Curare. (Curara)
By Constantine Hering — Os Sintomas-Guia da Nossa Matéria Médica
Um poderoso veneno usado pelos índios sul-americanos em suas flechas.
Supõe-se que tenha sido introduzido pela primeira vez na Europa por Sir Walter Raleigh, em 1595, que o conheceu na Guiana.
“Há divergência entre as autoridades quanto à composição deste veneno. Provavelmente vários tipos de veneno totalmente diferentes são designados pelo mesmo nome. Segundo M. Goudot, que aprendeu o modo de preparação com uma tribo indígena, ele é feito acrescentando-se ao suco concentrado de uma planta trepadeira chamada Curari o veneno obtido das bolsas de veneno de algumas das serpentes mais peçonhentas. Outro autor e viajante, M. de Castellnau, que presenciou a preparação do veneno por outra tribo, diz que ele é composto do suco inspissado de Cocculus toxicoferus e de uma nova espécie de Strychnos. Observações posteriores sem dúvida mostrarão que há grande diferença nos efeitos dos diferentes espécimes do veneno curara. M. Roulin afirma que o veneno é obtido de uma espécie de sapo, assando-se parcialmente o animal em fogo brando, quando o veneno exsuda pelos poros da pele e é cuidadosamente recolhido com pequenas facas de madeira e conservado em pequenos vasos de barro.
O veneno curara, que encontrou caminho até a Europa, é geralmente uma substância castanho-enegrecida, de aspecto resinoso, algo semelhante ao extrato de alcaçuz. Parece conservar-se bem por tempo indefinido. Um calor de 212° não parece destruir seu poder. O princípio ativo é solúvel em todos os fluidos animais, sejam ácidos ou alcalinos. As soluções aquosa e alcoólica têm bela cor vermelha, sendo a aquosa a mais escura. Dela foi obtida uma substância peculiar chamada Curarina”. --Bernard, B. J. H., vol. 16.
Patogenesia fragmentária da 500ª potência por Mc Farland.
Patogenesia nas Nouvelles Données, por L. T. Houat, traduzida por S. Lilienthal, H. M., Vol. 4, pp. 137 e 177.
AUTORIDADES CLÍNICAS.
- Ptose, Freeman, Hom. Rev., v. 9, p. 511 ; Ozena, Hardenstein, Hom. Clinics, v. 4, p. 100 ; Paralisia facial e bucal, Freeman, Hom. Rev., v. 9, p. 561 ; Perda paralítica da capacidade de deglutir, Freeman, Hom. Rev., v. 9, p. 562 ; Úlcera escirrosa do colo do útero, Hardenstein, Hom. Clinics, v. 4, p. 104 ; Vaginite, Hardenstein, Hom. Clinics, v. 4, p. 102 ; Debilidade e tosse da tísica, Freeman, Hom. Rev., v. 9, p. 564 ; Paralisia do deltoide, Freeman, Hom. Rev., v. 9, p. 562 ; Debilidade nervosa, T. F. Allen, Organon, v. 3, p. 108 ; Paralisia, Freeman, Hom. Rev., v. 9, p. 562 ; Paralisia motora geral, Freeman, Hom. Rev., v. 9, p. 562 ; Epilepsia (nove casos) em conjunto com Acid mur., Kunze, Hah. Mo., v. 12, p. 405 ; Epilepsia (cinco casos) curada por injeções, Benedict, B. J. H., v. 24, p. 684 ; Lyssa humana, Zeitsch. f. Med., 52, 1875.
MENTE [1]
Indecisão, já não deseja pensar nem agir por si mesma. θ Debilidade nervosa.
Muito abatida em relação a si mesma, deseja apenas isolar-se, longe das pessoas. θ Debilidade nervosa.
Desesperada. θ Úlcera do colo do útero.
Hidrofobia.
SENSÓRIO [2]
Vertigem súbita; cai em desfalecimento ou desmaio ao ficar em pé ou ao caminhar.
INTERIOR DA CABEÇA [3]
Cefaleia nervosa; dores lancinantes, transfixantes, por toda a cabeça, obrigando-o a deitar-se e esticar-se; cabeça puxada para trás, com rigidez do pescoço; oscilação dolorosa do cérebro, como se estivesse cheio de líquido; dores nevrálgicas, começando na fronte e irradiando para o pescoço e a face; violentos golpes na região do cerebelo.
