Lac Caninum
By Constantine Hering — Os Sintomas-Guia da Nossa Matéria Médica
Leite de cadela.
O uso do leite de cadela na medicina é de data antiga. 'Dioscórides, Rhasis, Plínio e Sexto o recomendam para a expulsão do feto morto. Sammonicus e Sexto o elogiam na fotofobia e na otite. Plínio afirma que cura a ulceração do orifício uterino interno. Era considerado um antídoto contra venenos mortais'.
O medicamento foi reavivado por Reisig, de Nova York, que o usou com êxito no tratamento da difteria. Depois de Reisig, o medicamento foi empregado por Bayard e por Swan, a cujos esforços infatigáveis devemos o estatuto atual desta valiosa medicina. As potências de Swan foram preparadas a partir da 17ª de Reisig.
Patogenesias (com potências da 30ª para cima) por Laura Morgan, Hazlitt, Miss W., Mr. J. L. H., H. K., Mrs. Wheelwright, White, Grant, Swan, Taylor e família, e numerosos outros. Ver Swan's Materia Medica of Nosodes and Morbific Products, 1888, organizada por Berridge.
AUTORIDADES CLÍNICAS.
- Sensação de película diante dos olhos, Swan, Raue's Rec., 1875, p. 61; Dor de garganta, Fowler, Org., vol. 3, p. 102; Biegler, Hom. Phys., vol. 6, p. 410; Hills, Hah. Mon., vol. 10, p. 279; Gale, Hom. Phys., vol. 2, p. 69; Dor de garganta diftérica, Carr, Org., vol. 2, p. 204; Baillie, Raue's Rec., 1874, p. 112; Difteria (4 casos), Hiller, Org., vol. 3, p. 339; Swan, Times Retros., vol. 3, p. 29; Hills, Payne, Cin. Med. Adv., vol. 5, pp. 83, 84; Lippe, Org., vol. 1, p. 364; Finch, Wildes, Wesselhœft, Nichols, Cin. Med. Adv., vol. 5, pp. 178-182; Difteria cruposa, Wesselhœft, Org., vol. 3, p. 362; Afecção do estômago, Hiller, Org., vol. 2, p. 238; Ulceração sifilítica do pênis, Lippe, Org., vol. 2, p. 342; Efeitos nocivos do desmame, Gramm, T. H. M. S. Pa, 1884, p. 47; Metrite parenquimatosa, Biegler, MSS.; Ciática e dor de garganta, Swan, Hom. Phys., vol. 6, p. 411; Raquitismo (4 casos), Bernard, Times Retros., vol. 3, p. 29; Ciática e reumatismo, Hiller, Org., vol. 3, p. 338; Reumatismo agudo, Lippe, Org., vol. 2, p. 484; Reumatismo, Butler, Hom. Phys.; Afecção nervosa, Berridge, Hom. Phys., vol. 3, p. 217; Neuralgia aguda, Hiller, Org., vol. 3, p. 338.
MENTE [1]
Muito esquecida; ao escrever, usa palavras demais ou não as corretas; muito nervosa.
Omite a letra final ou letras finais de uma palavra, ao escrever; ao falar, substitui o nome do objeto visto pelo do objeto pensado.
Muito distraída; faz compras e vai-se embora sem elas; vai postar uma carta e a traz de volta na mão.
Não consegue reunir os pensamentos; sensação de confusão.
Muito inquieta; não consegue concentrar os pensamentos ou a mente para ler; quer abandonar tudo assim que começa.
Está impressionada com a ideia de que tudo o que diz é mentira.
Toda vez que aparece um sintoma, sente-se muito convencida de que não é atribuível ao medicamento, mas de que se trata de alguma doença estabelecida.
Sensação como se estivesse enlouquecendo, quando fica sentada quieta e pensando; às vezes apresenta-se à sua visão mental o mais horrível dos quadros (nem sempre cobras); sente um medo terrível de que tomem forma objetiva e se mostrem aos seus olhos naturais.
Pensa que todos a olham de cima para baixo, que não tem importância na vida.
Imagina que usa o nariz de outra pessoa. θ Difteria.
Imagina estar suja.
Imagina ver aranhas. θ Difteria.
Acordou ao amanhecer sentindo que era uma massa repelente e horrível de doença (enquanto as mamas estavam afetadas); não suportava olhar para qualquer parte do corpo, nem mesmo para as mãos, pois isso intensificava a sensação de nojo e horror; não suportava que qualquer parte do corpo tocasse outra, tendo de manter até os dedos separados; sentia que, se não conseguisse de algum modo sair do próprio corpo, em breve enlouqueceria.
Depois de inalar gás para extração de dentes, sensação muito estranha na cabeça (como a que sentia quando apagava sob o gás); às vezes imagina que o coração ou a respiração vão parar, ou então assusta-se de outro modo, e isso faz o coração bater violentamente; ocasionalmente muito deprimido e fantasia que está perdendo a razão.
Sensação ou delírio como se estivesse cercada por miríades de cobras, algumas correndo como relâmpago para cima e para baixo por dentro da pele; algumas das que estão por dentro parecem longas e finas; tem medo de pôr os pés no chão, para não pisar nelas e fazê-las contorcer-se e enrolar-se nas pernas; tem medo de olhar para trás, receando ver cobras ali; não sonha com elas e raramente é perturbada por elas depois de escurecer; ao ir para a cama, tinha medo de fechar os olhos com receio de que uma cobra grande, do tamanho do seu braço, lhe batesse no rosto.
Preocupa-se para que as espinhas que aparecem durante a menstruação venham a revelar-se pequenas cobras, que se enroscam e se torcem umas nas outras.
Ao deitar-se, de dia ou de noite, começa a pensar quão horrível seria se uma dor muito aguda, como uma faca, a atravessasse, e o pensamento disso causa grande angústia mental.
Ataques de raiva, pragas e palavrões ao menor pretexto.
Não suporta ser deixada sozinha por um instante. θ Difteria.
Sem desejo de viver.
Senta-se e olha debaixo das cadeiras, mesa, sofá e tudo no quarto, esperando, embora temendo, ver algum monstro terrível sair rastejando, e sentindo o tempo todo que, se isso acontecer, enlouquecerá furiosamente; não tem medo no escuro, é apenas na luz, onde pode imaginar que consegue vê-los.
Crises de choro duas ou três vezes ao dia. θ Metrite parenquimatosa.
A criança chora e grita o tempo todo, especialmente à noite, e não se deixa acalmar de modo algum.
Quando sobrevêm paroxismos de intensa nervosidade, sente vontade de arrancar a roupa; tira os anéis; não suporta que nada a toque, especialmente sobre a região ovariana esquerda, da qual levanta frequentemente a roupa de cama.
Teve de manter os dedos separados uns dos outros.
Depressão do ânimo, duvida da própria capacidade e do sucesso, pensa que terá cardiopatia e morrerá disso.
Estado crônico de tristeza; tudo parece tão escuro que não pode ficar mais escuro.
Sentimentos sombrios, < à medida que a dor de cabeça piora. θ Metrite parenquimatosa.
Receia tornar-se incapaz de cumprir os próprios deveres.
Medo da morte, com expressão ansiosa do rosto.
Muito nervosa; pavor constante; sensação como se fosse ficar inconsciente. θ Difteria.
Acorda angustiada e obrigada a levantar-se e ocupar-se de algum modo; teme enlouquecer. θ Metrite parenquimatosa.
Tem às vezes grande medo de cair escada abaixo.
Muito rabugenta e irritável apenas enquanto dura a dor de cabeça.
Quando acordada, muito irritável e chora constantemente.
Sente-se insultada porque pensa que todos a menosprezam.
Intensa fealdade e odiosidade; escreve aos melhores amigos toda sorte de coisas vis e desprezíveis.
Excita-se facilmente. θ Metrite parenquimatosa.
Excitada demais para permitir exame da garganta.
Sente-se fraca, e os nervos tão completamente desorganizados que não suporta que um dedo toque o outro. θ Afecção nervosa da garganta.
Extremamente nervosa e irritável. θ Metrite parenquimatosa.
Assusta-se com muita facilidade. θ Metrite parenquimatosa.
SENSÓRIO [2]
Sensação de tontura com leve náusea.
Depois de inalar hálito diftérico, atordoamento, com formigamento no vértex e leve dor de garganta.
Ruído constante na cabeça, muito desconcertante; < à noite e nas menstruações. θ Metrite parenquimatosa.
Desperta à noite com sensação como se a cama estivesse em movimento; ruído na cabeça, impossível de descrever; ao despertar pensou primeiro que a cabeceira estava oscilando e, assim, ocasionando o sofrimento, mas verificou que provinha de causas internas. θ Metrite parenquimatosa.
INTERIOR DA CABEÇA [3]
Dor de cabeça frontal.
Ao entrar em vento frio, dor terrível na testa como se fosse abrir-se em fenda, > ao entrar em quarto quente.
Depois da meia-noite, dor de cabeça frontal muito intensa e dor perfurante no vértex. θ Pneumonia tifóide.
Dor de cabeça frontal e occipital, < ao voltar os globos oculares para cima.
Dor de cabeça sobre os olhos, < ao costurar. θ Faringite.
Dor de cabeça: à tarde, principalmente sobre o olho esquerdo; sobre o olho esquerdo ao primeiro despertar.
Dores e latejamento nas têmporas. θ Dispepsia.
Dores de cabeça, principalmente através das têmporas, em dardos, em pontadas; às vezes começam do lado direito, às vezes do esquerdo; sempre passam de um lado a outro.
Dores na cabeça durante o dia, primeiro de um lado, depois do outro; parecem perfeitamente insuportáveis; > ao sair primeiro ao ar livre.
Dor de cabeça debaixo dos olhos, estendendo-se por toda a cabeça e topo do ombro. θ Metrite parenquimatosa.
Pressão intensa sobre o cérebro. θ Metrite parenquimatosa.
Levantou-se de manhã com dor de cabeça frontal pesada e surda e, às 9 horas da manhã, forte dor aguda no alto da cabeça, vinda da nuca, depois estendendo-se para diante através da cabeça; dor tão intensa que comprime o topo da cabeça com as mãos; pescoço rígido; inclinar a cabeça para frente ou deitar-se causa congestão, aumentando a dor; depois as dores cedem por curto tempo e recomeçam, ora na parte anterior da cabeça, ora na nuca, ora em toda a cabeça de uma vez; quando a dor é frontal, provoca lacrimejamento. θ Neuralgia aguda.
Acorda frequentemente com enxaqueca, que parece começar na nuca. θ Afecção nervosa da garganta.
Enxaquecas começando na nuca; dor que se fixa gradualmente na testa direita ou esquerda.
Dores lancinantes do occipício à testa; batimentos. θ Metrite parenquimatosa.
As dores de cabeça parecem insuportáveis e são acompanhadas de dor na região lombar; todas as dores cessam assim que a garganta piora. θ Difteria.
Dor de cabeça < por ruído ou por falar, > mantendo-se quieta; sensação de confusão na cabeça.
CABEÇA EXTERNA [4]
A cabeça está muito dolorida e coça quase o tempo todo.
Espinhas doloridas no couro cabeludo, que supuram e formam crosta; extremamente dolorosas ao toque ou ao pentear os cabelos.
VISÃO E OLHOS [5]
Olhos sensíveis à luz. θ Reumatismo.
Precisa de luz, mas não tolera a luz do sol. θ Difteria.
Tendência da retina a reter a impressão dos objetos, especialmente das cores; ou alguma parte do último objeto olhado projeta-se no seguinte.
