Euphorbia lathyris

Erva-toupeira, catapúcia

por William BoerickeManual de Bolso de Matéria Médica Homeopática e Repertório

Referência histórica para profissionais e estudantes. As afirmações abaixo refletem os ensinamentos homeopáticos do autor indicado e não comprovam a eficácia do tratamento. Este texto não constitui aconselhamento médico e não deve substituir um diagnóstico ou cuidados adequados.

O suco leitoso fresco é extremamente acre quando aplicado à pele, e o fruto é acentuadamente purgativo e venenoso. O suco causa rubor, coceira, pápulas, por vezes gangrena. Os sintomas indicam seu uso na erisipela. Carvalho-venenoso, etc. Dores reumáticas durante o repouso. Fraqueza paralítica nas articulações.

Mente

Delírio e alucinações. Estupor, coma.

Olhos

Quase cerrados por edema das pálpebras.

Nariz

Ponta do nariz muito inflamada externamente. Membranas mucosas muito sensíveis e edematosas, com ulceração.

Rosto

A princípio, rubor vivo nas faces; depois, palidez cadavérica. Transpiração fria em gotas na fronte. Vermelho, tumefeito e, em pontos, supurante. Eritema, começando no rosto, estendendo-se pouco a pouco ao couro cabeludo e depois espalhando-se por todo o corpo, levando oito dias para fazê-lo; erupção brilhante, áspera, edematosa, com queimação e ardor vivo; agravada pelo toque e pelo ar frio; melhorada em aposento fechado e com aplicações de azeite. Descamação fina, furfurácea. Sensação de teias de aranha sobre o rosto. Picadas, ardor vivo e queimação no rosto ao toque.

Boca

Língua saburrosa, viscosa; gosto acre. Hálito frio, de odor mofento.

Estômago

Enjoo e êmese de grande quantidade de água límpida, misturada com grumos brancos, gelatinosos.

Evacuações

Purgação drástica por doses elevadas; efeito laxativo brando por doses menores; seguido, várias semanas depois, de constipação persistente. Evacuações de muco branco, transparente, gelatinoso; posteriormente misturadas com sangue.

Urina

Fluxo abundante de urina.

Masculino

Inflamação da bolsa escrotal, resultando em úlceras profundas, corrosivas, com coceira e queimação intensas; piora ao tocar as partes ao lavá-las.

Respiratório

Respiração laboriosa. Hálito frio, de odor mofento. Tosse; primeiro, irritativa, como pela inalação de enxofre; depois, paroxística, como na tosse convulsa, em acessos regulares, terminando em evacuações diarreicas e êmese, com sonolência entre cada acesso.

Coração

Ação cardíaca fraca e trêmula. Pulso 120, cheio, saltitante, algo irregular.

Sono

Inquietação à noite. Sono perturbado, sonhos ansiosos.

Febre

Temperatura aumentada. Corpo banhado em suor profuso, salientando-se como gotas na fronte; depois, transpiração fria e pegajosa na fronte.

Pele

Eritema, começando nas partes descobertas, no rosto, e espalhando-se por todo o corpo; brilhante, áspero, edematoso, com queimação e ardor vivo. Descamação fina, furfurácea, seguindo-se ao eritema. Erupção áspera, escamosa, com ardor vivo e queimação; quando coçada, forma úlceras profundas, irregulares, de bordas laceradas; a pele onde há ulceração permanece vermelha.

Modalidades

Piora, toque e ar frio; melhora, aposento fechado e aplicação de azeite.

Relação

Antidotado por Rhus tox (sintomas cutâneos); Veratr alb (êmese, purgação, tosse e coma).

Dose

Da terceira à trigésima potência.

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