Saccharum Lactis
By John Henry Clarke — Dicionário de Matéria Médica Prática
Açúcar do leite. Lactose. C 12 H 22 O 11 .
Clínica
Ambliopia / Angina do peito / Odor corporal ofensivo / Diabetes mellitus / Dispepsia / Otalgia / Gota / Dor de cabeça / Histeria / Dorimento dos lábios vulvares / Nervosidade / Neuralgia / Afecções dos ovários / Esforço excessivo / Ptose / Ciática / Suspiros / Terçol / Inflamação do umbigo
Características
Hahnemann escolheu glóbulos de Saccharum lactis como o principal veículo de seus medicamentos, porque o considerava a substância mais inerte que podia encontrar. Mas seu método de atenuar os medicamentos mostrou que nenhuma substância é inerte nas atenuações, e a experiência mostra que nenhuma substância é absolutamente inerte em qualquer forma. H. A. Hare diz de Sac. l.: «Estudos científicos e clínicos mostraram que ele possui poderes diuréticos muito grandes quando administrado em doses plenas.» Diz ainda que sua ação direta sobre os rins e sua leve ação em outros locais o indicam na hidropisia renal e na inatividade renal; que age melhor nos casos em que a albuminúria está ausente, e que causa diurese profusa em lactentes alimentados com ele. Tenho encontrado frequentemente pacientes que não podiam tomar Sac. l., quer sem medicação quer como veículo, sem incômodo. Um paciente, ao tomar pílulas de Sac. l. três vezes ao dia, queixou-se de que elas lhe faziam «os olhos doer e ficar fracos». Um dos experimentadores de Swan teve este sintoma: «A vista falha; os olhos cansam-se muito facilmente.» Swan é a autoridade para Sac. l. como medicamento homeopático. Ele publicou () uma patogenesia completa de Sac. l., experimentada nas potências da 30ª para cima, juntamente com sintomas confirmados e curados. Onze experimentadores e observadores contribuíram. Coloquei entre colchetes os sintomas curados no meu Schema. Sac. l. produz sensações tanto de frio como de calor. Uma das sensações de frio é esta: «Sensação de frio extremo passando em uma linha fina do centro do púbis até um ponto duas ou três polegadas acima.» Swan considera as dores frias um sintoma-chave e registra este caso: o Sr. S. tinha uma dor nevrálgica excessivamente fria na cartilagem de ambas as orelhas, sendo a direita a pior, com formigamento como se congelada; friccionar restabelecia o calor com dificuldade. Dores lancinantes, nevrálgicas, na fronte; no occipício; estendendo-se da região acima das orelhas para baixo, através das orelhas, até os músculos do pescoço; em ambos os olhos; < com o menor sopro de ar; pele sensível ao toque como no reumatismo inflamatório. Essas dores eram gelidamente frias, como se produzidas por uma agulha gelada extremamente fina. Como Sac. l. tem «dores frias finas» e dores que passam em todas as direções, foi administrado Sac. l. 1m, e todas as dores foram aliviadas dentro de uma hora. (Sac. off. tem «expectoração fria».) Os sintomas são < antes de uma tempestade; em quarto úmido ou porão; de manhã e à noite; pelas cores azul e amarela; pelo esforço; pela excitação mental. > pelo calor do fogo; pela cor vermelha; depois das 16 horas.
Relações
Camph. < efeitos de Sac. l. Comparar: Sac. off., os Lacs. Osso malar d., Mg. c. Céu da boca, Mang. Sensação de bola no reto, Sep. < pelo som de água corrente, Hdfb. Dores irradiantes, K. bi. Dor nos rins, Santal, Sac. off. Fadiga, Pic. ac., Mg. c. Calor no coração, Lachn. > deitado sobre o lado esquerdo, Lil. t. < por umidade, Dulc. Sensibilidade, K. iod., Mg. c.
Causas
Excitação mental. Fadiga excessiva.
