Paraffinum.
By John Henry Clarke — Dicionário de Matéria Médica Prática
Parafina. Trituração.
Clínica
Inchaço do abdome / Afecções das mamas / Constipação intestinal; nas crianças / Diafragmite / Dispepsia / Leucorreia / Menorragia / Muscæ volitantes / Dores na coluna / Dor no baço / Dor no umbigo / Afecções do útero / Afecções das vértebras / Transtornos da visão
Características
"Parafina", como termo genérico, inclui todas aquelas substâncias que não têm afinidade pelo Ácido Sulfúrico e não podem ser destruídas por ele, estando o próprio petróleo compreendido nessa designação. Especificamente, "Parafina" é uma "matéria gordurosa, sem sabor nem odor, que resiste à ação dos ácidos e dos álcalis, obtida pela destilação seca de madeira, turfa, carvão betuminoso, petróleo etc." Na destilação do petróleo, a Naftalina é a primeira substância que se desprende; a Parafina vem em seguida. Esta é a substância cuja atenuação tenho empregado com êxito segundo as indicações da patogenesia de Wahle (traduzida por W. F. Robinson do italiano, H. R., v., 193), e concluo que esta é a substância experimentada por Wahle, embora não se dê nenhuma descrição dela. Os sintomas da patogenesia, feita em pessoas de ambos os sexos, são muito notáveis. As dores são: pontadas como de faca; dores torcedoras, de torção violenta; picadas e torção; dores elétricas. As dores estendem-se de uma parte a outra e alternam. A dor no estômago alterna com dores na garganta e na coluna. Há sensibilidade ao toque na cabeça. Sensação como se houvesse gordura sobre os olhos. Sensação como se o corpo inteiro balançasse para trás e para diante. Sensação de um cordão em volta do abdome. As dores são < ao curvar-se. < de pé ou caminhando (estes logo fazem reaparecer os sintomas). > depois do sono. > depois do repouso. > sustentando a parte. Repugnância ao tabaco; fumar = dor no estômago. Palpitação acompanha a dor de estômago. Sentiram-se muitas dores nas virilhas; pontadas no monte de Vênus; dor incisiva de uma crista ilíaca à outra. Com essas dores havia leucorreia, prurido vulvar e outros distúrbios dos órgãos genitais femininos. Os homeopatas de Roma (diz o H. R.) acharam-na útil nas afecções uterinas e em outros transtornos, especialmente na constipação intestinal. Registrei (H. W., xxvi. 319) este caso: Sra. W., 37 anos, mãe de três filhos, sofria desde o último parto, cinco anos antes, de dores de peso para baixo, menstruação excessiva, leucorreia e indigestão constante e violenta, com ânsias de manhã ou vômitos. Dor nas costas, nos ombros e no abdome após qualquer alimento, por mais leve que fosse. As dores, que "a dobravam em dois", eram < ao ficar de pé. Muita sede. Constipação intestinal com hemorróidas. Desejo constante de urinar. Depois que Murex e Alston. haviam dado algum alívio, a indigestão voltou em plena intensidade. Alguns glóbulos de Paraf. 30 foram dissolvidos em água, tomando-se uma colher de chá a cada duas ou três horas. Em poucos dias, todos os sintomas de indigestão desapareceram e não voltaram. Os outros sintomas melhoraram de modo marcante. Os catamênios, em vez de recidivarem cedo demais, atrasaram-se muito além do tempo normal. Paraf. tem ação marcante nas articulações nodosas. Cooper viu articulações inchadas diminuírem consideravelmente com seu uso em linimento.
Relações
Comparar com Naph., Petr., Eupn., Kre. (Eupn. e Kre. têm entre si uma relação semelhante à existente entre Naph. e Paraf.). Desejo de andar depressa, Buf., Iod. Sintomas uterinos, Sep., Murex, Nat. m., Nat. sul. Intolerância a roupas apertadas, Lach.
1. Mente
Sensação de medo com dores elétricas na axila.
