CITRUS VULGARIS.
By Timothy F. Allen — Enciclopédia da Matéria Médica Pura
Citurus vulgaris, Risso. (C. Aurantium var. amara, Linn. C. Begaradia, Duhamel.)
Ordem natural , Rutaceæ.
Nomes comuns , Laranja-amarga ou laranja-de-Sevilha, ("casca de laranja-amarga"); (francês), Bigaradier; (alemão), Pomeranzencschale.
Preparação , Tintura da "casca" fresca.
Autoridade.
Dr. Imbert Gourbeyre, efeitos em operários ("descascadores"); Gaz. Méd. de Paris, 1853.
MENTE
- Chorava sem cessar e imaginava estar incapacitada.
CABEÇA
-
Vertigem.
-
Tontura.
-
Tremor muito visível da cabeça, por vezes.
-
Queixava-se da cabeça e do estômago (todas as tardes ao voltar para casa).
-
Peso na cabeça.
-
Dor de cabeça, com pontadas lancinantes no lado direito.
-
Dor de cabeça, com náusea.
-
Dor de cabeça generalizada, como se estivesse intoxicada.
-
Dor de cabeça intensa, especialmente na têmpora esquerda. [10.]
-
Por vezes, dor de cabeça muito intensa.
-
Dor de cabeça frequente.
-
Testa.
-
Dor de cabeça frontal, como se a cabeça se abrisse ao meio; quando intensa, associada a náusea.
-
Dor de cabeça frontal intensa, com vertigem.
-
Têmporas.
-
Dor de cabeça nas têmporas, especialmente no lado direito, com sensação de intoxicação.
-
Parietais.
-
A hemicrania de que ela já padecia todos os meses agravou-se muito; tinha dor de cabeça todos os dias, sempre na testa, com vontade de vomitar; às vezes era tão intensa que abandonava o trabalho, ficava recolhida no quarto e não suportava o menor barulho.
OLHO
-
Ardor, com lacrimejamento.
-
Debilidade da visão.
-
Debilidade da visão; mal podia trabalhar costurando.
-
Debilidade da visão, especialmente no olho esquerdo, que lacrimejava abundantemente.
OUVIDO. [20.]
-
Os lóbulos de ambas as orelhas ficaram aumentados de volume e vermelhos durante oito dias.
-
Ruído nos ouvidos, como se ouvisse uma roda.
-
Ruído como de um moinho, no ouvido esquerdo, que não ouve tão bem.
-
Tinido nos ouvidos.
FACE
-
Objetivo.
-
Fácies expressando dor e fadiga.
-
Grande agravamento de erisipela facial periódica prévia; durante oito anos, a face ficava enormemente inchada, a ponto de os olhos se fecharem; o nariz ainda é muito grande, e ambas as faces estão inchadas, como na erisipela crônica, o que a torna muito feia.
-
Acessos semelhantes a espasmos faciais epileptiformes.
-
Leves espasmos faciais (duas vezes); tremor dos lábios; repuxamentos na face, durando apenas um minuto.
-
Espasmos epileptiformes do lado esquerdo da face, tais como as crianças estão sujeitas a ter, durando cerca de dois minutos e surgindo cinquenta vezes ao dia.
-
Às vezes, com a odontalgia, repuxamentos na face; "ela consegue ver o próprio nariz repuxar"; os espasmos eram visíveis para os outros.
-
Subjetivo. [30.]
-
Neuralgia do lado direito da face, que durou trinta dias, com dores terríveis no ouvido.
-
Neuralgia facial muito intensa; regularmente, todas as tardes, dores lancinantes e excruciantes na face, obrigando-a a levantar-se da cama; nos maxilares, ouvidos e têmporas. Quando as têmporas são afetadas, não suportam ser tocadas; por muito tempo a neuralgia ficou confinada ao lado esquerdo, mas depois passou para o direito; em diferentes ocasiões extraiu três dentes sadios sem alívio.
-
Bochecha.