Enquanto olha para um objeto, parece ver, logo além ou fora do eixo da visão, um objeto passando através do campo visual; mas, ao ajustar os olhos para vê-lo, ele desaparece; aparece sempre como objeto pequeno, como um rato ou um pássaro, às vezes no chão, outras no ar.
Vê rostos diante dos olhos, < no escuro; o rosto que mais a persegue é um que realmente viu.
Vê olhos grandes e coisas rastejantes. θ Difteria.
Dificuldade em distinguir objetos; ao ler, as letras se juntam. θ Após difteria.
Ao ler, a página não parece nítida, mas como coberta de várias manchas pálidas de vermelho, amarelo, verde e outras cores.
Ao olhar-se no espelho à luz de gás, depois de forçar os olhos, vê uma mancha verde ou uma faixa verde diante do olho esquerdo, inclinando-se para baixo do olho esquerdo para a face direita. θ Glaucoma.
Manchas verdes quadradas ou redondas, ou manchas marrons diante do olho esquerdo, quando o sol está brilhante; às vezes manchas brilhantes diante do olho esquerdo. θ Catarata.
Sensação frequente de uma película diante dos olhos, com vertigem, e, enquanto assim sofria, via um pequeno objeto escuro, como rato ou pássaro, vindo para a sua esquerda.
Película sobre os olhos por ler ou olhar atentamente.
Olhos turvos. θ Metrite parenquimatosa.
Dor pesada nos globos oculares, com pressão para fora.
Queimação no olho esquerdo. θ Reumatismo.
Olhos lacrimejantes e com secreção. θ Difteria.
Olhos baços e sem brilho. θ Difteria.
Auréola castanho-escura sob os olhos. θ Menstruação retardada.
Inchaço não edematoso das pálpebras superior e inferior; coloração rósea das pálpebras inferiores, mais notável à direita. θ Difteria.
Peso da pálpebra superior esquerda, com dor acima do olho esquerdo.
Pálpebras superiores muito pesadas, mal conseguia manter os olhos abertos.
Aglutinação das pálpebras esquerdas. θ Reumatismo.
AUDIÇÃO E OUVIDOS [6]
Os sons parecem muito distantes.
Dor em ambos os ouvidos; ruídos; como se os ouvidos estivessem cheios.
Surdez por sífilis hereditária.
Secreção verde, sem odor.
OLFATO E NARIZ [7]
Nariz frio. θ Difteria.
Líquidos saem pelo nariz ao beber. θ Difteria.
Epistaxe: ao falar ou engolir; às 4 da tarde, retornando a intervalos. θ Difteria.
Espirros acentuados.
Cabeça tão obstruída que mal consegue respirar.
Sensação de obstrução na cabeça, como de forte resfriado na cabeça.
Um lado do nariz obstruído, o outro livre e às vezes correndo muco fino e sangue fluido; essas condições alternam-se, primeiro uma narina fechada e a outra fluente, e vice-versa. θ Difteria.
Corrimento nasal, escoriando as narinas e o lábio superior.
Coriza, com descarga de muco espesso branco.
Catarro fluente de ambas as narinas, com sensação de plenitude na parte superior do nariz.
Coriza; descarga aquosa constante do nariz, escoriando as narinas e os lábios superiores.
Descarga nasal noturna profusa, como gonorreia, manchando o travesseiro de amarelo-esverdeado.
O nariz tornou-se tão mau que houve receio de destruição dos ossos; pus sanguinolento descarregado várias vezes ao dia; ossos nasais doloridos à pressão.
Ferida no lado direito do septo nasal; no dia seguinte o nariz dolorido, com inclinação constante de mexer nele e arrancar a crosta.
Dois furúnculos muito inflamados, um sob o lado esquerdo do nariz e outro sobre a narina superior esquerda; ambos apontaram, descarregaram matéria e sangue e depois formaram crosta; antes da descarga, dor lancinante. θ Enxaqueca.
FACE SUPERIOR [8]
A face indica grande ansiedade. θ Difteria.
Fisionomia pálida e abatida. θ Difteria.
Rosto muito vermelho e depois subitamente pálido.
Face afogueada; faces vermelhas. θ Difteria.
Face afogueada, inchada e quente; arde, parece seca.
Auréola castanho-escura sob os olhos. θ Menstruação retardada.
De manhã, o maxilar superior esquerdo parece dolorido; a maior parte do tempo há dor surda, < pelo esforço; às vezes dor pulsátil, ardor, latejamento, calor dolorido, sensação de plenitude; não consegue usar a dentadura por dor e inchaço do maxilar; uma exacerbação da dor deixa a face muito dolorida; as dores > por aplicações quentes, mas só as aplicações frias > a sensibilidade dolorosa.
FACE INFERIOR [9]
Mancha circular vermelha abaixo do osso malar direito, ardente ao toque. θ Dispepsia.
Rubores na face esquerda. θ Dispepsia.
Lábios secos e descamando; secos e ressequidos, mas a boca constantemente cheia de saliva espumosa.
Parece afetar mais o lábio inferior, e bolhas e herpes febris nos lábios cedem à sua influência.
A mandíbula estala ao comer. θ Dispepsia.
Glândulas submaxilares inchadas; θ Difteria.
Inchaço da parótida esquerda, com dor de garganta e falta de apetite.
A glândula parótida é atacada primeiro, e a doença estende-se às outras glândulas do pescoço; garganta e lados do pescoço não sensíveis ao toque externo. θ Difteria.
O inchaço da parótida passa da direita para a esquerda, mas mais frequentemente da esquerda para a direita.
DENTES E GENGIVAS [10]
Dor roedora paroxística no canino superior esquerdo, cedendo temporariamente a qualquer aplicação fria. θ Enxaqueca.
Gengivas inchadas, ulceradas, retraídas, sangrantes; dentes frouxos; causada por nutrição defeituosa e exposição.
PALADAR, FALA, LÍNGUA [11]
Nada tem sabor natural, exceto alimentos salgados. θ Epúlide.
Sabor pútrido na boca. θ Difteria.
A língua geralmente vermelha e úmida. θ Difteria.
Língua saburrosa esbranquiçada, exceto nas bordas, que são vermelhas.
Língua saburrosa, de aspecto sujo, do centro à raiz.
Língua saburrosa esbranquiçada nas bordas, centro e raiz mais escuros.
Língua: fortemente coberta e seca até a ponta; coberta de saburra suja, branco-amarelada e viscosa; seca; espessamente coberta, cinzento-esbranquiçada. θ Difteria.
Língua coberta de branco-acinzentado, com aspecto azulado subjacente.
Leve revestimento amarelo na língua. θ Difteria.
Língua coberta de marrom.
Dificuldade de articular, devido a um estado semiparético da língua, causando gagueira se fala depressa; tem de falar muito devagar.
INTERIOR DA BOCA [12]
Ruído peculiar na boca, ao longo da língua; ao tentar pigarrear para limpar a boca, o muco chocalhava ao longo da língua rápida e continuamente; a fala era tão indistinta que se tornava ininteligível, e cada palavra que tentava pronunciar era acompanhada por esse ruído rápido e contínuo ao longo da língua. θ Difteria.
Hálito ofensivo, pútrido. θ Difteria.
Boca seca e ressequida; bebe pouco e frequentemente.
Boca muito seca sem sede.
Muco na boca, < depois de comer e ao ar livre.
Boca cheia de muco espumoso; inclinação a engolir.
Aumento da quantidade de saliva, ligeiramente viscosa.
Boca constantemente cheia de saliva espumosa, lábios secos e ressequidos.
Cuspeira constante e baba muito profusa, deixando queixo e peito doloridos. θ Difteria.
Durante o sono, a saliva escorre da boca, molhando o travesseiro.
Estomatite; estomacace; cancrum oris; estomatite dolorosa da lactante.
PALATO E GARGANTA [13]
A garganta muito sensível ao toque externo.
Sensação como se a garganta se fechasse e ela fosse sufocar; a sensação está entre a garganta e o nariz; parece como se algo na garganta estivesse aumentado ou relaxado; deseja manter a boca aberta para não sufocar; às vezes não consegue engolir, porque parece haver uma espécie de contratura muscular na garganta.
Sintomas paralíticos fortemente marcados; assim que adormecia, parava de respirar, e só se mantinha vivo mantendo-o acordado; aparentemente a respiração era mantida por esforço voluntário. θ Difteria.
Falar é muito difícil, e há disposição para falar pelo nariz; θ Afecção nervosa da garganta.
Deglutir muito difícil, doloroso, quase impossível.
Úvula alongada e muito inchada, com revestimento diftérico; amígdalas inchadas e cobertas; fundo da garganta em placas, estendendo-se até o palato duro; odor ofensivo e diftérico.
Inclinação constante a engolir, causando dor irradiada para ambos os ouvidos.
Sensação de picadas na garganta, como se estivesse cheia de gravetos.
Picadas e dores incisivas através das amígdalas ao engolir, disparando para os ouvidos. θ Difteria.
A dor na garganta empurra em direção ao ouvido esquerdo.
Ao engolir, dor aguda ora do lado direito da garganta, ora do esquerdo. θ Difteria.
A garganta > depois de beber frio ou quente; < ao engolir em vazio. θ Difteria.
A garganta parece rígida como uma tábua. θ Difteria.
A garganta sensível. θ Metrite parenquimatosa.
Cócega e sensação de constrição na parte superior da garganta, causando tosse seca e irritativa constante.
Sensação de caroço na garganta, que desce ao engolir, mas volta; garganta < do lado direito.
Sensação de bola ou corpo redondo no lado esquerdo da garganta, e impressão de que poderia ser removido com uma faca.
Sensação marcada de caroço no lado esquerdo da garganta, ao engolir; dor estende-se ao ouvido. θ Difteria.
Sensação de caroço no lado direito da garganta, com sensação de que poderia agarrá-lo com os dedos e puxá-lo para fora; acompanhada por picadas e pontadas muito incômodas; inclinação constante a engolir saliva, o que causa dor na garganta.
Caroço no lado esquerdo da faringe abaixo da amígdala, causando aumento que enchia cada arco do palato, quase até o lado direito.
A maior dor ao engolir sólidos, sem aversão a bebida fria; ao engolir alimento sólido, parece passar sobre um caroço, com dores doloridas irradiando até e para dentro do ouvido esquerdo. θ Difteria.
A dor de garganta começa com cócega.
A garganta parece em carne viva.
Sensação de escoriação, começando geralmente no lado esquerdo da garganta. θ Difteria.
A garganta parece seca, rouca, como escaldada por líquido quente.
A garganta tem sensação de queimada e repuxada, como por cáustico.
Dor no lado direito da garganta na região da amígdala. θ Reumatismo agudo.
Acorda com garganta e boca dolorosamente secas. θ Metrite parenquimatosa.
A garganta muito seca e dolorida, muito inflamada, < do lado direito; palato vermelho, úvula alongada; deglutição muito dolorosa.
Garganta dolorida, edematosa, empastada; amígdalas muito inchadas.
Aspecto especialmente brilhante, envernizado e vermelho da garganta. θ Sífilis.
Dor de garganta, dores por todo o corpo e membros, forte dor de cabeça. θ Difteria.
Garganta muito dolorida do lado esquerdo; dolorosa à pressão externa em ambos os lados.
Dor de garganta do lado direito, mais embaixo, estendendo-se ao ouvido; dor ao engolir; sensível à pressão externa; leve coriza.