Pontadas agudas sobre o olho direito, estendendo-se para trás sobre o lado direito da cabeça. θ Debilidade nervosa.
A cabeça bate como um martelo, com vômito de bile.
Dor de cabeça vertical e frontal. θ Paralisia.
Afluxo sanguíneo ocasional à cabeça. θ Debilidade nervosa.
Afluxo de sangue à cabeça, com dores pulsáteis e vibratórias e perda da consciência.
SUPERFÍCIE EXTERNA DA CABEÇA [4]
Cabeça puxada para trás, com rigidez do pescoço, balanço e tremor das mãos. θ Cefaleia.
VISÃO E OLHOS [5]
Olhos abatidos, encovados. θ Debilidade nervosa.
Manchas pretas diante da vista (paciente bastante míope), especialmente < ao ler. θ Debilidade nervosa.
Ptose do lado direito.
AUDIÇÃO E OUVIDOS [6]
Diferentes ruídos nos ouvidos, como assobios ou gritos de animais.
Dor de ouvido insuportável; perde a consciência.
Dores nervosas lancinantes, partindo dos ouvidos e descendo até as pernas, obrigado a deitar-se.
Otite interna, que leva à loucura; corrimento purulento.
OLFATO E NARIZ [7]
Ozena, com massas fétidas de pus, de seis anos de duração.
PARTE SUPERIOR DA FACE [8]
Expressão abatida e ansiosa, com pele de cor terrosa. θ Úlcera do colo do útero.
Vermelhidão da face; após a febre, a cabeça bate como um martelo.
Dolorimento no lado direito da face. θ Paralisia.
Paralisia facial e bucal; em alguns casos com dificuldade para deglutir.
PARTE INFERIOR DA FACE [9]
Coloração azulada dos lábios, corpo roxo, com febre.
PALADAR, FALA, LÍNGUA [11]
Língua vermelho-escura, fissurada e sangrante.
Língua e boca desviadas para o lado direito. θ Paralisia.
CAVIDADE BUCAL [12]
Boca seca. θ Diabetes.
PALATO E GARGANTA [13]
Perda paralítica da capacidade de deglutir.
APETITE, SEDE. DESEJOS, AVERSÕES [14]
Apetite variável. θ Paralisia.
Sede e grande fome com a febre.
Grande sede, especialmente ao entardecer e à noite. θ Diabetes.
ALIMENTAÇÃO E BEBIDA [15]
Melhora após o primeiro bocado de alimento.
SOLUÇOS, ERUCTAÇÕES, NÁUSEA E VÔMITO [16]
Soluços frequentes e incômodos. θ Debilidade nervosa.
Náusea pela manhã. θ Debilidade nervosa. θ Paralisia.
Distúrbios gástricos, náusea após comer, ou pela manhã.
Tosse seca, espasmódica, provoca vômito.
Vomita bile verde a noite toda, gosto desagradável; mal-estar no estômago; tão fraca que não consegue ficar em pé.
ESCROBÍCULO E ESTÔMAGO [17]
Dor reumática no epigástrio, por vezes bastante aguda, seguida de náusea.
Pontadas no estômago. θ Diabetes.
Funções digestivas inteiramente prostradas, nada suporta no estômago, pirose, dor e distensão depois de comer mesmo muito pouco; só consegue comer papa de fubá e beber café. θ Úlcera do colo do útero.
ABDOME E LOMBOS [19]
Dor moente da garganta ao quadril esquerdo. θ Paralisia.
EVACUAÇÕES E RETO [20]
Diarreia, com urgência constante; evacuações fétidas, fluidas, pastosas; dor excessiva nos tumores hemorroidários. θ Úlcera do colo do útero.
Diarreia aquosa extrema.
ÓRGÃOS URINÁRIOS [21]
Urina clara e frequente, com dores escavantes, tipo cãibra, nos rins; pontadas no estômago; boca seca; grande sede, especialmente ao entardecer e à noite; açúcar na urina, com grande emagrecimento.
Diabetes, casos agudos.