-
Dor na bochecha direita.
-
Maxilares.
-
Dores nos maxilares.
-
Dor, a cada poucos momentos, da têmpora direita para o maxilar, durando, com intermissões, sete ou oito dias. A dor é sentida nos ossos malares, e ela não consegue tocá-los.
BOCA
-
Dentes.
-
Vários dentes tornam-se cariados e quebram-se facilmente.
-
Muita odontalgia , a dor se estende para a língua, com pontadas lancinantes e estrondo nos ouvidos.
-
Odontalgia frequente; já havia arrancado quase todos os dentes.
-
Gengivas.
-
Gengivas vermelhas e inchadas.
GARGANTA
- Parecia que algo subia na garganta e a sufocava.
ESTÔMAGO
-
Apetite. [40.]
-
Anorexia, com grande sede.
-
É incapaz de comer.
-
Eructação.
-
Pirose.
-
Náusea e Vômito.
-
Náusea.
-
Náusea e até vômito de sangue, cinco ou seis vezes por dia; da última vez, vomitou meio copo. A náusea forçou-a a ir para a cama.
-
O cheiro das laranjas sempre a deixa enjoada.
-
Vômito, ou grande náusea (no primeiro dia após retomar o trabalho).
-
Estômago.
-
Sensação de peso e debilidade no estômago.
-
Opressão epigástrica, parecia incapaz de puxar o ar.
-
Gastralgia e dispepsia. [50.]
-
Acesso de grande dor no estômago, com repuxamentos; sensação de escoriação.
ABDÔMEN
-
Calor no abdômen.
-
Cólica, com arrotos frequentes.
ÓRGÃOS RESPIRATÓRIOS
-
Sensação de sufocação, com bocejos frequentes e irresistíveis.
-
Acessos de sufocação e sudorese, assim que entrava na sala de trabalho; tinha de abrir as janelas; com náusea e coceira.
-
Muitas vezes é obrigada a sair para o ar livre.
TÓRAX
- Não conseguia trabalhar mais de duas horas de cada vez, por causa de intensa pleurodínia do lado esquerdo.
CORAÇÃO
- Palpitação do coração.
EXTREMIDADES EM GERAL
-
Os membros pareciam tão vivos que, uma vez no trabalho, ela continuava como se fosse incapaz de parar.
-
Grande fadiga em todos os membros , especialmente nos braços. [60.]
-
Repuxamentos nos membros, com inclinação a torcer os braços.
-
Repuxamentos nos membros, especialmente à noite ou ao menor movimento de contração.
EXTREMIDADES SUPERIORES
-
Repuxamento nos braços, e especialmente nos dedos.
-
Repuxamentos dolorosos no braço esquerdo e na mama.
-
Dor noturna no braço esquerdo, que estava com cãibra, de modo que precisava esfregá-lo; sentia como se os nervos estivessem sendo puxados.
-
Obrigada a manter os braços para fora da cama à noite.
-
Punho.
-
Dores tipo cãibra nos punhos.
-
Mão.
-
Frequentemente retorce as mãos, com os braços por trás das costas.
-
Inchaço da mão esquerda, com coceira, que durou quinze dias e só desapareceu quando deixou de trabalhar.
-
Mãos e braços inchados, vermelhos e exsudando umidade; não conseguia dobrar os dedos; com tal coceira nas mãos e nos dedos que não conseguia dormir à noite, e os filhos tinham de levantar-se para untar as partes afetadas, o que as aliviava; formaram-se crostas, especialmente nos dedos e na face interna do antebraço. Torcia os braços e as mãos para aliviar a coceira. [70.]
-
A mão esquerda ficou inchada e vermelha, sem borbulhas nem coceira; sem dor, mas movê-la era penoso.
-
Dedos.
-
Os dedos ficaram vermelhos e inchados, com erupção de vesículas como as que se seguem a uma queimadura; eliminavam uma água clara ; ela tinha, além disso, coceira excessiva , especialmente entre o terceiro e o quinto dedos da mão esquerda, que eram os que mais entravam em contato com o suco da laranja; a mão direita, que segurava a faca, quase não era afetada.
