Palpitação do coração com fraqueza geral. θ Veta.
Palpitação violenta por flatos encarcerados. θ Constipação intestinal crônica.
Angina do peito ao subir; ficou completamente fria.
Esgotamento do coração com ação irregular.
Cardiopatia funcional por excesso de esforço.
Aumento da frequência do pulso; em um caso, de 70 para 143 batimentos por minuto.
Pulso 108 a 120. θ Veta.
Pulso fraco, acelerado, pequeno.
Pulso intermitente a cada quinto batimento. θ Cardiopatia.
PAREDE TORÁCICA [30]
Espasmo no peito. θ Por excesso de fadiga ao subir uma montanha.
MEMBROS SUPERIORES [32]
Dor no quarto dedo da mão direita; estava frio e assim permaneceu por semanas, afetando também o dedo mínimo.
MEMBROS INFERIORES [33]
Fraqueza ao caminhar.
Capacidade de andar diminuída. θ Constipação intestinal crônica.
MEMBROS EM GERAL [34]
Sensação de frio interno, com entorpecimento das mãos e dos pés. θ Veta.
Reumatismo desencadeado pelo menor frio.
REPOUSO. POSIÇÃO. MOVIMENTO [35]
Repouso: angústia, cansaço e tormento só diminuem com repouso completo; a cada dez passos é obrigado a descansar.
Sentar-se: hemorroidas dolorosas.
Deitar-se: < choques na cabeça, sensação surda de plenitude no occipício.
É obrigado a parar e puxar o ar, mal conseguindo fazê-lo.
Deita-se no chão, incapaz de arrastar-se mais adiante.
Impossível fazer qualquer esforço; lassitude, desejo de permanecer constantemente na cama.
Cabeça inclinada para diante, com tontura e medo de cair.
A única posição possível na cama é de bruços.
Acorda à noite deitado de costas.
Erguer a cabeça ou voltar os olhos para cima < dor de cabeça.
Caminhar: medo de cair; passos rápidos involuntários; hemorroidas dolorosas; tosse; fraqueza.
Peso no peito e respiração obstruída, obrigando-o a caminhar devagar.
NERVOS [36]
Retarda a fome e confere disposição incomum, permitindo subir a grandes alturas, carregar fardos ou correr rapidamente sem sensação de fadiga nem falta de ar.
Eretismo na esfera sensitiva.
Nervosidade e inquietação noturna das crianças durante a dentição.
Não consegue ver o vermelho em parte alguma. θ Veta.
Depressão nervosa, resultado de excesso de trabalho, ansiedade mental, excessos sexuais ou abuso do tabaco.
Tremores; deita-se no chão, corporal e mentalmente incapaz de arrastar-se mais adiante, semi-inconsciente. θ Veta.
A sensação de cansaço chega à impossibilidade de avançar, em virtude da respiração dificultada e da palpitação violenta do coração. θ Veta.
Impossível fazer qualquer esforço, lassitude com desejo de permanecer constantemente na cama. θ Após operação por câncer.
Debilidade durante a convalescença de tifo.
Crises de desmaio por fraqueza nervosa.
Afecções histéricas.
SONO [37]
Sonolência e cansaço constante, que não conduzem a sono reparador. θ Veta.
Inclinação ao sono, mas não consegue repousar.
Acorda à noite, deitado de costas.
Insônia à noite, ou sono demasiado profundo e pesado.
TEMPO [38]
De manhã cedo: sensação de secura na garganta.
Pela manhã: ao levantar-se pela primeira vez, dor de cabeça aguda na têmpora direita; sem gosto; sensação na boca e no céu da boca como se tivesse comido pimenta; tosse, com expectoração esbranquiçada-amarelada, densa e viscosa; secura da boca e da garganta com sede.
À tarde: dor de cabeça com sensação de frio.
Após o jantar: tontura e sensação de frio.
Após a ceia: soluços.
À noite: na cama, opressão intensíssima com grande ansiedade e prostração; na cama, tosse seca.
À noite: sensação na boca e no céu da boca como se tivesse comido pimenta; levanta-se para urinar; enurese; opressão respiratória; acorda deitado de costas; insônia, ou sono demasiado profundo e pesado, calor e insônia, com batimento nas artérias.
TEMPERATURA E TEMPO ATMOSFÉRICO [39]
Ar frio: tosse por.
Frio: reumatismo pelo menor.
Pior em todos os estados do tempo com barômetro baixo; também se as remissões sobrevêm durante as elevações do barômetro.
FEBRE [40]
Sensação de frio e dor de cabeça à tarde.
À noite, calor e insônia, com batimento nas artérias.
Afrontamentos nas costas e ardor no abdômen.
A febre distingue-se pelo extremo cansaço que a acompanha.
Debilidade durante a convalescença de febres adinâmicas.
Suores noturnos.
CRISES, PERIODICIDADE [41]
Espasmódico: cólica; dispneia.
Súbito: ataque de cãibra no peito.
Transitória: dor lancinante no pulmão esquerdo.
Frequentes: eructações; eliminações de flatos inodoros.
Constante: desejo de evacuar; necessidade de respirar profundamente; cansaço e inclinação ao sono.
Por longo tempo: grande saciedade.