1. Mente
Sensação como se apenas por grande esforço conseguisse manter-se coesa. Perde-se em ruas bem conhecidas. Imagina: que há um grande buraco nas costas, logo acima do sacro; que sua mãe quer matá-la; que há alguém atrás dela. Extremamente nervosa, salta da cadeira ao menor ruído fora do comum. Foi tomada de repente por medo e tremor do corpo inteiro, como de susto. Saudade e melancolia, como se estivesse longe de casa, com respiração oprimida. O coração dói-lhe como se fosse rebentar, e, no entanto, não consegue chorar. Grande medo da morte durante o paroxismo de dor no coração à noite. Propensa ao sarcasmo e a censurar tudo. Rabugenta e censuradora, não conseguia dizer uma palavra amável a ninguém. Histeria à noite, rindo e chorando, levantando-se de salto e deitando-se, mas não conseguia ficar de pé, caía para o lado d. Preguiça.
2. Cabeça
Dor perto do meio da sutura lambdoide d., atravessando até o ponto correspondente do lado e. Pontadas agudas atrás da orelha d. Ardor como fogo e sensação de espessamento numa faixa longitudinal da largura de dois dedos, estendendo-se da eminência frontal d. ao lado d. do vértice, por quinze minutos. Todo o lado e. da cabeça parecia repuxado. Dor na sobrancelha e. Dor passando da parte anterior da orelha e. profundamente para o cérebro. Têmpora e. dolorida ao toque. Sensação de pressão no osso frontal, nos cantos internos do olho e.; muito dolorido. Dor aguda e fulgurante no lado e. da cabeça, da têmpora ao occipício. A fronte parece muito pesada, com tendência a cair para diante. Dor aguda na fronte, passando de um lado para outro entre as têmporas. Dor em todo o topo da cabeça, que parece repuxada. A cabeça parece grande, como se todo o sangue do corpo tivesse subido para ela. A cabeça parece atordoada, como se estivesse sendo sacudida num mar revolto.
3. Olhos
Dor atravessando o olho d. para dentro. Dores acentuadas em ambos os cantos do olho d. Secura do globo ocular, de modo que a pálpebra adere a ele como se faltasse lubrificação, impedindo abrir e fechar o olho ou pestanejar. Inchaço da pálpebra superior d., que aumentou até formar um grande terçol, ficando a pálpebra e toda a região ao redor do olho inchadas e vermelhas; ao terceiro dia rompeu-se em dois pontos e drenou copiosamente. Lavar os olhos em água fria causa sensação como se agulhas os estivessem picando. As pálpebras parecem inchadas, o que não é o caso. Só consegue levantar as pálpebras superiores até metade. Olhar para luz forte ofusca e a faz fechar os olhos; sem dor. A vista falha; os olhos cansam-se muito facilmente.
4. Ouvidos
Dor no ouvido d. e por baixo dele. Dor na orelha externa d. (concha), com ardor como de úlcera, também ao toque. Dor passando do ouvido d. ao ombro. Dor do ouvido d. à parte inferior da mandíbula. Dor no ouvido e. e sensação como se houvesse supuração em formação. Dores lancinantes nos ouvidos e atrás deles e por toda a face. Dores nas orelhas externas e atrás delas. Dor aguda dentro de ambos os ouvidos. Reverberação da voz ao falar. Zumbido no ouvido d. Sensação como se não pudesse ouvir, mas podia.
5. Nariz
Dor no lado d. (e e.) do nariz. Dor na ponta do nariz. O dorso do nariz é muitíssimo dolorido; dói ao toque ou ao menor movimento dos músculos faciais; o lado e. é o pior e está algo inchado.
6. Face
Dor passando do canto da boca para a parte anterior da axila d. A face parece como se houvesse uma única grande dor cobrindo-a toda. Ardor nos ossos malares em direção às têmporas e à mandíbula inferior. Dor em toda a face, concentrando-se depois no ouvido d. (Dor fulgurante, lancinante, centrada aproximadamente no meio da face d., estendendo-se daí para cima até o olho, esp. o canto interno d., para o ouvido e para cima até a têmpora d., muito mais intensa no centro da face e diminuindo consideravelmente quanto mais se afasta do centro.). (Inchaço da face com dor na cabeça estendendo-se pelo pescoço e pelas costas até os pés.). Aspecto abatido, expressão triste do rosto; os olhos parecem de quem chorou, embora não tenha chorado. Grande palidez do rosto com manchas escuras sob os olhos. Os cantos da boca ardem e queimam. A sínfise mentoniana arde.