2. Cabeça
Sensação de contusão no occipício esquerdo. Batidas e martelamento na cabeça como se todas as pulsações estivessem batendo. Cabeça pesada e embotada; ao inclinar-se para diante, sensação como se um peso caísse em direção à testa. Dor opressiva na cabeça, estendendo-se do vértice em direção à testa, como se algo fosse sair. Picadas pungentes na cabeça, estendendo-se ao osso temporal esquerdo. Dor como de contusão no occipício. Às 9 da manhã, dor no lado esquerdo do vértice como se um prego estivesse sendo cravado na cabeça, com extensão da dor ao maxilar inferior esquerdo. Tocar o lado esquerdo da cabeça = dor como se a parte estivesse esmagada e sensação como se todo o lado da cabeça estivesse mole e esponjoso. Torção e distensão no sínciput, de modo que ele precisa deitar-se (o que >); depois de ter permanecido deitado um quarto de hora e colocado a mão direita sob a cabeça, sentiu um choque indolor, de modo que a mão de sob a cabeça foi retirada e as pernas foram lançadas para baixo do sofá; logo depois sobreveio palpitação cardíaca acentuada. Torção e distensão na cabeça toda, bem como na face; do lado esquerdo; os dentes esquerdos doem como se fossem cair. Sensação de pontadas como de faca sob o osso temporal direito, estendendo-se ao olho direito e ficando < ao curvar-se. Na parte externa da testa, dor opressiva que parece impelir para dentro, passando em meia hora para o interior da cabeça. O lado esquerdo da cabeça e da face é o que mais sofre; dores como picadas e torção, muitas vezes indo e voltando ao mesmo tempo. Pontadas na testa estendendo-se ao nariz. Ao tocar o vértice, a pele dói como se estivesse supurando, à tarde. A pele da cabeça parece mole ao toque, ou como se estivesse havendo supuração por baixo dela. Queda de cabelos.
3. Olhos
Latejamento e pontadas sobre a sobrancelha direita, lateralmente e de fora para dentro, estendendo-se ao maxilar inferior e ali desaparecendo. Dores como picadas acima do olho esquerdo e em direção à têmpora. Pequenas elevações na córnea. Os olhos parecem como se houvesse um véu diante deles, de manhã. De manhã, as pálpebras fechadas por muco; muco seco nos cantos internos. Prurido nos cantos internos, que cessa por um momento ao esfregar, mas permanece uma dor em carne viva, e muito logo o prurido retorna. Dores opressivas sob a pálpebra superior direita como por corpo estranho; ou como pela picada de uma agulha. Pálpebras vermelhas, como depois de chorar. Dor como de ferida no canto externo esquerdo, de manhã. Prurido das pálpebras, durando o dia todo. Esfregar > apenas por pouco tempo. Sensação nos olhos como se tivessem gordura dentro deles. Sensação nos olhos como se estivessem sempre úmidos. Olhos úmidos, com expressão de medo. O muco nos cantos internos é frio e viscoso. Lacrimejamento e prurido dos olhos pela manhã ao levantar-se. De manhã, o olho esquerdo fechado por muco, e parece haver um véu diante dele. Olhos turvos; ela nada vê, mas tudo sente. Ao fixar algum objeto por algum tempo, os olhos tornam-se úmidos, como se um vento frio soprasse dentro deles, com leve prurido. Ao ar livre, parece haver um véu negro diante dos olhos; os objetos vistos parecem pálidos, com vista curta; veem-se pequenas moscas pretas diante dos olhos. Ela vê os objetos como através de névoa. Branco do olho cheio de sangue; < em direção ao canto externo.
4. Ouvidos
Zumbido no ouvido direito como o rumor de uma roda de moinho, à tarde. Borbulhamento no ouvido esquerdo como batimento de pulso. Tinido em ambos os ouvidos, de manhã. Picadas e torção no ouvido esquerdo, com sensação de que está tapado; introduzir objetos no ouvido > temporariamente.
5. Nariz
Odor de licores no nariz. Nariz úmido, desejo frequente de assoá-lo, mas sem espirros. Sangue pelo nariz, de cor vermelha escura.
6. Face
Prurido no rosto como por urticária; aparecem manchas vermelhas lisas.
7. Dentes
Dores lacerantes nos dentes direitos, estendendo-se ao ouvido direito; > sustentando a face dolorida. Dor em pontada em um dos molares inferiores esquerdos. Torção nos dentes com picadas no ouvido, que depois de algumas horas afeta todo o lado esquerdo da cabeça e da face, até o maxilar inferior. Dor torcedora nos dentes inferiores esquerdos e na têmpora esquerda; o sono é impossível.
