Natrium phosphoricum
por Richard Hughes & Jabez P. Dake — Enciclopédia de Patogenesia Medicamentosa
Referência histórica para profissionais e estudantes. As afirmações abaixo refletem os ensinamentos homeopáticos do autor indicado e não comprovam a eficácia do tratamento. Este texto não constitui aconselhamento médico e não deve substituir um diagnóstico ou cuidados adequados.
Volume IV — Apêndice
NATRUM PHOSPHORICUM.
Fosfato de sódio, Na₂HPO₄·12H₂O.
I. I. E. L. Corson ingeriu 20 grãos. Após 4 h, leve vertigem e
eliminação de uma evacuação aquosa castanho-amarelada, contendo fragmentos fecais;
outra evacuação semelhante às 6 h e outra, mais profusa, às 10½ h; antes de
cada uma, sensação de fraqueza no reto e no esfíncter; teve de exercer grande esforço de
vontade para impedir uma evacuação intempestiva. No 2º d., às 6h30 p.m., súbita
urgência para evacuar; a evacuação foi copiosa, indolor e fácil — a primeira parte, líquida;
a segunda, contendo fragmentos fecais. No 3º d., dois abscessos gengivais. Mais tarde, ingeriu 2 grãos;
nada foi notado além de plenitude na cabeça ao aproximar-se o entardecer (e.). No d. seguinte, ingeriu 6 grãos
uma vez e 2 grãos 5 vezes; logo após a primeira dose, plenitude e peso na
cabeça e leve vertigem enquanto estudava; súbita urgência para evacuar às
6h30 p.m.; era difícil conter as fezes; a evacuação foi pastosa, castanho-amarelada,
com flatulência e cólica momentânea. No 3º d., não houve evacuação; no 4º, vontade
de evacuar às 9 a.m., mas somente conseguiu eliminar, com dificuldade, dois pequenos fragmentos;
evacuação normal nesse entardecer (e.) e no seguinte. Durante a manhã (m.) do 5º d., por vezes, enquanto
estudava, plenitude e dor surda na fronte. No 6º d., tomou a dil. 4X
em intervalos curtos; plenitude na raiz nasal e nos ouvidos, ao entardecer (e.). No 7º d. (também
no 10º), dolorimento no hipogástrio após urinar, ao entardecer (e.); melhor deitado de
costas, pior deitado sobre o ventre; após se levantar, intestinos soltos e borborigmos no abdome;
após o desjejum, pequena evacuação seca, difícil, castanho-escura, exigindo muito
esforço expulsivo (o mesmo no d. seguinte). Do 6º ao 9º d., quatro poluções noturnas.
No 11º d., a bexiga parecia incapaz de expulsar adequadamente seu conteúdo; o fluxo logo
cessava, e era necessário fazer esforço, cada esforço resultando em um pequeno esguicho de
urina; dor aguda na têmpora direita (r.), várias vezes; dores cólicas no baixo-
ventre, com vontade de evacuar; muita flatulência antes da evacuação, ao entardecer (e.), enquanto
caminhava após a ceia. No 12º d., leve ardor nos olhos, causando discreto
lacrimejamento e provocando vontade de esfregar os olhos. No 13º d., leves dores
cólicas enquanto caminhava após a ceia. No 14º d., tomou a dil. 6X a cada 15 min.
Muita flatulência durante o dia (d.); quantidade de urina muito aumentada e pálida à tarde (p.m.); ao entardecer (e.),
dores cólicas momentâneas, com eliminação de flatulência; ao deitar-se, dor
sobre cada olho, pior ao fechar os olhos. No 15º d., urina muito copiosa
após se levantar pela manhã (m.). No 16º d., fadiga ao menor esforço. No 17º d., urina
escassa e escura. No 18º d., dor cortante aguda nos hipocôndrios e na região ilíaca
esquerda (L.). (Allen's Encyclopadia, vi, 601.)