8. Boca
Ferida no lado e. da língua. Língua saburrosa: amarela de cada lado, mas não no meio nem nas bordas; branca; amarela. Os lábios parecem muito doloridos e em carne viva. Lábios secos, com sede acentuada. Sabor: pútrido na boca depois de comer; fino, especiado; como de nozes frescas. Muco espesso e amargo na boca pela manhã; a comida tem gosto insosso, como se não houvesse sal nela. Ardor em toda a boca. Céu da boca dolorido. Dorimento como de bolhas na boca e na língua. (Sensação de frescor como de gelo na boca e na garganta.)
9. Garganta
Sensação ao engolir como de uma espinha de peixe na garganta. Constrição espasmódica no esôfago. Globus hystericus após o almoço do meio-dia, com dor de cabeça surda e nauseante. Garganta muito sensível à pressão externa; a menor pressão causa sensação como se estivesse sufocando.
10. Apetite
Fome o tempo todo. Desejo de iguarias. Ao levantar-se da cama pela primeira vez, sente desfalecimento por precisar comer alguma coisa. Depois de comer: sensação de distensão. Sede acentuada; queria grandes quantidades de água muito fria.
11. Estômago
Enjoo como mal do mar. O enjoo não afeta o apetite. Vômitos violentos, durando o dia todo (agg. R. T. C.). Dispepsia depois de comer crosta quente de torta. Pressão no estômago como se tivesse comido algo indigesto. Pirose, com gosto doce vindo do estômago, sem regurgitação aquosa.
12. Abdómen
Sensação como se estivesse ulcerado anteriormente sobre as falsas costelas d., < pelo toque e ao abaixar-se; leve inchaço ali; também durante todo o dia seguinte até o anoitecer. Dor cerca de um dedo acima do quadril e., surgindo ao inclinar-se para trás, durando dois dias, seguida de dor acentuada na fronte. Dor aguda passando através dos intestinos logo acima do umbigo e ao redor de todo o corpo. Inflamação e dorimento da metade inferior do umbigo, desaparecendo pela manhã, com corrimento amarelo-esverdeado, manchando as roupas. Abdómen dolorido ao toque, doendo com o sacolejo causado pelo caminhar. Dor começando na cintura e passando para a parte superior da mama d. Dor no hipocôndrio e. passando por baixo da mama e.
13. Evacuações e Ânus
Dor acentuada atravessando o abdómen durante a evacuação; por dentro muito dolorido. Evacuação antecedida por dores lancinantes através do abdómen, que são > pela evacuação. Antes da evacuação, dores nas mamas e na parte superior do abdómen. Antes da evacuação, as mãos e todo o corpo exalavam odor fecal, que desaparecia após a evacuação. Urgência para evacuar; sentia como se houvesse uma grande bola no reto, muito esforço expulsivo e alguma flatulência, mas sem evacuação e sem > pela flatulência. As evacuações cheiram a ovos podres. Grande dorimento ao redor do ânus, estendendo-se cerca de três polegadas para dentro do reto. Pressão constante e dorimento no ânus, despertando-a à noite. Sensação de rastejamento, prurido e formigueiro ao redor do ânus, estendendo-se cerca de três polegadas para dentro do reto, > por pouco tempo ao esfregar. Dores lancinantes no reto.
14. Órgãos do Aparelho Urinário
Urinação seguida de corrimento amarelo espesso. Dorimento da uretra durante a urinação. Dor muito intensa no lado d. do abdómen antes da urinação e, às vezes, embora não frequentemente, persistindo durante a urinação, cessando com ela. Desejo constante e urgente de urinar, com dor incisiva subindo em risca pela uretra após cada micção. Impulso frequente e violento para urinar, com eliminação de grande quantidade a cada vez. A urina causa dor intensa ao entrar em contato com os lábios vulvares, que são muito sensíveis. O som de água corrente provocava urinação; sem poder contê-la. Urina muito frequentemente em grandes quantidades. (Urinação involuntária, em grandes quantidades, várias vezes durante a noite.). (Retardo da urinação por algum tempo, embora haja desejo e oportunidade.). A urina mancha de amarelo-escuro.