EXTREMIDADES INFERIORES
- Cãibras nas pernas.
GENERALIDADES
-
Tal grau de agitação nervosa que ela não conseguia trabalhar bem; sobressaltos, abalos e repuxamentos nos membros.
-
Repuxamentos muito frequentes e pandiculações.
-
Cãibras.
-
As mulheres que amamentam não conseguem descascar a fruta; seus filhos são atacados por convulsões e disenteria, de modo que as mães têm de abandonar o trabalho até serem desmamados.
-
Ficou de resguardo (depois de deixar o trabalho por seis semanas). Parto difícil; a criança morreu em quatro dias de convulsões , com a face distorcida. Anteriormente perdera cinco filhos, mas nenhum deles tivera convulsões.
-
Todos os seus nervos dolorosamente afetados.
-
Crises de desmaio. [80.]
-
Inquietação e insônia noturna.
-
Às vezes, ficava em estado de afobação enquanto trabalhava, e então precisava sair.
-
O ataque começou pela manhã, com uma sensação de vivacidade invulgar. Começou a lavar roupa, e quanto mais lavava, mais queria lavar, não conseguia parar de trabalhar. Depois tremia por todo o corpo e caiu. O corpo inteiro ficou convulsionado, especialmente o lado esquerdo da face e os ombros, estes últimos fortemente agitados. Arranhava os próprios pés e derrubava tudo. O paroxismo durou um quarto de hora e a deixou fraca e indisposta pelo resto do dia. Voltou no dia seguinte ao pôr as mãos na água.
-
O menor movimento vivo a piorava.
PELE
-
Objetivo.
-
Erupção papular esporádica por todo o corpo; pápulas vermelhas do tamanho de pequenas cabeças de alfinete, não supurantes, mas que sangravam ao coçar.
-
Erupção frequente de manchas vermelhas, tão grandes quanto uma moeda de vinte e cinco centavos.
-
Manchas vermelhas no dorso das mãos, com muita coceira.
-
Subjetivo.
-
Coceira generalizada.
-
O que mais a fazia sofrer era a coceira generalizada, que impedia o sono.
-
Grande coceira, coçava muito os braços; erupção de pápulas vermelhas em ambos os antebraços. [90.]
-
Coceira dos braços e mãos inchados, como se tivesse frieiras ; algumas vesículas.
-
Alguma coceira nas mãos e antebraços; aqui e ali, erupção de vesículas muito pequenas.
-
A coceira a despertava e, depois de coçar, tinha repuxamentos; estendia os membros e torcia os braços, como se quisesse quebrar a cama.
SONO
-
Bocejos frequentes e irresistíveis.
-
Bocejos frequentes e irresistíveis* , sempre antes de adoecer, como se algo a sufocasse.
-
Insônia; grande inquietação noturna.
-
Perda do sono, com inquietação.
-
Dormia pouco; revolvia-se e despertava com sobressalto.
-
Incapaz de dormir enquanto continuava o trabalho, e mesmo alguns dias depois de o deixar, inquieta a noite toda, revolvia-se na cama, tinha maus sonhos e despertava com sobressalto.
FEBRE
-
Calafrios ao deitar-se; e, ao aquecer-se, ficava muito inquieta e descobria-se. [100.]
-
Sua principal aflição vinha de um calor queimante à noite, de modo que não suportava o fogo no inverno e precisava levantar-se e banhar braços e pernas em água fria.
-
Febre e sudorese quase constantes.
CONDIÇÕES
-
Agravamento.
-
( Manhã ), Acesso espasmódico.
-
( Tarde ), Neuralgia facial.
-
( Noite ), Repuxamentos nos membros; dor no braço; calor.
-
( Movimento vivo ), Os sintomas.
-
Melhora.
-
( Ar livre ), Acessos de sufocação; sensação de afobação.