Garganta dolorida, inchada, vermelha e reluzente. θ Difteria.
Ponto dolorido no lado esquerdo da garganta, só à noite, desaparecendo à 1 da manhã; na noite seguinte o mesmo no lado direito da garganta; depois da 1 da manhã não voltou mais.
Crosta na pele, com matéria amarelo-acinzentada por baixo; folículos mucosos da garganta elevados e inchados, cobertos de muco esbranquiçado, cor de creme; pus sanguinolento descarregado do nariz várias vezes ao dia; ossos nasais doloridos à pressão. θ Dor de garganta.
Supressão parcial da urina; garganta dolorida e de aspecto edematoso e empastado; na manhã seguinte, pulso 130; temperatura 102; amígdalas muito inchadas; grande indisposição para tomar alimentos ou bebidas. θ Dor de garganta.
A dor de garganta começa com sensação de cócega, que causa tosse constante; depois vem sensação de caroço de um lado, causando deglutição constante; essa condição cessa inteiramente, apenas para começar no lado oposto, e frequentemente alterna, voltando outra vez ao primeiro estado; essas dores de garganta têm grande tendência a começar e terminar com a menstruação.
Dor de garganta pouco antes das menstruações por vários anos, desde a difteria; pequenas placas amareladas esbranquiçadas de exsudação na amígdala do lado afetado, com grande dificuldade para engolir e dores agudas subindo ao ouvido; essas placas também estão presentes no fundo da garganta e na úvula; algumas são bem amarelas e outras brancas; raspá-las faz sangrar.
Garganta muito dolorida, dor estendendo-se ao peito, seca e dolorida; cor vermelho-escura de cada lado da garganta diante das amígdalas.
Pouco antes de ir para a cama, a garganta começou a parecer em carne viva e dolorida, dormiu mal; na manhã seguinte, a garganta parecia cheia e dolorida, um tanto < do lado direito; essa condição continuou dois dias, quando pareceu descer para o peito.
Ao despertar de manhã, a garganta parecia conter caroços como dois ovos e permanecia dolorida o tempo todo, especialmente ao engolir; água fria parecia > momentaneamente; à noite, o exame revelou ambas as amígdalas muito inchadas e muito vermelhas, mais a esquerda, e placas distintas na amígdala esquerda.
Amígdala direita vermelha e inchada; dor na amígdala de caráter roedor; < à noite; sonhos com cobra na cama.
Amígdalas inflamadas e muito doloridas, vermelhas e brilhantes, quase fechando a garganta; secura das fauces e da garganta; inchaço das glândulas submaxilares. θ Amigdalite.
Abscesso periamigdaliano, prestes a drenar, desapareceu sem drenar, em tempo extraordinariamente curto; o problema vinha mudando de um lado para o outro e voltando; não retornou.
Dor de garganta, agravando-se rapidamente; febre; deglutição difícil; lado direito <; amígdala direita intensamente inflamada, vermelho-viva e muito aumentada, e uma mancha amarelo-acinzentada na superfície interna; toda a faringe, úvula e véu palatino muito inflamados; a mancha tornou-se maior e outras se formaram na faringe; a amígdala esquerda tornou-se quase tão grande quanto a direita; hálito fétido; subsequentemente, erupção escarlate brilhante na face, pescoço, mãos e peito, como escarlatina; quase total incapacidade de engolir, especialmente líquidos; aversão a líquidos, particularmente água.
Abscesso periamigdaliano; a supuração passou da amígdala esquerda para a direita, depois da direita para a esquerda, depois de volta para a direita, depois ambas as amígdalas igualmente; e novamente uma amígdala > e a outra ficava <; toda a porção posterior da garganta era um inchaço edematoso, erguendo-se como barreira intransponível; fragmentos espessos e tenazes de membrana diftérica se desprendiam, e novas membranas se refaziam constantemente; o inchaço na garganta era tão grande e tenso que a boca não podia ser fechada.
Folículos mucosos elevados ou inchados e cobertos por muco esbranquiçado, cor de creme.
Toda a membrana da garganta inchada, vermelho-escura,
com manchas cinzentas e pequenas úlceras de forma irregular; a membrana destacava-se ocasionalmente; articulação e deglutição intensamente dolorosas; < após o sono.
Úlceras brancas nas amígdalas.
Dor de garganta, começando na amígdala esquerda, inchada e ulcerada; a garganta parece inchada e em carne viva; picadas e dores incisivas disparam através das amígdalas ao engolir; glândulas submaxilares inchadas, dor dolorida no ouvido esquerdo; maior dor ao engolir sólidos; o alimento parece passar sobre um caroço; sem aversão a bebida fria; ao beber, o líquido saía pelo nariz.
Dor de garganta começando na amígdala esquerda, que estava inchada e ulcerada, apresentando uma depressão coberta por uma placa branca; a doença mais tarde estendeu-se ao palato e à amígdala direita, as partes vermelhas e brilhantes.
Garganta altamente inflamada, inchada, quase fechada, manchas diftéricas cinzentas no lado esquerdo da garganta.
Dor de garganta, úlcera na face interna de cada amígdala, amígdalas vermelhas e ligeiramente aumentadas, resto da garganta seco. θ Difteria.
As úlceras aumentam em tamanho e número, mas a membrana vizinha parece mais clara. θ Difteria.
Úlceras pequenas, redondas ou irregulares, branco-acinzentadas, nas amígdalas e fauces, de ambos os lados. θ Difteria.
Amígdalas inchadas a ponto de quase fechar a garganta. θ Abscesso periamigdaliano.
Amígdala direita coberta por membrana cinzento-cinácea estendendo-se ao longo da borda palatina livre até a úvula, que já havia comprometido; o quarto impregnado de odor diftérico; no dia seguinte a membrana tinha ultrapassado o centro, envolvendo todo o arco do palato e descendo bastante sobre a amígdala esquerda.
Amígdala direita em carne viva, inchada; membrana branco-acinzentada ali e nas fauces. θ Difteria.
Toda a amígdala direita coberta por placa diftérica.
Ambas as amígdalas inchadas e cobertas por pontos de exsudação, como mofo em compotas.
Língua, fauces, amígdalas, tudo inchado e coberto de saburra suja. θ Difteria.
Em cada amígdala uma exsudação muito espessa, cobrindo quase toda a superfície; ao examinar, um grande fragmento de membrana desprendeu-se acidentalmente de uma amígdala, seguido de hemorragia considerável.
A garganta muito dolorida, amígdalas aumentadas, especialmente a esquerda, grandes placas brancas; amígdalas e faringe vermelho-púrpura profundo; odor pútrido vindo da garganta; depois que as placas foram expectoradas, deixaram a garganta muito dolorida, em carne viva e sangrando.
A garganta muito dolorida, < do lado esquerdo; grandes úlceras esverdeadas em ambas as amígdalas, cercadas por exsudação branco-acinzentada; as partes não cobertas têm cor vermelho-púrpura profunda; inchaço externo em ambos os lados; depois que a exsudação das amígdalas desapareceu, restou uma superfície crua e sangrenta. θ Difteria.
Placas brancas, como ovos de mosca, em ambas as amígdalas, estendendo-se daí para o fundo da garganta; amígdalas aumentadas e vermelho-escuras; sentia que sufocaria à noite pela sensação de plenitude na garganta, que impedia o sono; engolir torrada causava alguma dor, mas parecia limpar a garganta; beber causava mais dor na garganta, e ela tinha de engolir em goles forçados.
Bochechos com água morna faziam subir um muco filante.
Toda a membrana da garganta altamente inflamada, inchada, e glândulas aumentadas de ambos os lados. θ Difteria.
Falsa membrana na garganta, espessa, cinzenta, ou ligeiramente amarela, ou escura e quase preta, ou branca e reluzente, quase como madrepérola ou escamas de peixe.
Estrias irritadas, vermelho-escuras, dos capilares nas fauces, dando lugar a depósito brilhante, reluzente, ou a membrana tenaz; semi-arcos cheios de saliva pegajosa e fétida.
Membrana diftérica branca como porcelana; mucosa da garganta reluzente como se envernizada; as membranas deixam um lado e passam para o outro repetidamente; desejo de bebidas quentes, que podem voltar pelo nariz; paralisia pós-diftérica.
Aspecto lustroso e brilhante; disposição da membrana para mudar de posição nas fauces. θ Difteria cruposa.
Úlceras na garganta brilham como prata polida; os sintomas iam de um lado para outro; sintomas cruposos não muito marcados; depois que a exsudação foi removida, ficou uma escavação profunda. θ Difteria.
Os depósitos diftéricos parecem como envernizados; exsudações migratórias, agora aqui, agora ali. θ Crupe diftérico.
Massa membranosa espessa sobre o véu palatino, lado esquerdo; massas diftéricas cobrindo a úvula e a parede posterior da garganta; no dia seguinte, a membrana sobre o véu palatino mais espessa, castanho-suja na úvula e paredes posteriores e pilares da garganta, muito mais extensa e ofensiva; deglutição muito difícil; grande massa membranosa, ameaçando sufocação, removida com pinça; na manhã seguinte uma segunda membrana tomou o lugar da primeira, e as paredes da garganta estavam cobertas por exsudação cinzenta suja; úvula quase preta, com grossos farrapos de membrana pendendo dela.
De manhã a garganta muito dolorida; amígdala direita coberta de úlceras e placas, que se estendiam pelo palato e cobriam a amígdala esquerda; no dia seguinte a membrana se estendeu através da parede posterior da faringe; úvula alongada, acompanhada de calafrios, febre alta, dores na cabeça, nas costas e nos membros, grande inquietação e extrema prostração.
A garganta dolorida, mas pouco inchada; amígdalas muito pouco aumentadas; dor de garganta primeiro principalmente à direita, depois à esquerda; membrana diftérica bem marcada em ambos os lados da garganta, situada sobre base vermelha inflamada, 3/4 de polegada de comprimento, 1/4 de polegada de largura, 1/2 de polegada de espessura, e com o mesmo comprimento e largura na base; borda anterior amarelo-suja; centro mais organizado, nacarado, reluzente, branco como cartilagem; a membrana do lado direito parece mais firme e densa e desapareceu mais tarde.
Calafrios intensos, dor de cabeça, dor nas costas e nos membros, inquietação e dor de garganta; três dias depois a amígdala direita coberta por membrana cinzento-cinácea, estendendo-se ao longo da borda palatina livre até a úvula, que já havia comprometido; odor diftérico peculiar no quarto; pulso pequeno; pele pegajosa; rápida exaustão das forças vitais; no dia seguinte a membrana envolveu todo o arco do palato e passou à amígdala esquerda. θ Difteria (após fracasso de Phytol. e Lycop.).
Céu da boca e parede posterior da faringe cobertos por depósito amarelo-acinzentado, cuja maior parte logo desapareceu, durando apenas cerca de uma hora; a garganta muito > ao meio-dia; o depósito quase desaparecera, mas < novamente à noite.
A garganta coberta por membrana diftérica; úvula alongada, inchada e coberta por depósito diftérico preto e branco ou cinzento; fundo da garganta, estendendo-se até o palato duro, todo coberto; hálito muito ofensivo; lado esquerdo do pescoço inchado e quase nivelado com a mandíbula; grande dificuldade em engolir; depois que a garganta começou a melhorar, a doença pareceu percorrer todo o canal alimentar, pois a úvula e as partes estavam muito inchadas, e de quando em quando havia descargas involuntárias de matéria diftérica pela úvula e pelo reto.