16. Órgãos Sexuais Femininos
As menstruações começaram cedo demais; sem dor. Menstruações muito escuras. Leucorreia amarelo-esverdeada abundante. Às vezes, leucorreia sanguinolenta. Dor na região do ovário d. A região ovariana e. (e d.) muito fraca e dolorosa ao caminhar. Sensação de peso para baixo na região pélvica. Crescimentos lobulados de cada lado da vagina, quase a preenchendo; extremamente doloridos e sensíveis ao toque, ou à pressão causada por sentar-se; surgindo pouco a pouco e durando mais de três meses. Prurido dos lábios vulvares. Dorimento extremo e escoriação dos lábios vulvares e da entrada da vagina, com leucorreia amarelo-esverdeada abundante.
17. Órgãos do Aparelho Respiratório
Dor aguda passando para a parte superior da mama d., cerca de uma polegada de profundidade; muito dolorida ao toque após a dor. Dor na mama d. Dor constante sob a mama e., < ao curvar-se para diante. Dores lancinantes sob a mama e., que tiravam a respiração. Dores acentuadas sob a mama e. a cada inspiração.
19. Coração e Pulso
Sensação no coração como se ali houvesse fogo, com sensação de que o coração fosse rebentar, ou às vezes como se um peso intenso estivesse deitado sobre ele, tudo isso difundindo-se desta região por todo o peito, por dentro e por fora. Acordou à meia-noite com dores acentuadas na região do coração, que pareciam como se ele quase tivesse parado de bater, com dor entorpecente na região do coração, nos lábios e na língua; grande medo da morte; quando as dores passavam, deixavam grande dorimento ao redor do coração; formigamento nos lábios e na língua; não podia deitar-se sobre o lado e.; sentia-se entorpecida e estranha por todo o corpo; pulso intermitente.
20. Pescoço e Costas
Dor passando para cima e para baixo ao longo do lado d. do pescoço. Ondas de calor por toda a parte posterior do pescoço e ombros. Dor com sensibilidade dolorosa na borda vertebral superior da omoplata d. Dor no lado d. das costas entre a omoplata e o sacro. Dor no lado e. das costas da omoplata ao sacro. Dor no sacro. Dor de cada lado do sacro. Dor na região sacra, < ao respirar profundamente. Dor nas costas do sacro às omoplatas. Dor subindo pelas costas a partir do sacro. Dor subindo e descendo da ponta do cóccix ao ombro d. Dor aguda passando do meio da omoplata pela face externa do braço até a ponta do dedo médio e, às vezes, até a ponta do dedo mínimo. Dor abaixo da omoplata e. Dor acentuada sob a omoplata e. Dor correndo para cima nas costas a partir da cintura, lado e. Dor constante o dia todo na região do rim e. Dor na parte posterior da cintura, passando da direita para a esquerda. Dor na região lombar. Dor ou moinha na parte inferior das costas < ao inclinar-se para trás, por três ou quatro dias. Dor passando das vértebras lombares até a metade da região dorsal, e daí irradiando-se em lancinadas para ambas as omoplatas. Dor surda por todas as costas e no braço d.; não consegue dobrar muito o corpo para diante porque isso causa dor intensa no cóccix; ao abaixar-se, como para apanhar algo do chão, tem de inclinar o corpo para um lado ou para outro. Dorsalgia em toda a extensão da coluna.