ÓRGÃOS SEXUAIS FEMININOS [23]
Úlcera do colo do útero, em forma de funil, diâmetro superior de uma polegada (cerca de 2,5 cm); todo o colo uterino de caráter córneo, vermelho-escuro, arroxeado, roído como por ratos por toda a superfície da úlcera; duas pequenas pústulas opacas, do tamanho de uma ervilha, na borda interna, contendo no centro um fluido sanguinolento translúcido. Corrimento icoroso, corrosivo, fétido; endurecimentos das paredes abdominais em direção às regiões inguinais e ovarianas, excessivamente dolorosos ao toque. Pregas vaginais tumefeitas, avermelhadas, inflamadas; fissuras hemorroidárias muito sensíveis e tumefação do reto e do ânus. Aspecto geral de caquexia escirrosa. Funções digestivas inteiramente prostradas.
Diarreia com urgência constante. Dor excessiva nos tumores hemorroidários; peso para baixo do útero, dores e choques, pontadas agudas lancinantes; tremor no útero; ardor no útero e em toda a sua volta; expressão abatida e ansiosa; dolorimento em todos os membros e no corpo; calafrios às 2 da manhã, sem mais sono; um pouco de febre; raramente umidade, exceto debaixo dos braços; desesperada.
Ulcerações no colo do útero; ardor vivo na vulva e nas coxas; dores em pontada e escavantes no útero.
Indolência, não gosta de trabalhar nem de movimentar-se; suores noturnos; repugnância ao coito. θ Vaginite.
Menstruações muito caprichosas, ou adiantadas demais ou tardias demais.
Durante as menstruações, cólica, cefaleia, dores nos rins, mal-estar geral e hipocondria.
Leucorreia escassa, espessa, purulenta, de odor fétido, em coágulos.
VOZ E LARINGE. TRAQUEIA E BRÔNQUIOS [25]
Rouquidão frequente; acessos de sufocação, com sensação como se a laringe estivesse obstruída. θ Tosse.
Ardor e pontadas na laringe; rouquidão que ocasiona quase perda completa da voz. θ Tosse.
Sensação de aspereza e secura em todo o trajeto das vias respiratórias.
RESPIRAÇÃO [26]
Falta de ar. θ Debilidade nervosa.
Respiração difícil, dores em pontada no lado direito. θ Tosse.
Dispneia por fraqueza dos nervos motores respiratórios, como na tísica e no enfisema.
TOSSE [27]
Tosse curta, seca, sem expectoração, sempre seca, com dolorimento das paredes torácicas, < no tempo úmido ou ao rir. θ Debilidade nervosa.
Tosse seca, espasmódica, sacode o corpo inteiro, provoca vômito e muitas vezes é seguida de desfalecimento.
Tosse crônica, sempre incômoda pela manhã. θ Debilidade nervosa.
Tosse < ao respirar ar frio, rir, mover-se e comer.
Tosse com expectoração branca, gelatinosa. θ Paralisia.
Debilidade e tosse, com expectoração cinzenta abundante, em paciente tísica.
Expectoração amarela, cinzenta, esverdeada, tendendo ao preto.
Expectoração de sangue vermelho, muitas vezes sem tosse.
INTERIOR DO TÓRAX E PULMÕES [28]
Calor ardente no tórax com sensação de distensão. θ Tosse.
Dores acentuadas nos pulmões, especialmente no esquerdo; dor aguda e transfixante através do tórax, sempre muito < no tempo úmido; falta de ar; tosse crônica. θ Debilidade nervosa.
CORAÇÃO, PULSO E CIRCULAÇÃO [29]
Angústia precordial, com palpitação e dores como picadas no coração. θ Tosse.
PAREDE TORÁCICA [30]
Grande sensibilidade dolorosa do tórax, mal consegue suportar a pressão do estetoscópio. θ Debilidade nervosa.
PESCOÇO E COSTAS [31]
Dor surda e cansativa nos ombros e através das costas; dores cansativas com entorpecimento para cima e para baixo ao longo da coluna e na cabeça. θ Debilidade nervosa.
Dor nos lombos. Paralisia.
MEMBROS SUPERIORES [32]
Paralisia completa do músculo deltoide direito; sem dor; após um ataque apoplético.
Dor e entorpecimento no lado esquerdo do tórax e no braço esquerdo; língua e boca ambas desviadas para o lado direito; ambos os olhos e ambos os ouvidos razoavelmente bons; preensão da mão esquerda razoável; dor de cabeça vertical e frontal; o lado direito da face dói às vezes; medo de cair para a frente ao levantar-se; náusea pela manhã; apetite variável; transpira a cada esforço; dor nos lombos; prolapso do útero há vários anos; dor moente da garganta ao quadril esquerdo; tosse com expectoração branca, gelatinosa.