Uma placa de membrana diftérica apareceu primeiro na amígdala direita, depois na esquerda, e alternava frequentemente de lado; o inchaço do pescoço (glândulas submaxilares e linfáticas) também alternava do mesmo modo; < durante e depois de tempestade fria de nordeste; cócega na garganta ao beber; um lado do nariz obstruído, o outro livre e por vezes correndo muco fino e sangue fino; essa condição do nariz também alternava; inchaço não edematoso das pálpebras, cor rósea da pálpebra inferior, particularmente do olho direito; respiração rouca e cruposa, por vezes parada completa da respiração; ronco frequente, e respiração só possível pela boca; constipação intestinal obstinada, desejo frequente, com dores lancinantes no reto, sem força para expulsar; evacuação volumosa, esbranquiçada, áspera, escamosa, dura; não suportava ser deixada só por um instante; via olhos grandes e coisas rastejantes; precisava de luz, mas não tolerava a luz do sol; urina escassa, infrequente, cor de café, sem desejo de urinar; 80 por cento de albumina e muito muco; quantidade inferior a uma guelra, cerca de 120 mL, em vinte e quatro horas. θ Difteria.
Febre; banhada em transpiração morna, especialmente no rosto, pescoço e mãos; expressão ansiosa; olhos lacrimejantes e com secreção; quer ficar sentada nos braços da mãe; chora e desiste a cada tentativa de mamar; estende a mão para a água, mas recusa-se a tomá-la; respiração rouca; choro sussurrado e interrompido, muitas vezes sem som algum; pulso 170; língua, fauces
e amígdalas inchadas e cobertas de saburra suja; baba escorrendo da boca; garganta sensível ao toque externo; membrana diftérica espessa, suja, cinzenta, cobrindo a borda livre da epiglote e estendendo-se para cada lado; a criança recusa engolir e cospe o remédio, parte retornando pelo nariz. θ Difteria.
Dor de garganta acompanhada de calor intenso; pulso quase incontável; prostração tão completa que a paciente se recusava até a fazer esforço para tomar o remédio; temperatura 102,6 °F; grande sensibilidade externa da garganta; sintomas < após o sono; exsudato muito espesso cobrindo quase toda a superfície de cada amígdala, que, se removido à força, é seguido de hemorragia considerável. θ Difteria (após fracasso de Laches).
Garganta altamente inflamada, inchada, quase fechada; placas diftéricas cinzentas no lado esquerdo da garganta; respiração difícil, às vezes com acessos sufocativos; pulso 140; face afogueada, inchada e quente; língua seca e espessamente coberta de cinzento-esbranquiçado. θ Difteria.
No terceiro dia, amígdala direita inchada e nela pequena placa diftérica, resto da garganta inflamado; no quarto dia, ambas as amígdalas inchadas e cobertas de placas diftéricas, com deglutição difícil; febre alta, inquietação, gritava e falava durante o sono; queixava-se de dores na cabeça, nas costas e nos membros; vermelhidão escarlate brilhante no peito e ao redor do pescoço, que, no quinto dia, se estendeu por todo o corpo e pernas; a doença agora no ponto mais alto; a pele, em grandes placas, assumiu cor vermelho-escura tendendo ao púrpura; todo o corpo inchado; membrana, inchaço e dor < do lado direito; deglutição impossível; recusando beber enquanto se queixava de sede intensa; fétor característico no quarto; a dor do lado direito diminuiu e começou do lado esquerdo; amígdala esquerda e parede posterior da faringe cobertas de membrana; coanas posteriores invadidas; sensação marcada de caroço no lado esquerdo da garganta, ao engolir, com dor estendendo-se ao ouvido esquerdo; língua coberta de saburra suja, branco-amarelada e viscosa; ausência de prostração; a melhora começou no sétimo dia e o remédio foi suspenso. θ Difteria.
As dores nos membros, na região lombar e na cabeça desaparecem, e a garganta torna-se mais dolorosa, mas tem melhor aspecto; frequentemente as úlceras aumentam de tamanho e número, mas a membrana vizinha parece mais clara; < por deglutição em vazio; a garganta parece rígida; > depois de beber, quente ou frio; sem sede, mas boca seca; a dor empurra em direção ao ouvido esquerdo; amígdala direita em carne viva, inchada, membrana branco-acinzentada ali e nas fauces; epistaxe ao falar ou engolir, em um caso; suor por todo o corpo; grande exaustão com sensação de envenenamento; micção frequente, urina escura; inquieta, nas pernas e em todo o corpo; a face arde seca; cuspeira constante, baba; úlceras pequenas, redondas ou irregulares, branco-acinzentadas; voz rouca, interrompida por fraqueza e rouquidão. θ Difteria.
A garganta cheia de substância que parecia 'smear kase'; garganta, língua, céu da boca, gengivas e faces completamente revestidos por essa substância; boca e garganta cheias de partículas soltas; odor horrível. θ Difteria pós-escarlatinosa.
Peso, e estômago distendido e sensível; aumento das amígdalas, amígdala esquerda <; sente-se fraca; não pode comer nem beber nada sem dor no epigástrio; falta de ar e languidez geral. θ Após difteria.
A membrana deixava a garganta, e seguia-se hemorragia intersticial muito intensa, de sangue vermelho-vivo; a hemorragia melhorava lentamente, e a membrana aparecia novamente na garganta; isso vinha alternando por vários dias. θ Difteria.
Falsa membrana, espessa, cinzenta, amarela ou escura, circundando mucosa escura ou viva, podendo estar < de qualquer lado, ou a inflamação mudar de um lado para outro, geralmente < à esquerda.
Falsa membrana espessa, amarelo-acinzentada, muitas vezes esverdeada.
Inflamação faríngea, com destruição extensa do epitélio, viscosidade da saliva, calor nas palmas; necessidade absoluta de mudar constantemente de posição.
Membrana diftérica espessa, suja, cinzenta, cobrindo a borda livre da epiglote e estendendo-se para cada lado.
A úvula bastante livre de membrana, mas intensamente dolorida e sangrante. θ Difteria.
Úvula coberta (em sete casos).
Depois que a membrana exfolia, a mucosa parece crua e sanguinolenta, com aumento da deglutição.
Na maioria dos casos de difteria, os sintomas de garganta começam do lado direito.
Inflamação, úlceras e inchaço passam de um lado para outro, geralmente < à esquerda. θ Difteria.
Difteria e crupe diftérico; crupe membranoso.
APETITE, SEDE. DESEJOS, AVERSÕES [14]
Sem apetite. θ Dispepsia. θ Reumatismo agudo. θ Difteria.
Apetite e forças em declínio; aversão a alimentos, especialmente gordurosos ou untuosos. θ Metrite parenquimatosa.
Sem apetite nem sede. θ Difteria.
Sede de pouca quantidade de cada vez, porém frequentemente, porque a garganta está muito seca e quente. θ Difteria.
Sede. θ Reumatismo agudo.
Sede acentuada por grandes quantidades, frequentemente.
Desejo de pratos muito condimentados, o que é muito incomum; tem usado pimenta, mostarda e sal livremente.
Deseja água morna com uma pitada de sal.
Deseja leite e bebe muito dele. θ Difteria.
Aversão a líquidos, especialmente água. θ Difteria.
SOLUÇOS, ERUCTAÇÕES, NÁUSEA E VÔMITOS [16]
Grande sensação de desfalecimento no estômago e náusea. θ Metrite.
Náusea, com dor de cabeça, ao despertar; toda a manhã.
Náusea no início da difteria.
As descargas diftéricas quase constantes da boca e do nariz quase cessaram, e ela quase imediatamente teve acessos de enjoo no estômago, e ocasionalmente vomitava pedaços de membrana. θ Difteria.
Ataques frequentes de vômitos intensos e, quando não assim, sempre sensação de náusea e medo de comer. θ Enxaqueca.
ESCROBÍCULO E ESTÔMAGO [17]
Sensação fraca e afundante no epigástrio ao despertar de manhã.
Sensação roedora e faminta, não > por comer; tudo o que come, exceto peixe, piora-a; a ideia de leite a enjoa. θ Enxaqueca.
Dor dispéptica, como por uma pedra ou alimento não digerido, no epigástrio, às 9h45 da noite; seguida de dor penetrante no pulmão direito, logo abaixo do mamilo.
Queimação na região epigástrica; sensação de peso e pressão de pedra no estômago; muita sede; abdome inchado e ardente, com dores de peso para baixo no interior; evacuações mucosas, amarelas, líquidas; pulso 100; dores e latejamento nas têmporas; rubores na face esquerda; mancha circular vermelha abaixo do osso malar direito, ardente ao toque; sem apetite, não suporta alimento; mandíbula estala ao comer. θ Afecção do estômago.
Estômago sensível e distendido; não consegue comer nem beber nada sem dor no epigástrio. θ Após difteria.
Batimentos no estômago e nos intestinos.
Latejamento intenso na região do plexo solar; quando se torna muito severo, como acontecia diariamente por horas seguidas, parece estender-se ou continuar para cima até a cabeça, quando sobrevêm tontura e leveza da cabeça, obrigando-a a deitar-se imediatamente, de outro modo cairia violentamente ao chão.
Gastralgia ou cardialgia, < nas menstruações, a ponto de cair ao chão; vem e vai subitamente.
HIPOCÔNDRIOS [18]
Dor intensa em queimação na região hipocondríaca e ilíaca direita, e na parte correspondente das costas, estendendo-se pelas costas até o lado esquerdo do abdome; < quando em pé ou fatigada; > quando deitada.
ABDOME E LOMBOS [19]
Abdome muito duro e inchado, à noite.
Abdome inchado e ardente, com dores de peso para baixo no interior.
Calor extremo no abdome.
Forte dor lancinante no abdome, irradiando-se em todas as direções.
Pressão de dentro para fora, como se o conteúdo do abdome fosse forçado para fora, logo acima da pelve.
Dor intensa muito aguda no lado esquerdo do abdome, com náusea ao inclinar-se para frente.
Dor e queimação no lado esquerdo do abdome e da pelve, com peso e repuxo desse lado; as roupas parecem pesadas.
Dor na pelve, principalmente na região ovariana direita.
Dor de cabeça sobre o olho esquerdo ao primeiro despertar e grande dor na pelve, mais marcada no ovário direito.
Dores no abdome intermitentes.
Dor no abdome, < ao inclinar-se para frente; > ao inclinar-se para trás.
Ardor na virilha direita; as dores parecem estar nos ossos pélvicos, útero e membros. θ Metrite parenquimatosa.
Dor muito aguda na virilha esquerda, estendendo-se pelo lado esquerdo até a crista do ílio, > pela evacuação; às vezes a dor está no trajeto do cólon.
Sensação de tensão na virilha esquerda; não quer andar nem ficar de pé, porque isso aumenta a sensação; > ao fletir a perna sobre o abdome.
EVACUAÇÕES E RETO [20]
Evacuações mucosas amarelas e líquidas.
Constipação intestinal. θ Reumatismo agudo.
Constipação intestinal obstinada; desejo frequente com dores lancinantes no reto, sem força para expulsar; evacuação grande, esbranquiçada, áspera, escamosa, dura. θ Difteria.
ÓRGÃOS URINÁRIOS [21]
Desejo constante de urinar, urina escassa.
Desejo constante de urinar, eliminando grandes quantidades com frequência; à noite sonha que está urinando e acorda com necessidade imediata;
Desejo constante de urinar, com dor intensa. θ Cancro uretral.