8. Boca
À noite, sob o lábio superior, na gengiva, um inchaço duro e indolor, que se rompeu durante a noite. Boca cheia de saliva; ela era obrigada a cuspir sem cessar, durante vinte e quatro horas. A boca parece pegajosa. Boca sem gosto e o apetite desaparece. Gosto amargo na boca. Língua levemente saburrosa, de cor branco-suja; calafrio, seguido de calor seco com sede, logo seguido de suor, durando muito tempo.
9. Garganta
Secura da garganta, fauces como ressequidas, mas sem sede. Sensação de sufocação na faringe.
11. Estômago
Eructações ácidas algumas horas depois de comer. Sensação constante de saciedade. Apetite bom, mas nada parece ter o sabor que deveria. Inclinação para vomitar às 9 da noite. Depois de comer, esforços repetidos para vomitar com expulsão dos alimentos ingeridos. Perturbação do estômago com aumento de saliva na boca como se o vômito tivesse de ocorrer, com dores como picadas na testa e frio por todo o corpo, sem sede nem sensação posterior de calor. Fome quase o tempo todo. Dor transversal no estômago como se tivesse recebido um golpe; dura trinta e seis horas; só consegue respirar lenta e cuidadosamente. As dores no estômago estendem-se ao tórax, causando-lhe opressão, e então passam aos ombros, com muitos arrotos, alternando com dores na garganta e na coluna. Grande sensibilidade do estômago; não consegue fechar o colete. Ao caminhar, sensação de frouxidão na região do estômago, como se uma ferida ali provocasse dor. Fumar logo = dor no estômago, e o tabaco causa repugnância. Dor como de pancada na região do estômago; ela desejava bocejar e era obrigada a sustentar com a mão a região do estômago; então surgia uma dor fixa no hipocôndrio esquerdo, como se algumas das partes estivessem sendo torcidas. O estômago incha como uma bola e se força para cima; duro e muito doloroso ao toque; há também muito pouco apetite. Quando as dores do estômago cedem, as dos dentes também desaparecem (como se houvesse relação causal entre os dois). Peso no estômago como se houvesse uma pedra colocada sobre ele, de manhã, à noite e depois do jantar durante o tempo da digestão (de meia hora a uma hora após as refeições). Palpitação cardíaca com sintomas do estômago, tão intensa a ponto de incapacitá-lo. Depois do café da manhã, entre 9 e 10 da manhã, cólicas e dor puxante com sensação de rastejamento no estômago, que se estende ao tórax e entre os ombros, causando opressão do tórax com sensação de calor.
12. Abdome
Sensação de lassitude no abdome > quando sustentado. Inchaço do abdome e náusea como se fosse vomitar. Sensação no abdome como se tivesse sido eviscerado; ele deseja andar depressa, o que faz as partes doerem intensamente. Dores incisivas no abdome, impedindo o sono durante toda a noite. Às 9 da manhã, dores cólicas no abdome, que cessaram após alguns minutos, e grande quantidade de muco branco saiu da vagina; esses ataques repetem-se frequentemente. Sob o umbigo, dor incisiva como causada por faca afiada, estendendo-se para baixo até os genitais. Dores cólicas, por algumas horas, internamente ao umbigo, com sensação dolorosa como se um cordão estivesse atado em volta do abdome acima do estômago, durando dez minutos. Sensação de cólica na região do umbigo, estendendo-se à coluna. Quando sentada, dores espasmódicas no abdome inferior, estendendo-se ao reto e ao cóccix. Depois de ficar muito tempo sentada, as dores são >, mas caminhar as torna <, de modo que o corpo tem de ser mantido em posição ligeiramente curvada. Perto das 6 da tarde, cólicas e dor incisiva internamente ao umbigo com náusea; depois, vômito de água ácida e, por fim, um pouco de alimento, com dores torcedoras no vértice e nas têmporas; secura da boca com muita sede. Às 10 da noite, sem ter ceado, o abdome inchou subitamente como se ela tivesse comido em excesso; antes e durante o ataque, gosto insípido e viscoso na boca. Foi para a cama nesse estado e, ao acordar de manhã, o ataque havia