Braços e dedos fracos, como após longa enfermidade; os braços ficam entorpecidos, e como se estivessem torcidos ou quebrados nos cotovelos; essa dor se estende aos ombros e através das costas, como dor surda e cansativa; sensação como se pesos pesados estivessem pendurados aos braços; as mesmas dores para cima e para baixo ao longo da coluna e na cabeça, dores cansativas com entorpecimento; dores semelhantes nos joelhos; desejo de esticar os cotovelos, mas os músculos do braço estão doloridos; sensação ao longo do braço como se tivesse sido queimado; dores muito < no tempo úmido. θ Debilidade nervosa.
Pesadez plúmbea nos braços, com dificuldade crescente para tocar piano. θ Debilidade nervosa.
Ao entardecer, braços e mãos inchados, mais dolorosos e pesados. θ Debilidade nervosa.
Grande fraqueza, especialmente dos punhos e das mãos. θ Debilidade nervosa.
MEMBROS INFERIORES [33]
As pernas tremem e falham ao caminhar.
Ciática, com grande rigidez.
Calos. θ Debilidade nervosa.
MEMBROS EM GERAL [34]
Dolorimento em todos os membros e no corpo. θ Úlcera do colo do útero.
Paralisia dos membros com calor ardente e calafrios.
REPOUSO. POSIÇÃO. MOVIMENTO [35]
Deitado: na cama, < dolorimento nos pés e nas costas.
Deitar-se e esticar-se: a dor na cabeça o obriga a isso.
Deseja sempre pôr os pés para fora da cama.
Não consegue ficar em pé: tão fraca.
Em pé: desmaio.
Rindo: tosse, dolorimento do tórax <.
Ao levantar-se: medo de cair para a frente.
Esticar: desejo de esticar os cotovelos.
Ao mover-se: tosse <; dores tipo cãibra.
Não gosta de movimentar-se.
Movimento: transpira.
Ao menor movimento: dores tipo cãibra nos quadris.
Caminhando: desmaio ao caminhar; as pernas falham.
NERVOS [36]
Debilidade nervosa.
Debilidade dos idosos, grande falência de forças; sem tosse, dor ou perturbação da digestão.
Após ser mordida por um cão suspeito de raiva, inquietação muscular, espasmos, hidrofobia e aversão à luz, e, em vez de angústia, ela estava bem-humorada; (curada por injeções, às quais se seguiram sintomas de paralisia, dos quais a paciente não se havia recuperado inteiramente mesmo após alguns meses).
Grande fraqueza e prostração, ardor nos quadris e dores tipo cãibra ao menor movimento.
(OBS :) Crises epilépticas frequentes com convulsões, perda da consciência, durando de um quarto a meia hora, seguidas de sonolência de muitas horas, ou mesmo perturbação mental durante dois dias.
(OBS :) Durante quatro anos, crises de “petit mal”, e nos últimos cinco meses, sete crises de epilepsia completa de grande intensidade.
(OBS :) Dois irmãos, sofrendo de uma doença intermediária entre mania furiosa, coréia maior e epilepsia, tinham crises duas vezes por dia, de uma a três horas, nas quais havia perda parcial da consciência e delírio, mas em geral com conservação da consciência, movimentos involuntários, saltos, piruetas, rastejar, arranhar o chão etc.; entre essas crises intervinham sintomas paralíticos, entorpecimento, afonia; além dessas crises, havia debilidade geral, especialmente pela manhã.
Paralisia pura; debilidade nervosa, por perda de líquidos ou doença exaustiva.
Paralisia facial dupla e paralisia lateral direita (em consequência de repetidos ataques epilépticos), deglutição e articulação também afetadas.
Vertigem súbita; paralisia dos membros inferiores e, de fato, por toda parte.
Paralisia motora geral acentuada, sem dor.
Paralisia por lesão mecânica.
(OBS :) Tétano traumático.
Ataxia locomotora progressiva.
SONO [37]
Noites inquietas, deseja sempre pôr os pés para fora da cama, especialmente em direção à manhã.