Inclinação constante para urinar, contida porque a urinação causava dor intensa ao entrar em contato com a vulva.
Urina incomumente frequente e escura.
Urina frequente: especialmente à noite; escassa, carregada; sedimento vermelho.
Urina muito escassa e escura. θ Reumatismo agudo.
Urina escura, fortemente carregada de sedimento espesso avermelhado que aderia em círculos de diferentes cores ao fundo e aos lados do vaso.
Grande dificuldade em urinar. θ Difteria.
Urina apenas uma vez em vinte e quatro horas, e então copiosamente, mas com alguma dificuldade e leve irritação. θ Difteria.
Urina escassa, infrequente, cor de café, sem desejo de urinar, quantidade inferior a uma guelra, cerca de 120 mL, em vinte e quatro horas, oitenta por cento de albumina, com muito muco.
Sem urina por quarenta e sete horas e três quartos; bexiga bastante cheia; partes terrivelmente inchadas, e irritação ao urinar muito grande. θ Difteria.
Urina parcialmente suprimida. θ Amigdalite.
ÓRGÃOS SEXUAIS MASCULINOS [22]
Grande cancro no dorso do pênis, com massa fungosa de aspecto bacteriforme cobrindo toda a corona glandis, que a princípio tinha aspecto branco, lustroso e brilhante, e depois ficou coberta por fungos, parecendo aftas plenamente desenvolvidas; bordas do prepúcio inchado cobertas por nodosidades e prurido.
Pênis enormemente inchado, e um cancro na glande como excrescência em couve-flor, com mais de meia polegada de diâmetro; era vermelho, liso e reluzente; sem dor; em uma semana apareceram mais dois pequenos cancros, profundos, de bordas vivas, limpos, e com o mesmo aspecto brilhante. θ Sífilis.
Pequena ferida na entrada da uretra; continuava piorando; prepúcio comprometido por cerca de meia polegada, e as partes da glande ao redor da uretra transformadas em úlcera aberta, exalando odor extremamente fétido e com dor lancinante insuportável; hemorragia às 10 da noite todas as noites e durante o dia ao remover os curativos; desejo constante de urinar, com dor intensa; sem sono havia quinze dias; aspecto vermelho e reluzente.
Prepúcio comprometido por cerca de um oitavo de polegada, e as partes da glande ao redor da uretra em úlcera aberta exalando odor extremamente fétido; dor insuportável; hemorragias às dez horas de cada noite e durante o dia ao remover o curativo; desejo de urinar constante, acompanhado de dor intensa; não dormia havia quinze dias; aspecto vermelho e reluzente da úlcera. θ Ulceração sifilítica do pênis.
Cancro no prepúcio, lado esquerdo do frênulo, granulando rapidamente do centro para a circunferência.
Bubões e cancros.
Quando a gonorreia melhora, instala-se o catarro.
Dores gonorreicas, intermitentes, na parte anterior, média ou posterior da uretra.
ÓRGÃOS SEXUAIS FEMININOS [23]
Calor na região ovariana e uterina (com as menstruações); estado inflamatório e congestivo dos ovários antes das menstruações, especialmente do ovário direito, com dor extrema e sensibilidade, tornando doloroso todo movimento e posição, até a própria respiração.
Dor no abdome principalmente na região ovariana direita.
Dor aguda no ovário direito.
À tarde, dores agudas na região ovariana direita, não constantes, mas intermitentes.
Dor muito intensa na região ovariana direita, > pelo fluxo de sangue vermelho-vivo.
Dor na região ovariana esquerda; através da parte inferior do abdome.
Dor constante em queimação na região ovariana esquerda, estendendo-se da perna esquerda até o pé. θ Ovaralgia.
Dores agudas começando no ovário esquerdo e disparando como relâmpago ora para a região ovariana direita, ora para cima pelo lado esquerdo e para baixo pelo braço, ou às vezes para baixo por ambas as coxas; mas, mais geralmente, para baixo pela perna esquerda até o pé, que fica entorpecido; as dores agem um pouco como dores de parto e são acompanhadas por grande inquietação das pernas e braços e grande dor dolorida na região lombar; no quinto dia após parto prematuro.
Condição inflamatória e congestiva do útero, com dor extrema e sensibilidade, tornando doloroso todo movimento, posição e até a própria respiração.
Metrite parenquimatosa (dois casos); em um deles, útero três vezes maior que o natural, redondo como bola, e corpo muito duro, colo obliterado pela forma alterada do corpo uterino; útero sensível.
Muita dor antes e depois das menstruações, forte dor de cabeça e prostração completa no primeiro dia ou pouco mais. θ Metrite.
Dores agudas e lancinantes como facas cortando para cima a partir do orifício uterino, e, à medida que estas cediam, sensação como de agulhas disparando para cima no útero.
Dor na região uterina, descendo pela face interna das coxas até a metade dos joelhos, e a perna direita parece entorpecida.
Dores na região uterina, o dia todo, sem direção particular exceto para baixo pela face interna da coxa até a metade dos joelhos.
Dor muito intensa em toda a região uterina, com abundante corrimento de leucorreia amarela, marrom e sanguinolenta, duas semanas após as menstruações; dor intensa e aumento do ovário esquerdo, que podia ser visto protuso.
Sangue vermelho-vivo e filamentoso, quente como fogo, vindo em jorros e coagulado facilmente; dor constante de peso para baixo, como se tudo fosse sair pela vulva. θ Hemorragia uterina.
Hemorragia uterina por seis semanas; as dores ovarianas alternavam de lado, assim como a dor de cabeça crônica.
Útero retrovertido.
Menstruações: quatorze dias adiantadas, profusas; sete dias adiantadas; fluxo vindo em jorros, escasso, intermitente, vermelho-vivo e filamentoso, precedido por muita flatulência intestinal; muito filamentoso e pegajoso, não consegue livrar-se delas.
Grande ingurgitamento das mamas, com sensibilidade ao toque, precede as menstruações.
Menstruações quase cessadas; durante as menstruações muita dor na coxa direita e no útero, desejo constante de evacuar, ânimo muito abatido. θ Metrite parenquimatosa.
Dismenorreia, abdome sensível até ao peso da roupa; flatos pela vagina.
Dismenorreia membranosa.
As dores de garganta têm muita tendência a começar e terminar com a menstruação.
Leucorreia, muito profusa durante o dia, nenhuma à noite; descarga esbranquiçada e aquosa; dor na região lombar; muito irritável; < em pé ou ao caminhar.
Sensação de peso para baixo, como se tudo fosse cair pela vagina, com desejo muito frequente de urinar e ardor na uretra.
Saída de flatos pela vagina.
Grande inchaço do lábio esquerdo e dor terrível ao urinar; por gonorreia.
Prurido no lado esquerdo dos lábios, com condição eruptiva áspera no lado esquerdo da vagina, com leucorreia acre; escoriante.
Feridas em carne viva e de mau cheiro entre os lábios e as coxas, nas pregas da pele; < ao caminhar, preferia ficar quieta o tempo todo; as feridas estão cobertas por exsudação branca repugnante.
Mau cheiro dos genitais. θ Herpes.
A pressão sobre os lábios provoca ligeiro fluxo de sangue; a menstruação começou inteiramente normal.
Intensa sensibilidade dolorosa da vulva, estendendo-se ao ânus, surgindo muito subitamente por volta do meio-dia e durando cerca de duas horas; voltou novamente durante a noite; não podia andar, ficar de pé nem sentar; > deitada de costas e separando os joelhos o mais possível.
Grande irritação ao redor da vulva e do reto. θ Difteria.
A urinação causa dor intensa na vulva, quando até a menor gota de urina entra em contato com ela.
Prurido da vulva.
Mamas muito doloridas e sensíveis, com dor aguda e lancinante na região ovariana direita, estendendo-se para baixo até o joelho, muito dolorosa e deve manter a perna fletida. θ Após aborto no sexto mês.
Mamas muito doloridas, sensíveis à menor pressão; dor surda, constante e dolorida nelas toda a noite.
Mamas muito dolorosas, mas sem nódulos; as dores são provocadas pelo menor abalo; tem de segurar firmemente as mamas ao subir ou descer escadas; mamas < ao entardecer; a pressão do braço, em posição natural, causava dor considerável.
Mamas muito dolorosas e sensíveis; parecem cheias de nódulos duros, muito dolorosas ao subir ou descer escadas.
Dor e aumento das mamas.
As mamas parecem muito cheias.
Dor constante nos mamilos.
GRAVIDEZ. PARTO. LACTAÇÃO [24]
Dores pós-parto muito intensas, com irradiação lancinante para as coxas.
Nódulos e massas endurecidas na mama, após aborto.
Galactorreia.
Perda de leite durante a amamentação, sem causa conhecida.
Útil em quase todos os casos em que é necessário secar o leite.
Administrado a uma nutriz por garganta ulcerada, curou a garganta e quase secou o leite.
VOZ E LARINGE. TRAQUEIA E BRÔNQUIOS [25]
Perda da voz. θ Faringite.
A garganta a incomoda muito se lê em voz alta ou fala mais que o habitual; parece quase como se estivesse obstruindo, e sente-se muito rouca, mas sem dor; há sensação de plenitude e sufocação.
Incapaz de falar alto; sensação de aflição ao falar.
Respiração rouca, o choro era sussurrado e interrompido, muitas vezes sem som algum. θ Difteria.
Leve rouquidão, com mudança de voz de vez em quando, após caminhar, mas logo passando.
Rouquidão excessiva, e sensação de cócega e sufocação, > movendo-se.
Voz rouca e áspera; interrompida por fraqueza e rouquidão.
A laringe sensível à pressão. θ Difteria.
Constrição na parte inferior da laringe, como um dedo atravessado na garganta; sensação como de uma barra atravessada na parte posterior da garganta.
RESPIRAÇÃO [26]
Respiração difícil; durante a noite teve vários acessos sufocativos. θ Difteria.
Dispneia terrível imediatamente após o sono, primeiro no lado esquerdo do peito; a dispneia obrigava a erguê-la na vertical com violento esforço para conseguir ar; dor aguda na região do coração com cada acesso. θ Reumatismo agudo.
Respiração rouca e cruposa e, às vezes, parada completa da respiração, retomando-a depois com violento esforço. θ Difteria.
A respiração frequentemente roncante e só possível pela boca. θ Difteria.
Fôlego curto. θ Após difteria.
Grande dificuldade em respirar, não podia deitar-se completamente.
Respiração muito laboriosa.
Ronco alto durante o sono.
Sensação como se o fôlego a abandonasse quando se deita e tenta dormir; tem de saltar da cama e andar de um lado para outro por uma hora ou mais todas as noites.
TOSSE [27]
Sensação de cócega na garganta causando tosse; à tarde bastante rouca.
Tosse por cócega na parte superior anterior da laringe, < ao falar e ao deitar-se.
Tosse causada por irritação na parte superior da garganta, < ao deitar-se à noite, também depois de comer e beber e depois de falar; com dor do lado esquerdo da garganta e desejo constante de urinar.
Tosse ao inspirar profundamente, não ao engolir.
Tosse dura, metálica.
Tosse cruposa, latido seco e rouco, penetrando através de portas fechadas por toda a casa. θ Difteria.
Tosse e dispneia.
Tosse constante, acompanhando a dor. θ Difteria.
Expectoração de muco branco, abundante, pegajoso e tenaz em massas, com coriza.
INTERIOR DO PEITO E PULMÕES [28]
Dor aguda e incisiva entre as escápulas, atravessando até o esterno, com sensação de pressão ou constrição do peito à tarde.