desaparecido completamente; os intestinos, porém, continuavam sem funcionar. Inchaço indolor do abdome, durando vinte e quatro horas. Abdome duro, tenso e inchado, com rumores abdominais indolores não acompanhados de arrotos; vai para a cama com esses sintomas, mas eles desaparecem pela manhã. Pressionar o braço contra o estômago e apertá-lo > a dor, e então ela podia respirar profundamente, o que de outro modo não conseguia. Estômago inchado à tarde; foi para a cama às 10 da noite e dormiu uma hora; acordou com urgência de vomitar e, pouco depois, vomitou água ácida e o alimento ingerido no dia anterior. Cólicas no abdome, estendendo-se para baixo ao reto, com sensação como se esse órgão estivesse amarrado; sente-se tão fraca que tem de se sustentar para não desfalecer, com transpiração fria no rosto, durando meia hora. Prurido intenso no abdome, que cessa e é sempre seguido de expectoração branca copiosa, com ondas de calor no rosto e grande fraqueza. A princípio, frio nos pés; depois, dores como picadas e opressivas no hipocôndrio direito. Daí as dores passam ao estômago com inchaço do abdome; então sobem pela coluna até os ombros. Pontadas espasmódicas, uma após outra, no monte de Vênus; quando está de pé, tem desejo de colocar um pé sobre o outro. Dor espasmódica na região inguinal esquerda, como de gases presos, que sobe através do abdome, causando um ponto doloroso na região do baço. Dor puxante e incisiva de uma crista ilíaca à outra, como se uma faca tivesse atravessado o abdome; muitas vezes intermitente e sempre recorrente.
13. Fezes e Ânus
Dor constritiva abaixo das costelas, atravessando o estômago, com muita sede; cinco horas depois, evacuações, a princípio muito duras, com muito tenesmo e abdome retraído; depois, líquidas, abundantes, tenesmo constante, aliviando um pouco o inchaço do abdome. Intestinos presos por dois dias e fezes muito duras; evacuação em pequenos pedaços. Nenhuma evacuação por três dias; o abdome parece muito cheio, como se tivesse comido muito, com perda de apetite. Evacuações acompanhadas de dores como picadas e incisivas no reto, que persistem por mais de uma hora, com tenesmo veemente. Constipação intestinal persistente nas crianças é prontamente curada. A criança evacua apenas uma vez a cada três ou quatro dias, acompanhando-se de dor acentuada no ânus. Desejo frequente de evacuar, sem resultado. Evacuações duras, porém diárias. Depois de passar três dias sem evacuar, é obrigado a permanecer uma hora antes de expelir qualquer coisa, e fica muito fatigado. Evacuações duras como nozes, expelidas com muita dificuldade, com dores espasmódicas nos intestinos; as fezes escapam em pequenos pedaços. Constipação intestinal crônica com hemorróidas e urgência contínua para evacuar, sem resultado.
14. Órgãos Urinários
Urina muito, frequentemente. Desejo frequente de urinar depois de cãibras no estômago. Foi obrigada a urinar três vezes no espaço de quatro horas, mas apenas pequena quantidade de cada vez; de outro modo, nesse mesmo intervalo, urinava apenas uma vez e com estrangúria. Urina muito quente e clara. Elimina muita urina e, um quarto de hora depois, elimina quantidade igualmente grande, embora tivesse bebido pouco.
16. Órgãos Sexuais Femininos
Leve prurido e ardor na vulva fora do ato de urinar. Sensação de calor na vulva. Urina muito quente, causando calor na vulva. A menstruação aparece vários dias tarde demais. A menstruação vem seis dias cedo demais; estando de pé, o sangue flui continuamente. O sangue é negro e copioso; negro-avermelhado. Durante as regras: sente frio externamente e calor internamente e tem de beber muito; dores incisivas através do corpo no segundo dia. Corrimento branco, fluido, como leite, saindo em gotas; odor adocicado. Corrimento branco muito profuso, deixando manchas brancas e cinzentas na roupa, com prurido no abdome.
17. Órgãos Respiratórios
Voz oca e áspera. Um estertor crônico na garganta causa tosse seca.