Durante todo o dia: dor de cabeça na têmpora direita ao olhar para cima; constrição na porção superior de ambos os pulmões.
Todos os dias: o intestino funcionava uma hora mais tarde.
Dor de cabeça frontal surda, que desaparece ao pôr do sol.
Dor de cabeça > após comer, retornando em três horas e meia e cessando ao pôr do sol.
Noturna: inquietação das crianças, durante a dentição.
Agravações da meia-noite às 4 A. M., ou das 10 A. M. às 2 P. M.
Por semanas: dor e frieza no quarto dedo da mão direita, afetando também o dedo mínimo.
Surdez de três meses de duração.
Crônica: constipação intestinal; dispepsia.
LOCALIZAÇÃO E DIREÇÃO [42]
Direita: leves dores lancinantes na têmpora; dor de cabeça na têmpora irradiando para o vértice; dor de cabeça opressiva no lado do occipício e no lado da fronte; dor e frieza no quarto dedo da mão; também afetado o dedo mínimo.
Esquerda: dor acentuada sob a clavícula; dores lancinantes transitórias no pulmão, entre a terceira e a sexta costelas.
Da direita para a esquerda: epistaxe.
SENSAÇÕES [43]
Sensação de angústia aumentada pelo fracasso de todo esforço para lutar contra o cansaço.
Como se o cérebro estivesse embotado; como se uma faixa de borracha estivesse estendida sobre a fronte; como se os olhos convergissem para dentro; como se tivesse comido pimenta; como se a garganta estivesse inchada; como se o esôfago fosse rasgado pela força dos flatos ascendentes.
Dor: no períneo ao fim da urinação; nas hemorroidas ao caminhar ou sentar; no occipício ao tossir; sob as clavículas; no quarto dedo da mão direita, afetando também o dedo mínimo.
Dor muito intensa: logo acima dos olhos; na têmpora direita.
Lancinante: na têmpora direita; no pulmão esquerdo entre a terceira e a sexta costelas, < durante uma inspiração profunda.
Ardor: no abdômen.
Sensação dolorida: da têmpora direita ao vértice.
Tensão: sobre a fronte; nos hipocôndrios, após as refeições.
Pressiva: na parte posterior da cabeça, com cansaço; no lado direito do occipício e no lado direito da fronte.
Pressão: nos hipocôndrios, após as refeições.
Opressão: da respiração; do peito.
Cãibra: no peito.
Constrição: na porção superior de ambos os pulmões.
Espasmo: no peito.
Choques: na cabeça.
Dor dolorida: atrás dos olhos.
Plenitude: na fronte; no occipício; no estômago.
Peso: no peito.
Formigamento: nas mãos, causado por tosse leve.
Entorpecimento: das mãos e dos pés.
Fraqueza: geral; ao caminhar.
Cansaço: chegando à impossibilidade de avançar; extremo com febre.
Lassitude, impossibilitando qualquer esforço.
Sensação embotada: em toda a testa; no occipício.
Vazio: no estômago.
Secura: na garganta; dos lábios e da boca.
Calor: afrontamentos nas costas; da pele.
Frieza: no quarto dedo da mão direita, afetando também o dedo mínimo; sensação interna.
TECIDOS [44]
Retarda a metamorfose destrutiva e confere vigor temporário.
Superexcitação dos sistemas nervoso e muscular.
Na fadiga ou esgotamento mental ou físico; dispepsia; histeria; eretismo nervoso; febres prolongadas; irritação espinhal e convulsões; maus efeitos de estimulantes, álcool, tabaco etc.
Diminuição da excreção dos constituintes sólidos da urina.
Emaciação.
Marasmo infantil.
Reumatismo desencadeado pelo menor frio.
Escorbuto por estados anêmicos.
Escrofulose.
TOQUE. MOVIMENTO PASSIVO. LESÕES [45]
Toque: occipício doloroso e sensível ao toque.
Maus efeitos de escalar montanhas ou de ascensões aéreas.
PELE [46]
Aumento do calor da pele.
Erupção papulosa seca no dorso da mão.
Proteção contra doenças cutâneas.
FASE DA VIDA, CONSTITUIÇÃO [47]
Convém a pessoas que se desgastam sob a tensão mental e física de uma vida atarefada, sofrendo de esgotamento nervoso e cerebral.
Convém a pessoas acanhadas, tímidas, pouco à vontade em sociedade.
Idosos, não apenas quando perdem o fôlego, mas também para outras afecções.
Crianças com marasmo.
Pessoas débeis, nervosas, gordas ou pletóricas, e as que têm doença do coração e dos pulmões, sofrem mais de veta.
Srta. R., æt. 24, alta, esguia, olhos e cabelos negros, muito pálida; doente havia três anos após retirada de câncer mamário.
Homem, em consequência de excessos; cardiopatia.
Um velho soldado, æt. 102; surdez.
RELAÇÕES [48]
Tem sido usada há séculos pelos nativos do Peru, Chile e Bolívia como substituto do tabaco, do bétel, do haxixe e do ópio.
Comparar: Stramon., o paciente gosta de companhia; Coca, o paciente prefere a solidão; Stramon., luz; Coca, escuridão; Arsen., efeitos nocivos de subir alturas; Paullinia, Scutellaria, Cyprip. e Valer., chá, café, Cann. ind., e tabaco.