Tremor, sacudidas e esvoaçamento através dos pulmões, com sensação de entorpecimento e formigamento por todo o corpo, pernas e braços.
CORAÇÃO, PULSO E CIRCULAÇÃO [29]
Pulso tão rápido que mal podia ser contado. θ Difteria.
Pulso 130. θ Amigdalite.
Pulso rápido, cheio e forte, com dor no peito e na garganta.
Pulso de pequeno volume. θ Difteria.
Pulso 130, filiforme, fraco.
Pulso: rápido e débil; 100; 120; 140; 170; 130-140; quase desaparecido.
Pulso 117. θ Difteria.
Pulso rápido. θ Reumatismo agudo.
O coração bate rapidamente por causas leves. θ Metrite parenquimatosa.
PESCOÇO E DORSO [31]
Pescoço rígido. θ Reumatismo. θ Cefaleia nevrálgica. θ Difteria.
Dor na nuca. θ Difteria.
Dores errantes na nuca com rigidez. θ Reumatismo.
Pescoço dolorido, fazendo-a querer inclinar a cabeça para diante; toda a coluna sensível. θ Metrite parenquimatosa.
A coluna dói da base do cérebro ao cóccix. θ Faringite.
Calor, dor e batimentos na região lombar. θ Metrite.
Dor nas costas. θ Difteria.
Acorda com forte dor na parte inferior das costas; muitas vezes leva cinco minutos até conseguir endireitar-se; a dor a deixa depois de algum tempo de trabalho, não retornando até a manhã seguinte. θ Afecção nervosa da garganta.
Dor intensa e insuportável através da região suprassacra, estendendo-se para a nádega direita e descendo pelo nervo ciático direito; dor tão intensa que impede sono ou repouso; ao mesmo tempo dor de garganta diftérica do lado direito, com sensação de caroço; não podia engolir alimento sólido.
MEMBROS SUPERIORES [32]
Suor fétido nas axilas, manchando o linho de marrom.
Após exposição a corrente de ar à noite, dores súbitas e violentas no ombro direito tão intensas que era incapaz de levantar o braço, como se incapacitado por luxação. θ Reumatismo agudo.
Dor no ombro esquerdo estendendo-se ao direito; mal conseguia mover o braço. θ Faringite.
Dores nevrálgicas nos ombros, primeiro esquerdo, depois direito; depois vice-versa.
Dor em um ou outro ombro. θ Reumatismo.
Ombros e braços doloridos. θ Metrite parenquimatosa.
Paralisia parcial do braço esquerdo, incapaz de levar a mão à cabeça; ao tentar fazê-lo, era acometida por dor aguda no braço abaixo do ombro.
A mão esquerda incha e fica entorpecida, com tremor, sacudidas e esvoaçamento através dos pulmões; sensação de entorpecimento e picadas por todo o corpo, braços e pernas.
Dor aguda na mão esquerda, braço esquerdo como adormecido.
Tremor da mão esquerda, como na paralisia agitante.
Dedos extremamente frios, mas não o restante das mãos.
Duas verrugas no dedo mínimo.
MEMBROS INFERIORES [33]
Dor quase constante no quadril direito. θ Metrite.
Dor no quadril e na perna direita ao caminhar, com tremor da perna e leve sensação de incerteza, especialmente ao descer escadas. θ Metrite parenquimatosa.
Reumatismo articular nas articulações do quadril e joelho direitos, especialmente no primeiro; permanecia sentada em poltrona, incapaz de mover-se, queixando-se de dores como de contusão, ardentes e lancinantes em ambas as articulações e na região lombar, com inchaço das articulações afetadas; dores < ao menor movimento à noite, ao toque e à pressão da roupa de cama; no dia seguinte dores e inchaço tinham passado para as articulações do quadril e joelho esquerdos, deixando o lado direito quase livre; no dia seguinte haviam quase desaparecido do quadril e joelho esquerdos e novamente atacado o quadril e joelho direitos; queixando-se, gemendo e suspirando por causa dos sofrimentos e do provável desfecho da doença.
Dores reumáticas no quadril esquerdo e ao longo do nervo ciático; dores errantes na nuca, com rigidez; dor em um ou outro ombro; dor acima do olho esquerdo e peso da pálpebra; queimação no olho; aglutinação das pálpebras; sensibilidade à luz. θ Ciática e reumatismo.
Dor intensa e insuportável através da região suprassacra, estendendo-se para a nádega direita e descendo pelo nervo ciático direito; dor tão intensa que impede sono ou repouso. θ Ciática.
Paralisia parcial da perna direita após aborto; tem de usar bengala; o ovário direito dói em crises e a dor dispara pela perna, às vezes até o pé; a perna parece entorpecida e rígida, mas não consegue mantê-la quieta por muito tempo; sente-se melhor ao fleti-la sobre o abdome.
Só consegue andar com auxílio de bengala. θ Doença do quadril.
Não consegue andar qualquer distância; tremor através da coxa direita e sensação como se toda a parte inferior do corpo estivesse cedendo; parecia como se algo estivesse distendido através da parte inferior dos intestinos. θ Metrite parenquimatosa.
Ciática.
Membros frios até os joelhos. θ Difteria.
Dor como de contusão nas plantas dos pés, rigidez das articulações do tornozelo, joelho e quadril, e ocasionalmente dores intensas que sobem; dor nas articulações dos tornozelos como de um tampão rombo empurrando; articulações rígidas e doloridas, sensíveis ao toque, < pelo calor e pelo menor movimento; mais tarde os joelhos e depois os quadris foram comprometidos; a princípio o tornozelo esquerdo foi atacado e, depois de algumas horas de sofrimento, o direito, com alívio do esquerdo, e assim com joelhos e quadris; peito afetado, dispneia terrível surgindo imediatamente após o sono, primeiro do lado esquerdo; obrigando a erguê-la na vertical com violento esforço para conseguir respirar, dor aguda na região cardíaca; urina escassa e escura; dor no lado direito da garganta; geralmente < às 5 da tarde. θ Reumatismo agudo.
Após exposição ao ar frio da noite quando embriagada, dores agudas e lancinantes, < por qualquer movimento, com inchaço no joelho direito e tornozelo direito; no dia seguinte, articulações do joelho esquerdo, tornozelo esquerdo e mão esquerda extremamente doloridas, moderadamente inchadas, levemente vermelhas; no dia seguinte, tornozelo e joelho esquerdos melhores, mas ombro direito e cotovelo semelhantemente afetados.
Dores entorpecidas principalmente nos tornozelos, < em repouso, com inchaço; veias dos tornozelos distendidas; > enquanto se aplica calor extremo. θ Reumatismo.
Ectima: surge uma ferida na perna direita, prurido excessivo, inflamação, depois inchaço, formam-se bolhas e instala-se a supuração; depois linfa clara, depois descarga de matéria; depois crostas e escamas, convertendo-se finalmente em descamação semelhante a farelo; as cicatrizes deixaram pele descolorida.
Inquietação nas pernas.
Cãibras nos pés.
MEMBROS EM GERAL [34]
Dores doloridas nos membros e nas costas.
Dores nos membros como se estivessem espancados. θ Faringite.
Dores como de contusão nas plantas dos pés, tornando difícil andar; em doze dias as dores deixaram subitamente as plantas e apareceram na articulação do joelho direito, sob a forma de ardor e lancinações, com leve inchaço da articulação; não podia mover o membro afetado, porque o menor movimento < as dores, assim como o toque e a pressão da roupa de cama; no dia seguinte a articulação do joelho esquerdo afetada do mesmo modo, o direito >; no dia seguinte o direito novamente afetado, com alívio do esquerdo; depois as articulações dos quadris atacadas alternadamente com os mesmos sintomas, alternando assim dores e inchaço, articulações esquerdas um dia com > das direitas, e vice-versa; também dores lancinantes no lado esquerdo do peito; após quatro dias as articulações dos punhos afetadas, primeiro o direito, com os mesmos sintomas que os das extremidades inferiores, sintomas de um lado do corpo alternando com os do outro; incapaz de mover-se na cama, as dores lancinantes o faziam gritar; constipação intestinal, insônia, sem febre; dores e inchaço < todas as noites, pela movimentação, toque e pressão da roupa de cama; dores entorpecidas principalmente nos tornozelos <.
Queimação das mãos e dos pés à noite. θ Ovaralgia.
REPOUSO. POSIÇÃO. MOVIMENTO [35]
Repouso: dor de cabeça >.
Deitado de costas: com as mãos sobre o rosto, adormece; separar os joelhos o mais possível > a dor da vulva.
Deitar-se: pensa quão horrível seria se uma dor muito aguda, como uma faca, a atravessasse; causa congestão; tosse <; parece não tocar a cama.
Não podia deitar-se completamente: grande dificuldade em respirar.
Sentada: como se estivesse enlouquecendo.
Inclinar a cabeça para a frente: causa congestão.
Inclinar-se para a frente: náusea; dor no abdome <.
Em pé: leucorreia <.
Não consegue encontrar posição confortável na cama; não há maneira de colocar as mãos sem que a incomodem.
Movimento: doloroso por causa da sensibilidade da região ovariana; > a rouquidão; dores nas articulações do quadril e joelho <; dor das articulações <; dores agudas e lancinantes no joelho e tornozelo <; dor no joelho <.
Fletir a perna sobre o abdome: tensão na virilha >.
Não consegue endireitar-se: dor nas costas.
Não podia levantar o braço: dor no ombro.
Esforço: dor surda no maxilar superior esquerdo.
Tem de saltar da cama e mover-se para > a sensação como se o fôlego a abandonasse.
Caminhar: leucorreia <; feridas entre os lábios e as coxas <; dor na perna direita; parecia caminhar no ar.
Não quer andar nem ficar de pé: sensação na virilha <.
Descer escadas: tremor da perna.
NERVOS [36]
Inquietação. θ Difteria.
Sem inclinação para o menor esforço; gostaria de nada fazer além de dormir; muita lassidão.
Peso, fraqueza, languidez geral. θ Após difteria.
Depressão profunda da vitalidade. θ Difteria.
Fraqueza geral e prostração muito marcadas.
Grande exaustão, com sensação de envenenamento. θ Difteria.
Prostração profunda, a ponto de recusar-se a fazer esforço para tomar uma dose do remédio. θ Difteria.
De manhã tão prostrada que não conseguia virar-se na cama; tão cansada. θ Difteria.
Muito fraca. θ Difteria.
Crises de abatimento todas as manhãs, acompanhadas de grande nervosidade. θ Metrite parenquimatosa.
Frequentemente sente como se fosse perder o uso dos membros. θ Afecção nervosa da garganta.
Criança parcialmente paralisada após difteria; não podia andar; dor por toda parte, tosse, afonia, falta de apetite, emagrecimento.
Ao caminhar, parece caminhar no ar; ao deitar-se, parece não tocar a cama.
Sofrendo de sintomas nervosos muito desagradáveis; não está triste, mas fraca, e os nervos tão completamente desordenados que não suporta que um dedo toque o outro, e frequentemente sente como se fosse perder o uso dos membros; sensação como se a garganta estivesse se fechando, a sensação entre a garganta e o nariz; parece como se algo na garganta estivesse aumentado ou relaxado, e tem desejo de manter a boca aberta; falar difícil; disposição para falar pelo nariz; às vezes não consegue engolir, porque parece haver uma espécie de contratura muscular na garganta; sono agitado, acorda frequentemente com enxaqueca que parece começar na nuca; acorda com forte dor na parte inferior das costas; a dor desaparece depois de algum tempo de trabalho, não retorna até a manhã seguinte; nervos muito excitados, receio de tornar-se incapaz de cumprir os deveres. θ Afecção nervosa.