Não consegue dormir até tarde o bastante para obter uma boa noite de repouso; sonha com fogo e com os afazeres do dia; < por ficar muito tempo deitada na cama, precisa levantar-se porque os pés e as costas doem. θ Debilidade nervosa.
TEMPO [38]
Às 2 da manhã: calafrios intensos.
Manhã: náusea; tosse incômoda; calor >; debilidade geral.
Às 2 ou 3 da tarde: febre continuando noite adentro; às 4 da tarde, febre.
Ao entardecer: braços e mãos inchados; grande sede.
À noite: inquieta; grande sede; calor <; suor frio e sanguinolento.
A noite toda: vomita bile verde.
TEMPERATURA E CLIMA [39]
Agravação pela umidade, tempo úmido, mudança de tempo ou vento frio.
Ao ar livre: calor <.
Ar frio: tosse < ao respirar.
Tempo úmido: tosse e dolorimento do tórax <; dolorimento e dores nos braços <.
FEBRE [40]
Sensação de arrepio, começando no estômago e espalhando-se por todo o corpo.
Calafrio: sem sede; começando no abdome e espalhando-se por toda parte.
Calafrios intensos à noite, por volta das 2 horas; não dorme mais; um pouco de febre; raramente umidade, exceto debaixo dos braços. θ Úlcera do colo do útero.
Calor ardente acompanhado de calafrios parciais e passageiros, fala incoerente e, muitas vezes, paralisia dos membros.
Febre perniciosa, com frio constante.
Fala incoerente, com calor ardente e calafrios.
Bocejos e espreguiçamento, cabeça e mãos quentes, paroxismos convulsivos e desmaio.
Ardor nos quadris, grande fraqueza e prostração, dores tipo cãibra ao menor movimento.
Os lábios ficam azuis, e o corpo roxo, com a febre; após a febre (todos os dias às 4 da tarde), a face fica muito vermelha, e a cabeça bate como um martelo.
Febre diária, começando às 2 ou 3 da tarde e continuando bem pela noite adentro.
Febre com sede e grande fome.
Calor: com sede; especialmente na cabeça, nas costas e nas pernas.
Calor < à noite ou ao ar livre, menor pela manhã.
Transpira a cada esforço. θ Paralisia.
Suor frio e sanguinolento, especialmente à noite.
ACESSOS, PERIODICIDADE [41]
Acessos: de sufocação.
Ataque apoplético seguido de paralisia do deltoide direito.
Afecções espasmódicas agudas.
Súbito: vertigem e queda.
Frequentes: soluços incômodos; urina clara; rouquidão; crises epilépticas com convulsões.
Ocasional: afluxo de sangue à cabeça.
Às vezes: o lado direito da face dói; dores reumáticas bastante agudas no epigástrio.
De um quarto a meia hora: duração das crises epilépticas.
De uma a três horas: duração das crises.
Muitas horas: sonolência após crises epilépticas.
Duas vezes por dia: crises.
Dois dias: perturbação mental após crises epilépticas.
Em cinco meses: sete crises de epilepsia completa.
Vários anos: prolapso do útero.
Quatro anos: crises de “petit mal”.
Seis anos: ozena.
LOCALIZAÇÃO E DIREÇÃO [42]
Esquerdo: dor moente da garganta ao quadril; dores no pulmão; entorpecimento e dor no lado do tórax e no braço.
Direito: pontadas agudas sobre o olho, estendendo-se para trás sobre o lado da cabeça; ptose; dolorimento do lado da face; língua e boca desviadas; dores em pontada no lado; paralisia; paralisia completa do músculo deltoide.
Ambos os lados: paralisia facial.
Dos ouvidos até as pernas: dores nervosas lancinantes.
Irradiando-se para o pescoço e a face: dores nevrálgicas.
Espalhando-se a partir do abdome: frio.
SENSAÇÕES [43]
Como se o cérebro estivesse cheio de líquido; ruído nos ouvidos como de assobio ou de animais gritando; como se a laringe estivesse obstruída; como se estivesse quebrado ou torcido nos cotovelos, estendendo-se aos ombros e através das costas; como se pesos estivessem pendurados aos braços, na coluna e na cabeça; sensação ao longo do braço como se tivesse sido queimado.
Dor: nos ouvidos; no lado esquerdo do tórax e no braço; nos lombos; nos tumores hemorroidários.