22. Membros Superiores
Inchaço no braço d. abaixo do cotovelo, dolorido ao toque, e dores quando move os braços em certas direções. Dor na parte anterior do braço superior d. Dor do alto do ombro d. à nuca. Dor do ombro d. descendo até a cintura. Dor no ombro d. passando curta distância pelas costas abaixo. Dor na parte superior do ombro d. passando para as costas e parte superior do pescoço. Dor passando do ombro d. ao cotovelo. Dor na parte posterior do ombro d. Dor do ombro d. à mama e. Dor nas axilas. Dor aguda em todos os dedos da mão d., exceto o dedo mínimo. Dor em ambas as mãos passando até as pontas dos dedos. A pele sob as unhas parece suja; isso não pode ser lavado nem raspado por dois dias. Dor na face dorsal da mão d. Dor na palma da mão d. Prurido na palma da mão d. Dores por toda a mão d. Segurar qualquer coisa com a mão d. faz as dores passarem de todos os dedos para a palma. Prurido violento de uma mancha hepática na mão d. Dores nas mãos irradiando-se em todas as direções. Dor na face palmar do punho d. passando para o polegar. Dor passando da ponta do dedo mínimo d. ao cotovelo. Dor no punho d. Dor passando do punho d. ao cotovelo. Dores em ambos os punhos, circundando-os. Dor com leve rigidez em ambos os punhos.
23. Membros Inferiores
(Inflamação e dor horrível estendendo-se por todo o trajeto do nervo ciático d.). Dores nas coxas e nos quadris. Sensibilidade dolorosa dos músculos glúteos à pressão. Sensibilidade dolorosa em faixas, estendendo-se do ânus pela parte posterior das pernas até os calcanhares; pode-se sentir uma rigidez (não elevada) onde está a dor. Ondas de calor nos membros inferiores. Dor da parte anterior do joelho d. até a espinha ilíaca ântero-superior d., e voltando até o meio do sacro. Dor no peito do pé d. ao dobrar o pé. (Dor como de gota no dedo do pé d., às vezes com leves dores subindo pelo membro d.; o dedo não suporta o contato de qualquer sapato; a dor é sempre a mesma em pé, andando ou deitado; exercício continuado <.). As almofadas plantares estão cobertas de pequenos calos, muito dolorosos ao caminhar. Todos os seus calos tornam-se dolorosamente sensíveis.
24. Generalidades
Sensível em todas as partes do corpo. Pequenas dores lancinantes por todo o corpo pela manhã. Latejamento em várias partes do corpo. (Pontadas breves, volantes, fulgurantes, em diferentes partes do corpo, bastante dolorosas, mas suportáveis, aparecendo na cabeça, ouvidos e face, bem como nos membros, não restritas a nenhuma localização especial.). (Grande esgotamento físico, causado por excesso de trabalho, completamente aliviado; repetidamente verificado por Swan e outros.). Durante a patogenesia, as dores eram < por uma tempestade iminente, cuja aproximação era sentida cerca de doze horas antes. As dores eram < em quarto úmido ou porão, mas > se houvesse fogo. Todos os sintomas > depois das 16 horas. As dores eram geralmente < de manhã e à noite.
< pelas cores azul e amarela; > pela vermelha. Prostração por excitação mental (Rushmore).
25. Pele
Muito irrequieta à noite por prurido em todo o corpo assim que se cobre na cama. Prurido em ambos os ombros.
26. Sono
Bocejos contínuos o dia todo. Insónia após a meia-noite. Não consegue dormir sobre o lado d. Não consegue adormecer sem pôr os braços sobre a cabeça. Impossível deitar-se reta na cama; encontra-se continuamente deitada em diagonal através da cama. Tem de deitar-se sobre o lado e., pois não se sente confortável em nenhuma outra posição. Acordou com a impressão de ter sonhado com terríveis dores no peito; não sabe se foi sonho ou realidade. Sonhos fatigantes a noite toda.
27. Febre
Grande frio, como se um arrepio estivesse para começar; mãos, especialmente os dedos, pés, artelhos, gelados; não conseguia aquecer-se na cama coberta de roupas e, durante o dia, sentava-se perto de um fogão, mas não conseguia aquecer-se. Ondas de calor dentro do corpo, pressionando de baixo para cima. Estranha inquietação à noite, sensação de grande calor por todo o corpo, corpo coberto por leve suor, apenas o bastante para causar desconforto.