SONO [37]
Grande desejo de dormir. θ Difteria.
Gritava e falava durante o sono. θ Difteria.
Insônia por tensão emocional, com debilidade nervosa completa.
Não consegue encontrar posição confortável na cama; não há maneira de colocar as mãos sem que a incomodem; acaba adormecendo de bruços.
Muito inquieta à noite; muito difícil encontrar posição confortável; geralmente adormece deitada de costas com as mãos sobre a cabeça.
Sono perturbado, muito desperta; membros frios toda a noite.
O sono é impedido por sentir muito frio durante uma hora após deitar-se, com grande nervosidade.
Muito inquieta a noite toda; não conseguia manter a roupa sobre si.
Sem dormir e chorando continuamente.
Sono agitado à noite, maus sonhos. θ Metrite.
Sonhou que uma grande cobra estava na cama. θ Amigdalite.
Adormeceu tarde; suor profuso durante o sono; sentiu-se febril toda a noite; pela manhã > de todas as maneiras.
À noite deita-se com a perna esquerda fletida sobre a coxa, e a coxa sobre a pelve; inquieta; < após o sono. θ Ovaralgia.
Sonha frequentemente que está urinando e acorda prestes a fazê-lo, exigindo alívio imediato.
Sonhos de fazer viagem, e de ser separada do grupo, tendo de caminhar grande distância, chegando à estação justamente a tempo de ver o trem partir.
Agravação dos sintomas após o sono. θ Difteria.
TEMPO [38]
Manhã: dor de cabeça frontal surda; maxilar superior esquerdo dolorido; náusea; sensação fraca e afundante no epigástrio; muita prostração.
Às 4 da manhã: epistaxe copiosa.
Às 9 da manhã: dor aguda no alto da cabeça.
Meio-dia: garganta >; a dor da vulva surge subitamente.
Dia: dores na cabeça.
Tarde: dor de cabeça; rouquidão; constrição do peito.
Noite: abdome duro e inchado; dor intensa da vulva; dor dolorida nas mamas.
Às 9h45 da noite: dor dispéptica no epigástrio.
À noite: ruído constante na cabeça <; sensação como se a cama estivesse em movimento; ponto dolorido no lado esquerdo da garganta desaparece até a 1 da manhã; na noite seguinte o mesmo no lado direito; dor na amígdala; dor roedora <; sentia que sufocaria; garganta <; sonhos de urinar; urina frequente; dores reumáticas <; queimação de mãos e pés; muito inquieta; membros frios.
Depois da meia-noite: dor de cabeça frontal muito intensa.
TEMPERATURA E TEMPO ATMOSFÉRICO [39]
Calor: dor das articulações <; dores nos tornozelos > enquanto se aplica calor.
Quarto quente: dor na testa >.
Aplicações quentes: dores do maxilar superior >.
Ar livre: dor de cabeça >; muco na boca <.
Exposição a corrente de ar: dor intensa no ombro direito.
Ar frio da noite: dores agudas e lancinantes no joelho e tornozelo.
Durante e depois de tempestade fria de nordeste: garganta <.
Ventos frios: dor terrível na testa.
Lavar: causa dor na erupção herpética.
Aplicações frias: sensibilidade do maxilar superior >; dor nos caninos superiores >.
Água fria: dor de garganta > momentaneamente.
FEBRE [40]
Calafrios intensos. θ Difteria.
Febre e calafrios por alguns dias, subindo e descendo a cada poucas horas.
Sente-se febril.
Febre intensa ao despertar de manhã, com transpiração.
Febre, e banhada em transpiração morna, especialmente no rosto, pescoço e mãos. θ Difteria.
Calor intenso. θ Difteria.
Febre moderada. θ Difteria.
Febre. θ Difteria.** θ Reumatismo agudo.
Febre alta. θ Difteria.
Pele seca e quente. θ Difteria.
Febre retornando todas as tardes. θ Difteria.
Temperatura 102. θ Amigdalite.
Temperatura 102 3/4. θ Difteria.
Temperatura 103 1/4. θ Difteria.
Temperatura 103. θ Reumatismo agudo.
Suor por todo o corpo. θ Difteria.
Pele pegajosa. θ Difteria.
Suores extenuantes; após o sono.
Acorda à noite com transpiração fria, com terrível pressentimento. θ Metrite parenquimatosa.
Suou consideravelmente durante a noite, o suor tendo cheiro forte. θ Reumatismo agudo.
ACESSOS, PERIODICIDADE [41]
Agravação na manhã de um dia, na noite do seguinte. θ Difteria.
Dor paroxística: no canino superior esquerdo.
Dores intermitentes: na região ovariana direita.
Às vezes: medo de cair escada abaixo; parada da respiração.
A intervalos: epistaxe copiosa.
Várias vezes ao dia: pus sanguinolento pelo nariz.
Durando duas horas: dor da vulva.
Duas ou três vezes ao dia: crises de choro.
Uma vez em vinte e quatro horas: urinar.
Diariamente por horas: latejamento intenso na região do plexo solar.
Todas as manhãs: crises de abatimento.
Todas as noites, às 10 da noite: hemorragia da uretra.
Todas as noites: sensação como se o fôlego a abandonasse; dores nos punhos e joelhos <.
Quarenta e sete horas e três quartos: sem urina.
Por dois dias: dor de garganta.
Por vários dias: alternadamente aparece membrana na garganta, depois severa hemorragia intersticial.
Terceiro dia: amígdala inchada e nela pequena placa.
Quarto dia: ambas as amígdalas inchadas.
Quinto dia: erupção estendida por braços e pernas.
Por seis semanas: hemorragia uterina.
Por vários anos, desde a difteria: dor de garganta pouco antes da menstruação.
LOCALIZAÇÃO E DIREÇÃO [42]
Direita: dor na cabeça começando do lado; cor rósea da pálpebra inferior; ferida no lado do septo; mancha circular vermelha abaixo do osso malar; dor aguda no lado da garganta; garganta < do lado; sensação de caroço no lado da garganta; dor na região da amígdala; garganta muito inflamada do lado; garganta dolorida; ponto dolorido no lado da garganta; amígdala vermelha e inchada; lado da garganta <; amígdala intensamente inflamada; amígdala coberta por membrana cinzento-cinácea; amígdala em carne viva, inchada; sintomas diftéricos começam do lado; dor penetrante no pulmão; dor em queimação na região hipocondríaca e ilíaca; dor na região ovariana; ardor na virilha; dor aguda no ovário; entorpecimento da perna; muita dor na coxa; dor descendo pelo nervo ciático; dores no ombro; dor no quadril; dor na perna; reumatismo no quadril; paralisia parcial da perna; tremor através da coxa; inchaço no joelho e tornozelo; ferida na perna; inchaço da articulação do joelho.
Esquerda: dor sobre o olho; vê faixa verde diante do olho, inclinando-se para baixo à face direita; manchas diante do olho; queimação no olho; peso da pálpebra superior; dor sobre o olho; aglutinação das pálpebras; tumefação sob o lado do nariz; maxilar superior dolorido; rubores na face; inchaço da parótida; dor no canino superior; dor no lado da garganta; sensação de bola ou corpo redondo no lado da garganta; sensação de caroço no lado da garganta; caroço no lado da faringe; dor da garganta ao ouvido; sensação de escoriação no lado da garganta; garganta muito dolorida; ponto dolorido no lado da garganta; placas na amígdala; manchas diftéricas na garganta; grandes placas na amígdala; massa membranosa espessa sobre o lado do palato mole; queimação no lado do abdome; dor intensa no lado do abdome; dor aguda na virilha estendendo-se ao lado esquerdo até a crista do ílio; tensão na virilha; cancro no lado do prepúcio junto ao frênulo; dor na região ovariana; dor aguda descendo pela perna a partir do ovário, aumento do ovário; inchaço no lado da vagina; dispneia terrível; dor no ombro; paralisia parcial do braço; mão inchada e entorpecida; dor aguda na mão; braço como adormecido; tremor da mão; dor no tornozelo, joelho e mão.
Da esquerda para a direita: dores nevrálgicas nos ombros.
Da direita para a esquerda: inchaço da parótida.
De dentro para fora: pressão no abdome.
Lados alternados: sintomas de garganta; reumatismo articular nos membros inferiores; dor como de contusão nos tornozelos; dores nos tornozelos, joelhos e cotovelos; inchaço e úlceras.
Disposição errática dos sintomas; dores voando constantemente de uma parte para outra.
SENSAÇÕES [43]
Como se estivesse enlouquecendo; como se estivesse cercada por miríades de cobras; como se a cama estivesse em movimento; como se a testa fosse abrir-se em fenda; como se os ouvidos estivessem cheios; como se a garganta estivesse se fechando; como se algo na garganta estivesse aumentado ou relaxado; garganta como se cheia de gravetos; como se houvesse um caroço na garganta; como de bola ou corpo redondo no lado esquerdo da garganta; como de caroço no lado direito da garganta, com sensação de que poderia agarrá-lo com os dedos e puxá-lo para fora; garganta como escaldada por líquido quente; garganta como queimada por cáustico; garganta como se houvesse nela caroços como dois ovos; depósito diftérico parece como envernizado; dor como de pedra no epigástrio; como se o conteúdo do abdome fosse forçado para fora; como de agulhas disparando para cima no útero; como se tudo fosse sair pela vulva; mamas como se cheias de nódulos duros; como se a garganta estivesse obstruída; como se um dedo estivesse atravessado na garganta; como de barra atravessada na parte posterior da garganta; como se o fôlego a abandonasse ao deitar-se; braço esquerdo como adormecido; como de um tampão rombo empurrando na articulação do tornozelo; dores nos membros como se estivessem espancados; sente como se fosse perder o uso dos membros; ao caminhar, como se andasse no ar; ao deitar-se na cama, como se não a tocasse; como se a garganta estivesse se fechando; como se um inseto estivesse rastejando nos ombros, pescoço e mãos.
Dor: sobre os olhos; nas têmporas; acima do olho esquerdo; em ambos os ouvidos; no lado direito da garganta; em todo o corpo e membros; no peito; nas amígdalas; na cabeça, costas e membros; no epigástrio; no lado esquerdo do abdome e pelve; nos ovários; no abdome; no trajeto do cólon; na região uterina e descendo pelas coxas; na coxa direita e útero; na região lombar; nos mamilos; no peito e garganta; na nuca; do ombro esquerdo ao direito; no quadril e perna direitos; nos lábios pudendos.
Dor insuportável: no prepúcio.
Dor insuportável: na cabeça; através da região suprassacra.
Dor violenta: no ombro.
Dor terrível: no vértex; no lábio esquerdo ao urinar.
Dor muito intensa: na testa; na cabeça; na região ovariana direita; em toda a região uterina; na parte inferior das costas.
Dor intensa: na uretra; no ovário esquerdo; na vulva.
Dor muito aguda: no lado esquerdo do abdome.
Dor aguda: no lado direito da garganta e depois no esquerdo; na virilha esquerda, estendendo-se pelo lado esquerdo até a crista do ílio.
Dor aguda e incisiva: entre as escápulas, atravessando até o esterno.