Angústia: na região precordial.
Levando à loucura: otite interna.
Lancinantes: por toda a cabeça; dos ouvidos às pernas.
Transfixantes: por toda a cabeça; no tórax.
Pontadas agudas: no olho direito.
Pontadas lancinantes agudas: no útero.
Pontadas: no estômago; na laringe.
Dor acentuada: nos pulmões.
Dor aguda: no tórax.
Golpes: violentos na região do cerebelo.
Dor pulsátil: na cabeça.
Batimento: na cabeça, como um martelo.
Dores em pontada: no lado direito.
Dores como picadas: no coração.
Ardor vivo: vulva e coxas.
Dores tipo cãibra: nos rins; nos quadris.
Dores reumáticas: no epigástrio.
Dores escavantes: nos rins; no útero.
Dores nervosas: dos ouvidos às pernas.
Dolorimento: nos membros e no corpo.
Dor surda e cansativa: nos ombros e nas costas; nos joelhos.
Dor moente: da garganta ao quadril esquerdo.
Dolorimento: paredes torácicas; músculos dos braços.
Ardor: na laringe; no útero; nos membros; no tórax; nos quadris.
Calor: na cabeça; no tórax; nas costas; nas pernas; nos membros.
Secura: nas vias respiratórias.
Aspereza: nas vias respiratórias.
Distensão: no tórax, com calor ardente.
Peso para baixo: do útero.
Fraqueza: especialmente dos punhos e das mãos.
Pesadez: nos braços.
Entorpecimento: dos braços.
Dores cansativas com entorpecimento: para cima e para baixo ao longo da coluna e na cabeça.
Balanço, tremor: das mãos.
Tremor: no útero.
Sensação vibratória: na cabeça.
Oscilação: do cérebro, dolorosa.
Choques: no útero.
Arrepio: começando no estômago, espalhando-se por todo o corpo.
TECIDOS [44]
Afecções espasmódicas agudas de caráter muito grave; tétano.
Paralisa a porção motora do sistema nervoso da periferia para o centro.
Paralisa tanto os nervos vasomotores quanto os musculomotores.
TOQUE. MOVIMENTO PASSIVO. LESÕES [45]
Toque: endurecimento no abdome doloroso.
Pressão: mal suporta o estetoscópio.
Após ser mordida por cão: inquietação muscular, espasmos, hidrofobia; aversão à luz.
Lesão mecânica: paralisia.
PELE [46]
Corpo azulado e, no entanto, febre.
Eczema.
FASE DA VIDA, CONSTITUIÇÃO [47]
Em crianças mais velhas, escrofulosas.
Menino, æt. 12, e outro, æt. 16, também dois irmãos, æt. respectivamente, 12 e 10; epilepsia.
Anna M., æt. 20, casada há 3 meses, grávida de sete meses; vaginite.
Canteiro, æt. 20, há nove anos; crises epilépticas.
Moça, æt. 24, oitenta dias após ter sido mordida por um cão suspeito de raiva, lyssa humana (injeções de 0,2 gramas em 7 doses durante cinco horas).
Senhora, diplomada pelo Conservatório de Stuttgart, onde praticou excessivamente; debilidade nervosa.
Lavadeira, æt. 30; paralisia do deltoide direito após um ataque apoplético.
Mrs. Van N., æt. 30, três filhos, loira, olhos azuis; úlcera do colo do útero.
Mulher, æt. 35, com tísica havia muitos anos; debilidade e tosse, com expectoração.
Sra. J., sofrendo de menstruação escassa, dores no colo do útero, leucorreia aquosa, amilácea; ozena.
RELAÇÕES [48]
Antidotado por: Respiração artificial. Bromine e Chlorine destroem os efeitos venenosos. Tabaco ou sal, aplicados topicamente, neutralizam os efeitos das feridas por Curare.
Antidota: Strychnia, mas Chloral é melhor. Provavelmente antidotal a Lyssin.
Compatível: após Arnica na paralisia por lesão; após Bellad. na paralisia após apoplexia; Baryt. carb. é frequentemente indicado após Curare na debilidade nervosa dos idosos.
Comparar: Nux vom.; Aranea nas febres, < pelo tempo úmido ou chuvoso; Ferrum nas dores martelantes na cabeça.