18. Tórax
Todo o tórax dói como se estivesse comprimido e, ao respirar, pontadas agudas atravessam o tórax, < no lado esquerdo. Picadas no tórax que o impedem de inspirar profundamente. Dor na região do diafragma como se estivesse inflamada; ao bocejar, dores puxantes sob as costelas direitas, estendendo-se até a coluna; vêm e vão frequentemente e são < pela respiração. Dores como picadas sob as falsas costelas do lado esquerdo, < ao deitar-se, pela pressão externa e pela respiração profunda, com ondas de calor. Pontadas, uma após outra, na porção superior da mama, < ao respirar, durando meia hora. Dores torcedoras na mama esquerda. Os mamilos doem ao toque, como se estivessem doloridos por dentro.
19. Coração
Pulso fraco, filiforme, aumentado em frequência.
20. Costas
Dor puxante e como picadas entre os ombros, com opressão respiratória. Dores puxantes entre os ombros, estendendo-se para baixo ao longo da coluna, em direção ao fígado, e para cima ao tórax; então a respiração torna-se oprimida e frequentes dores lancinantes atravessam o corpo inteiro. Dores na coluna, estendendo-se às vértebras lombares e depois a ambos os lados acima das cristas ilíacas e às regiões inguinais, onde se sente dor como de inflamação. As dores dorsais são < ao curvar-se. Dores na coluna como se ela tivesse sido lesada, tão ruins no repouso quanto em movimento. Dores como de fadiga em ambos os lombos, ao subir escadas.
22. Extremidades Superiores
Na axila esquerda, um choque elétrico que sacode o corpo inteiro, e em todas as articulações sobrevém um tremor como o que poderia ser produzido por uma máquina elétrica, e que causa, cada vez, sensação de medo. Todo o braço direito, mas especialmente a axila, parece como se tivesse sido deslocado por um golpe. Dor em pontada sob o braço direito em direção à mama. O braço direito parece pesado e ela não consegue levantá-lo bem; sente entorpecimento, como se as roupas estivessem apertadas demais, com turgescência das veias. Os músculos do antebraço parecem aumentar de volume e têm sensação de rigidez. Dores distensivas nas articulações dos cotovelos. Dor distensiva nas articulações da mão esquerda. As palmas estão muito quentes.
23. Extremidades Inferiores
Tensão dolorosa nos músculos da coxa como se tivesse feito uma longa caminhada. Dor distensiva na face externa do joelho direito, estendendo-se pela face direita da perna até o maléolo e daí ao calcanhar, onde cessa. Dores distensivas nas panturrilhas, estendendo-se aos dedos dos pés; impedem o sono; ela não sabe onde pôr as pernas. Tremor das pernas, dos joelhos aos dedos dos pés, de modo que há dificuldade em caminhar ou erguer os pés. Dores lacerantes nas panturrilhas, com sensação de calor, estendendo-se até os dedos dos pés; as palmas das mãos e as plantas dos pés estão muito quentes. Dores lacerantes nas articulações dos pés e nos dedos dos pés por várias horas. O dorso e as plantas dos pés estão inchados, após trinta e quatro horas, com dores lacerantes nos tornozelos e nas plantas, por causa das quais, embora muito cansado, ele não conseguiu dormir. Sensação como de choques elétricos em todas as articulações.
24. Generalidades
Cansaço geral, durando vários dias. Ao sentar-se, sensação como se o corpo inteiro balançasse para trás e para diante. Às 4 da tarde, grande fadiga com transpiração fria copiosa e sonolência por duas horas.
26. Sono
Bocejos frequentes com grande sonolência. Bocejos continuados, embora as articulações do maxilar estejam dolorosas. Gostaria de dormir o tempo todo, de dia e de noite. Não consegue manter-se acordada e adormece na cadeira; os pés adormecem. Depois de passar a noite rolando na cama sem despertar e passando de um sonho a outro, acorda às 5 da manhã, com as roupas de cama atiradas de lado e sem sua touca de dormir, coisa que nunca lhe havia acontecido antes. Sonhos sensuais, lascivos.
27. Febre
Calafrio, seguido de calor seco com sede, logo seguido de suor, durando muito tempo. Calafrio, calor e suor alternando-se frequentemente. Face e mãos quentes e vermelhas; suor quente na parte superior do corpo, especialmente na testa.