Dor aguda: no alto da cabeça, vinda da nuca; no braço abaixo do ombro; na mão esquerda; na região cardíaca; na região ovariana direita; começando no ovário esquerdo e disparando como relâmpago ora para a região ovariana direita, ora subindo pelo lado esquerdo e descendo pelo braço, ou às vezes descendo por ambas as coxas, geralmente pela perna esquerda até o pé; na região do coração.
Dores agudas como facas: cortando para cima a partir do orifício uterino.
Lancinante: no peito.
Incisiva: através das amígdalas.
Penetrante: no pulmão direito.
Em dardos, em pontadas: de um lado da cabeça ao outro.
Em dardos: do occipício à testa; no reto; na região ovariana direita; nos joelhos e tornozelos.
Lanciante: para os ouvidos; no abdome; descendo para as coxas.
Perfurante: no vértex.
Batimento: do occipício à testa; no estômago e intestinos; na região lombar.
Latejamento: nas têmporas; na região do plexo solar.
Dores como de contusão, ardentes e lancinantes: em ambas as articulações e na região lombar; no quadril esquerdo.
Dor como de contusão: nas plantas dos pés.
Picadas e pontadas: na garganta.
Dores de peso para baixo: no abdome.
Dores nevrálgicas: nos ombros.
Queimação: na região hipocondríaca direita e parte correspondente das costas; na região ovariana esquerda.
Dor dolorida: na garganta; no ouvido esquerdo; na região lombar; nas mamas; no pescoço; em toda a coluna; nos braços e ombros; nos membros e costas.
Dor reumática: no quadril direito; nas articulações do joelho; no quadril esquerdo; ao longo do nervo ciático.
Dores errantes: na nuca com rigidez.
Dor roedora: no canino superior esquerdo; na amígdala.
Dor pesada e surda: na testa.
Dor pesada: nos globos oculares.
Pressão intensa: sobre o cérebro.
Enxaqueca: começando na nuca e fixando-se gradualmente na testa direita ou esquerda.
Dor extremamente dolorosa: da vulva estendendo-se ao ânus.
Ardor: na virilha direita; na uretra.
Calor intenso: da garganta; das palmas; do abdome.
Queimação: no olho esquerdo; na região epigástrica; no abdome; nas mãos e pés.
Dor: da cabeça; das espinhas do couro cabeludo; no lado direito do septo nasal; do maxilar superior esquerdo; da garganta; da úvula; do ovário direito; do útero; das mamas.
Calor: na região lombar.
Escoriação: na garganta.
Sensibilidade: de toda a coluna.
Tremor, sacudidas, esvoaçamento: através dos pulmões, com sensação de entorpecimento e picadas por todo o corpo, pernas e braços.
Sensação de queimadura e repuxamento: na garganta.
Sensação aflitiva na garganta: ao falar.
Sensação de envenenamento.
Pressão: de dentro para fora no abdome.
Sensação de obstrução: na cabeça.
Sensação de plenitude e sufocação: na garganta.
Peso e repuxo: no lado esquerdo do abdome.
Constrição: na parte superior da garganta; do peito.
Tensão: na virilha.
Sensação de rigidez: na garganta.
Rigidez: das articulações do tornozelo, joelho e quadril.
Entorpecimento: da perna.
Picadas: na garganta; através das amígdalas; por todo o corpo, braços e pernas.
Formigamento: no vértex.
Cócega: na garganta; na parte superior anterior da laringe.
Tremor: da mão esquerda; da perna; através da coxa direita.
Sensação fraca e afundante: no epigástrio.
Prurido: da cabeça; do prepúcio; no lado esquerdo dos lábios; da ferida na perna direita.
TECIDOS [44]
Tecidos
Glândulas aumentadas após escarlatina; endurecimentos frios, como se vê em crianças escrofulosas.
Aspecto vermelho e reluzente nas ulcerações.
Neuralgia e dores agudas; reumatismo; gota; ciática sifilítica; debilidade sexual.
Raquitismo; escrofulose; difteria.
Sequelas de difteria e sífilis.
PELE [46]
Pele
Sensação como se um inseto estivesse rastejando nos ombros e pescoço, ocasionalmente nas mãos.
Erupção herpética em ambas as axilas, com crosta marrom-clara, extremamente dolorosa ao lavar; erupção mais acentuada na axila direita, e em ambos os casos apareceu no dia anterior à dor nos lábios pudendos, seguida por descarga de sangue pela vagina.
Na face, mãos, pescoço e peito, erupção escarlate viva, exatamente como escarlatina. θ Difteria.
Garganta cheia de grandes placas fétidas, amarelo-acinzentadas; deglutição especialmente dolorosa após o sono e ao engolir frutas ácidas; sensação de caroço sentida no meio da garganta; inquietação, delírio com medos indefinidos; erupção fina vermelho-viva considerável na face e no peito; prurido com pele seca. θ Escarlatina.
Vermelhidão escarlate brilhante no peito e ao redor do pescoço; no dia seguinte por todo o corpo exceto as pernas, que, no entanto, ficaram cobertas naquela noite; a pele, em grandes placas, assumiu cor vermelho-escura tendendo ao púrpura, como se vê nos casos malignos, enquanto todo o corpo parecia inchado. θ Difteria.
Difteria com ou após escarlatina.
Ictiose, com descamação da pele como farelo.
Aspecto brilhante, envernizado e vermelho das úlceras na tíbia e no punho. θ Sífilis.
Manchinhas muito pequenas como picadas de pulga. θ Difteria.
Pequenas manchas no peito, punhos e joelho direito.
Vários furúnculos no lado esquerdo. θ Enxaquecas.
Crosta na pele, sob a qual se formava matéria amarelo-acinzentada que era espremida para fora.
FASE DA VIDA, CONSTITUIÇÃO [47]
De oito pacientes, sete eram magros e morenos; o oitavo, louro.
Criança, 8 meses, abatida e adoentada desde o dia anterior, piorou durante a noite; difteria.
Menina, 26 meses; raquitismo.
Criança, 4 anos; difteria.
Menina, 4 anos; difteria.
B., 5 anos; difteria.
Menina, 7 anos, delgada, alta, ossuda, com linfáticos cervicais e amígdalas aumentados; teve crupe diftérico há seis anos.
Menino, 9 anos, três dias antes passara várias horas patinando no gelo, e também fora exposto a alguns casos fatais de difteria; difteria.
Menino, 12 anos; convalescente de difteria.
Menina, 13 anos; difteria.
Menina, 15 anos; difteria.
Menina, 18 anos; afecção do estômago.
Homem, 20 anos, cancro que foi cauterizado; sífilis.
Homem, 22 anos, neuralgia aguda.
Rapaz, irmão morreu de difteria; dor de garganta.
Moça; afecção nervosa.
Mulher, 28 anos, cabelos e olhos escuros, constituição cheia, tem dor de garganta antes das menstruações, às vezes começa de um lado, outras do outro, há vários anos, desde que teve difteria; dor de garganta diftérica.
Miss Z. G., 28 anos, alta, delgada; metrite parenquimatosa.
Mulher, após exposição a corrente de ar; reumatismo agudo.
Mulher, 40 anos, forte, saudável, morena, amamentando um menino de nove meses.
Mulher, 50 anos, sofre após cada ataque de abscesso periamigdaliano; reumatismo agudo.
Homem, 50 anos, teve sífilis há vinte e cinco anos, descobriu primeiro pequena ferida na entrada da uretra, havia dois meses piorando rapidamente; ulceração sifilítica do pênis.
Mulher, 90 anos; sensação de película diante dos olhos.
RELAÇÕES [48]
[Obs. Os nomes dos medicamentos correspondentes foram, com poucas exceções, acrescentados por Lippe para a Materia Medica de Swan. ]
'Age melhor em dose única; se repetido, deve ser administrado em intervalos exatos.' (Nichols).
Memória fraca: afeta apenas o que ela leu (Laches., Natr. mur., Staphis.); esquecida, ao escrever usa palavras demais ou não as corretas (Bovista, Graphit., Hepar, Laches., Lycop., Natr. carb., Natr. mur., Nux vom., Sepia); distraída (Anac., Caustic., Conium, Dulcam., Laches., Natr. mur., Sepia); não consegue falar corretamente metade do tempo (Calc., China, Graphit., Hepar, Laches., Lycop., Natr. carb., Natr. mur., Nux vom., Sepia); substitui o nome do objeto visto pelo daquele que é pensado (Am. carb., Calc. carb., Sepia, Sulphur); muito inquieta, não consegue concentrar os pensamentos ou a mente para ler; quer abandonar tudo assim que começa (Nux vom., Silicea, Sulphur); chorando, receando estar contraindo tísica (Calc., Paullin., Sepia); sensação exaltada do sensório (Platinum).
Sensação fraca na cabeça, como se uma dor de cabeça estivesse para começar (Ambra, Iodium, Phosphor., Stramon., Thuja).
Ao entrar em vento frio sentia dor terrível na testa como se fosse abrir-se em fenda, > ao entrar em quarto quente (Aurum, Nux vom., Rhus tox.).
Dor de cabeça < por ruído ou por falar, > por manter-se quieta; sensação confusa na cabeça (Calc. ostr.).
Precisa de luz, mas não tolera a luz do sol; difteria (Acon., Am. mur., Bellad., Calc. ac., Calc. ostr., Gelsem., Ruta, Stramon.).
Dificuldade em distinguir objetos; ao ler, as letras se juntam; após difteria grave (Natr. mur.).
Coriza acre (Aurum triph., Nitr. ac.).
Dor e crostas nas narinas (Kali bich., Thuja).
Lábios secos e descamando (Natr. mur.).
Gengivas ulceradas, sangrando; dentes frouxos (Iodium, Kali carb., Lycop., Mercur., Natr. mur., Phosphor., Staphis., Zincum).
Garganta: sensível ao toque externo (Laches.); < por engolir em vazio (Ignat.).
Mamas sensíveis: à pressão (Calc. ostr., Murex); à pressão profunda (Mercur.); como se cheias de nódulos muito duros, muito dolorosas ao subir ou descer escadas (Bellad., Calc. ostr., Carbo an., Lycop., Nitr. ac., Phosphor.); dor e aumento (Bellad., Bryon., Calc. ostr.).
Dor de garganta começando na amígdala esquerda (Laches.).
Úlceras pequenas, redondas ou irregulares, branco-acinzentadas, nas amígdalas e fauces (Merc. jod.).
Grossos farrapos de membrana na garganta; difteria (Kali bich.); descargas de matéria diftérica pela vulva e reto (Apis).
Sensação vazia e fraca no epigástrio (Digit., Ignat., Petrol., Sepia); dor como por pedra ou alimento não digerido no epigástrio (Kali bich.).
Dor na região ovariana direita (Apis, Lycop., Pallad.).
Sensação como se o fôlego a abandonasse ao deitar-se; tem de saltar da cama e andar de um lado para outro (Grind. robusta).
Cãibras nos pés (Lycop., Petrol., Silicea, Sulphur).
Ciática (Curare, Graphit., Gnaphal., Kali bich., Iris v., Laches., Phytol., Tellur.).
Febre intensa de manhã, com transpiração (Eupat. perf.).
Ao caminhar, parece caminhar no ar; ao deitar-se, parece não tocar a cama (Asar., China, Coffea, Natr. mur., Nux vom., Opium, Rhus tox., Spigel., Stramon., Thuja).
Sonhos de fazer viagem (Lac. deflor., Laches., Sanguin., Silica).
Ictiose, com descamação da pele como farelo (após fracasso de Sulphur. e Psorin.).